Bom, como alguns devem saber (os que não sabem, saberão agora) venho escrevendo com a lerdeza de uma lesma uns textos falando sobre as artes que mais admiro e aprecio e que nem todos consideram artes.
Por enquanto só publiquei dois desses textos, mas tenho mais alguns que carecem de revisão (hehehe, quando baxa o santo, escrevo como um demônio e os erros acontecem com frequencia).
De qualquer forma, vou postar aqui agora o que seria o preludio do livro que eu escreveria juntando todas As Artes dos textos de que falei.
As Artes
Introdução, sobre a ciência e a arte
Cheguei em um ponto da minha vida extremamente importante. Muitissimo importante. Uma questão simples precisava ser respondida e a maioria dos jovens de 16 ou 18 anos sofrem com a dúvida: que vou fazer da vida?
Algo como com que vou trabalhar, como me sustentar, essas coisas. Típica questão básica de “O que eu vou ser quando eu crescer” mas que toma proporções enormes quando entramos na puberdade.
Principalmente pra mim que me vi dividido entre duas estradas que eu julgava e ainda julgo, opostas. A arte e a ciência.
Na minha cabeça as duas são se aceitam, embora uma tenha um pouco da outra em suas essências. Vejam bem, um ciêntista JAMAIS será um artista em seu ramo, na minha modesta opinião. Ciêntistas são práticos (precisam ser) e artistas são melodramáticos. Claro, há um mínimo de arte na ciência e um mínimo de ciência da arte, mas isso só confirma que são opostas e mutuamente exclusivas. Um mínimo e nada mais.
E eu, como sempre na minha vida, me vi dividido entre os dois caminhos que julgo opostos: Ser artista ou ciêntista?
Sempre me julguei pouco prático pra ser um ciêntista, e (por incrivel que pareça) pouco melodramático pra ser um artista.
Para deixar um pouco claro o que considero arte e ciência e o que não é nenhum dos dois, vou falar um pouco sobre minhas definições (que como verão no decorrer do livro, são muitas e bem variadas das definições originais) sobre ciência e arte.
Primeiro que ciência e arte são essenciais da humanidade. O que não for ciência ou arte, não é essencial, trata-se de um fruto da sociedade como ela é hoje e pode a vir deixar de existir um dia, levando consigo qualquer coisa que não seja arte ou ciência.
Ciência é um fruto de si mesma e para ela é necessário um individuo e não mais. E também em toda sociedade existe ao menos uma ciência. Ciência é um meio de obter conhecimento, portanto, há sempre uma em uma sociedade, porém é possivel que um único homem dedicado produza os artigos, crie os métodos e postulados necessários… Também uma coisa curiosa sobre ciência do meu ponto de vista é que também se encaixam as religões. Nossa, como isso será polêmico… Veja bem, eu considero ciência uma maneira de obter conhecimento: Qualquer maneira de obter conhecimento. Um estudo sobre algo ou uma especulação. A psicologia trabalha em cima de especulações observadas, a física quântica trabalha em cima de especulções sobre neutrinos e particulas sub-atômicas. Esculações provadas, verdade, em sua maioria, mas ainda especulações. Dizer que Deus criou o universo e conseguir uma explicações para cada fenomeno, baseado nessa premissa, não seria uma ciência? Fico meio receoso de dizer isso, não sou nada religioso e nem gosto muito de religão, mas não exergo muito a diferença entre acreditar na física e na religião, qualquer que seja ela. Tudo parte de uma premissa que não pode ser provada, a diferença básica é que uma tenta explicar detalhes enquanto outra aceita o que foi convencionado.
Mas não é esse o tema do livro e sugiro que pensem a respeito e imaginem um homem relioso dizendo que Deus faz a maçã cair e depois imaginem um cientista comum falando que a maçã vai cair por causa da Gravidade.
As artes são o tema do livro e por isso vou falar delas. A arte, diferente da ciência que busca o conhecimento ou busca explicar um fato natural, a arte contenta-se em comunicar-se. A arte surge da necessidade humana de se expressar e se comunicar, não existe sociedade sem arte, pois na arte se encontra algo como expressão dos sentimentos inatos no ser humano.
Para isso, as pessoas criam meios e então temos a palavra chave da arte: Criar. A arte é CRIAtividade, é imaginar e fazer, de certa maneira. Pode-se colocar que a arte é subjetiva, depende do observador, enquanto a ciência é objetiva, um fenômeno é explicado sem pensar no observador. Quando se trata de arte, por mais que o autor se esforce em passar uma certa mensagem, cada pessoa, cada ser, vai entender uma coisa diferente, mesmo que seja somente em seu íntimo.
Podemos colocar da seguinte maneira: A ciência busca uma resposta para os fatos naturais ou não naturais. A arte cria maneiras de exteriorizar os sentimentos humanos.
Tem pouco em comum. Um procura e descobre enquanto o outro cria, sem se importar como.
Definições poéticas ou objetivas, é assim como defino ciência e arte.
E a dúvida? E a escolha? Decidi que ficaria com a arte mais objetiva, a prosa (isso de acordo com Fernando Pessoa, como Bernardo Soares no Livro do Desassossego, mas que adotei como verdade) e com uma ciência bem criativa, a computação, que além de ampla, também exige imensa critividade… Digamos que eu escrevo códigos computacionais como escrevo poemas e escrevo poemas como escrevo os códigos.
Arte e ciência tem um minimo de um no outro… O equilíbrio entre eles faz parte da minha busca.
Deveria fazer parte da busca de qualquer um.