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Eu te possuo

Você me pertence de várias maneiras.
É minha em teu sorriso sincero e
no teu choro soluçado de tristeza.
Te possuo em tudo que é sinceramente teu.

Tal como as coisas possuem as pessoas, eu te possuo.
É minha como as ferramentas possuem o artesão
(contestável a utilidade do escultor sem seu cinzel)
Te tenho como os objetos roubados tem seus ladrões
Convidando-os sorrateiramente à levá-los embora.
Te possuo tal qual nossos sentimentos nos possuem
Louco de amor, dominado pelo medo, levado pela felicidade.
Me pertence pois te roubei há tempos atrás
Como os sonhos nos roubam de nós mesmos sempre que sonhamos

Te tenho de todas as maneiras possíveis de te possuir.
Como eu possuo braços, pernas e coração.
Te tenho como tenho sonhos, filosofias, ideais.
É minha como o mundo é meu, como minha casa, como o ar.

Você me pertence como a felicidade me pertence,
Não como direito, nem conquista: simplesmente está lá.
E acima de tudo: Te possuo como você me possui.
Como você tem pés, mãos e coração.


Poema da poesia

De verso em verso, eu me recrio.
De canto em canto, me levanto.
Cada palavra doce
por pior que fosse
se encaixa serenamente
neste poema que não mente.

Me torna poeta novamente:
rimas toscas, rimas pobres
uma lira linda, lira nobre.
Me inspire, me renove!

Venha a mim, ó poema,
Tão ágil quanto os dedos o escrevem.
Irrelevante, por fim, é seu tema
É de mim que teus versos bebem.

Desenhe em mim tuas estrofes.
As palavras em ti me descrevem.
Teus erros pra mim, catástrofes.
Através de ti que os olhos veem.

Caminha comigo, meu velho amigo
Por tão bem conhecidos caminhos
O segredo sempre esteve contigo
Nosso final, um só destino.

Mareje meus olhos na despedida
Faça-me tossir, faça-me chorar
A partida, desde sempre, dolorida
Volte logo, poesia, a em mim morar
Das feridas, a pior sempre foi tua ida.


A pequena flor

A flor é pequena e nova
Vagorosa, não tem pressa
Mas também não se demora
Tem seu tempo, sua hora
Rompe o bulbo e se flora

Lentamente espledorosa
Diminuta, não se apavora
Não há quem apresse a flor
Ainda é miuda agora
Luta, florzinha, luta!

De uma cor a outra, se supera
à pequena flor,  aquerela
Ganhando vida, se embeleza
Teu tamanho é tua  promessa
De serena doçura e ternura
Num mundo enorme de amargura.


Poesia d’Amore Perfetto

Princesa, princesa minha,
Doce amada e desejada.
Teu cabelo, minha barba
Teus olhos de mel lambusada.

Doce sorriso terno e gentil:
Tenra inocência infantil.
Minha pequena, meu tesouro
Meu amor e meu ouro.

Teu cavaleiro aqui jurado
pra lhe salvar de teus amargos medos
E proteger de teus receios.
Roubar teu coracao e enamorá-lo

Os dias com morangos gelados,
As noites com o calor abafado.
Os toques secretos, olhares roubados:
Segredos jamais revelados.

Minha confidente, minha sina
Pequena Princesa amada minha,
De terrível bravura determinada,
Cheia de raiva e furia, se provocada

De triste beleza tocada
Carente, desajeitada,
Deslocada: pelo mundo ignorada
Mas jamais por ele derrotada.

E no calor de teu forte espírito
Me encontro bem aquecido,
Nas noites de frio, desprotegido
Teu toque sincero está comigo.

Caminha comigo pela vida, princesa
Te protejo, e do mal te  resguardo,
Serena donzela para mim perfeita,
Senhora do meu triste coração quebrado,
Por ti conquistado e consertado.

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Claro, pra minha namorada linda que eu amo tanto, Lais Mastelari.
Faz muito tempo que não escrevo algo exclusivamente dedicado, ahco que quer dizer alguma coisa neh?
Ela fez mais do que me trazer do fundo do poço negro e úmido, ela cuidou de mim e me aceitou.
Me aceita.
Eh amor. 
E eu a amo mais do que tudo.


A Chuva



A chuva cai, fraca: sussurra,
Mas ninguém a escuta
Exceto uns poucos poetas
Que atentos, a perscrutam.

Serena, a chuva cai suavemente
Quando quer e porque quer
Não há ventos que a apressem
Nem Sol que a desperte.

Se deseja, brava, a chuva desagua
Em tempestade terrível.
Se apaixonada, ou pelo amor tocada
Em sereno, embala uma doce serenata

Não há liberdade maior do que na chuva
E em seus pingos que livres, voam, não caem.
A chuva arruina documentos e papeladas inuteis
E as responsabilidades diminuem
Na chuva nos libertamos de tudo.

A chuva limpa perfeitas  maquiagens
E frisa cabelos trabalhosamente chapados.
Desengoma golas, desfaz penteados
Somos nós mesmos na chuva
Suas gotas nos purificam, mostra o que nos é real

É na chuva que o mundo encontra vida
Que paisagens belas depois de uma garoa!
Que rio frondoso depois da torrente!
Que Mar lindo enquanto chove!

A chuva, minha amiga, limpa a alma
Encharca a mente e o corpo, e a terra
Foi na chuva que o primeiro homem
Se lavou a primeira vez, e nunca mais parou.

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Hey pessoas!

Primeiramente, esse poema é dedicado a minha grande amiga Natt. 😀

Segundamente, acabei de voltar da praia, então nem sei o que tou fazendo direito. Postei pq tive vontade. Tou com notebook novo! Fodão, por sinal, mas nem tudo são flores… Problemas na faculdade me farão ficar lá um poquinho mais.

Terceiramente, não vou parar de publicar textos meus, embora como sempre eu faça experiencias malignas de estilos de escrita e temas diferentes. Nada muda, embora tudo tenha mudado 😛

As resenhas vem como um adicional, histórias que embasam minhas histórias. Sandman, por exemplo. Ou Hellblazer. Ou Conde de Monte Cristo. Ou Legião Urbana. Ou V for Vendetta. Ou Drummond.
Todos são histórias que fazem parte de mim, em cada palavra que eu li. Faz sentido eu postar elas aqui, certo? Ainda mais nessa vibe minha de cult tecnologico…


O Monstro sem nome

Por Rafael Rabelo

Dentro de mim há um monstro,
Maligno e sádico, porém cativo.
Não permito que ele saia, o acorrento
E no escuro ele jaz, paciente…

Em momentos de fúria, ou indignação
O monstro se alimenta, se fortalece.
E sorridente, força a saída de sua prisão,
Mas não consegue, e aguarda…

Agora estou aqui, vendo TV,
Mas a programação é irrelevante
O que se passa na minha mente
É que é interessante.

A jaula e prisão do Monstro
Que vive dentro de mim
Se esvaiu em pó, porque permiti
E agora eu luto contra ele!

Minha gastrite me consome,
minha garganta queima,
meus olhos lacrimejam:
E ele vence.

Meu coração fraco, minha alma
Ferida. E meu espírito abalado.
Um sorriso, uma sensação nova.
Finalmente ser o que eu quiser.

Dentro de todos nós há um monstro,
algo que não queremos ser, que recusamos
Mas que faz parte de nós tanto quanto
Nosso coração, alma, espírito.

Estes monstros não possuem nomes
Não são vampiros, lobsomens ou múmias
Fantasmas, demônios ou mortos-vivos.
Somos nós,
Somente nós mesmos.

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Meio dark, não?
Quem me conhece entende bem esse poema… Mas, poucas pessoas me conhecem, então o que fazer? 😛

Antes eu explicaria, hoje eu deixo o mistério…

Au revoir


A Poesia persiste

Rafael Rabelo

O mundo desmorona
E a moral das pessoas,
rapidamente desaparece.

Conceitos mudam
Verdades se transmutam
em mentiras condenáveis.

Mas a palavra não desiste
A poesia persiste
Além de todos os apesares.

Além das monstruosidades
e da cruel indiferença
A poesia existe.

Num mundo de errados,
de tortos e estragos
a palavra… Sobrevive.

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E eu fui no show do Teatro Mágico aqui nessa quinta feira. Eu diria que foi inspirador, pq foi mesmo. Mas fiquei numa bad depois, acho que perdi a capacidade de admirar coisas belas… Elas me fazem me sentir mal.

Enfim, uma expressão no show me inspirou pra esse poema e eu consegui salvar.
Afinal, apesar de tudo, a poesia prevalece.