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Escrevo

Eu escrevo como quem respira ar puro, em uma noite de madrugada. Muito se engana quem pensa que, para mim, escrever é um subterfúgio ou uma fuga, não, é um longo inspirar de ar fresco nos pulmões já muito cansados. Escrevo não como quem cria, mas como quem vive plenamente. Escrevo como como. Me alimento das palavras que escrevo, e há dias que como bem e há dias que como mal, e quando escrevo porque devo e não quero, fico enjoado e de estômago embrulhado, o que pode fazer com que eu fique vários dias ou meses sem escrever, com medo da terrível sensação de mal-estar. Aguardo, portanto, uma deliciosa palavra surgir em minha boca, uma brisa límpida invadir a sala para voltar a escrever novamente, sem medo. Aguardo a oportunidade ideal.
Engraçado que sempre escrevo em momentos tristes e difíceis. Eu não deveria estar escrevendo agora, há outras coisas, urgentes, a serem feitas. Mas aqui estou eu. Sempre disse que só escrevo bem quando estou péssimo, quando a mente está inundada de problemas e coisas ruins, de coração pesado e andar vagaroso por ruas escuras, e por que? A felicidade nos inebria, nos alcooliza, e pra que escrever quando se está feliz? Para que se expressar em um momento de felicidade? Pra que comer quando se está complemente satisfeito?
Como pensar direito quando os pensamentos estão envoltos em beleza e amor?
Somente quando se está triste e sóbrio, soturno, e a felicidade é um sonho distante, que escrever faz sentido. Somente na poluição e na fome, respirar ar puro e comer bem fazem sentido. Ninguém quer estar miserável, ninguém quer estar sozinho, ninguém quer ser infeliz, e quando se está, escrever (ou qualquer outra forma de arte) é um grito de dor angustiante mas abafado e sereno.
Escrever é exclamar aquele palavrão depois de bater o dedinho do pé na quina do sofá.
Ninguém quer morrer. E estamos todos morrendo, sempre, até mesmo neste exato instante.
Escrever nos torna imortais, ou melhor, nos permite continuar vivendo, através de nossas palavras, de nossas ideias.
Neste sentido, escrever é realmente como o alimento de nossa existência. Aquele que nunca se expressou, existiu? Se alguém nasce e morre, e ninguém no mundo soube e nunca saberá, este realmente viveu?
Então eu escrevo como respiro, e escrevo como como.

 


Roubando minhas ideias

Nunca me importei, nem nunca me importarei, com o fato de roubarem minhas ideias depois que as expressei. Afinal de contas, depois que fiz isso, elas pertence ao mundo. Eu doo elas à ele. Mas uma coisa que jamais aceitarei é que as usem antes que eu as expresse, antes que eu as fale ou escreva, odeio quando a tiram da minha mente ou da minha boca. Quando falam aquela palavra que estava na ponta da minha língua… Ah! Que sensação angustiante! “Eu que ia dizer isso”, nada me dói mais. Minto, claro que dói mais roubar não só a palavra, mas toda a frase, todo o sentido e no pior dos casos, toda a história, o enredo inteiro. Inteirinho. Aquela coisa assim, “eu já tinha pensado nisso”. E quando é justo no dia que eu pensei, então? “Nossa, tive uma ideia tão legal…” e quando você vê, está lá, escrita em um jornal de quinze anos atrás, que você acabou de ler no escritório daquele médico novo da sua mãe. Sempre esteve lá e você pomposo achando que tinha criado um pensamento novo, mas roubaram de você quinze anos antes mesmo de você pensá-lo e chamá-lo de seu. Eu que senti isso, eu que pensei nisso, eu que elaborei! Essas palavras são minhas, eu usei elas primeiro. Pode parecer infantil, mas é a verdade. Tudo o que eu tenho, que realmente é meu, são os pensamentos e as ideias que guardo pra mim, as coisas que não disse e que talvez nunca vá dizer, os sentimentos que nunca expressei, e vê-los ali, impresso em papel jornal amarelado, é descobrir que roubaram algo diretamente da sua alma, e você nem reparou.

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Um pouco de contexto, sim? Ninguém sabe disso, porque poucas pessoas se importam e, creio, nenhuma delas tem o contexto. Sou um grande fã de Neil Gaiman, mas não pelo motivo que pensam (e quais seriam eles?). A verdade é muito mais narcisista. Sempre vi uma semelhança incrível entre o trabalho dele e o meu… Bem, não o trabalho, mas a ideia por trás do trabalho, tendo em vista que ele escreve e se expressa infinitamente melhor. E isso é SÉRIO. Eu era o Rei no Castelo bem antes de ler Sandman e ver o Sonho no Sonhar, e as semelhanças no contexto inteiro são incríveis. Mas divago, o contexto do pensamento acima é bem mais recente, diga-se de passagem: hoje (15/12/2013). Fui escrever algo nesta madrugada insone de segunda-feira e decidi, antes, ver um episódio de Dr Who, que acabou sendo o episódio premiado, escrito por Neil Gaiman, que me motivou a ver a série inteira, e que juro, nunca tinha visto antes. De repente, no meio do episódio, escuto uma frase, um pensamento solto que era uma das ideias centrais do episódio e era exatamente sobre aquilo que eu pretendia escrever! Exatamente a mesma ideia! Escrita à anos atrás… Se isso não é um roubo, não sei o que poderia ser….


Uma História de Traição I

“Eu comi ela”, me disse o bastardo maldito com um sorriso galanteador e eu juro que nunca três palavras doeram tanto, pois eu sabia que eram verdade. Quando ele me disse isso, um infinito de detalhes dos últimos dias invadiram minha mente, coisas que eu achei serem irrelevantes, coisas ínfimas que fogem ao seu contexto natural e por isso saltam aos olhos de um escritor experiente como eu. Tudo fez sentido. Todas as pontas soltas da trama que até então eu desconhecia se encaixaram perfeitamente e soube que era verdade.
Minha esposa estava muito sorridente quando retornei, porém seus olhos não se encontravam com os meus, ela já não procurava meus toques discretos, as poucas vezes que fazíamos amor eu não me sentia suficiente para agradá-la e eu culpava a minha ausência, que me deixava ansioso e a deixava carente, as vezes me parecia grossa como se estivesse irritada com algo mas sempre dizia que estava tudo bem e sorria. Ah, aquele sorriso! Eu devia ter visto a tristeza e a culpa através dele como eu vejo agora…
“Eu comi ela”, essas palavras! Malditas sejam, por sua vulgaridade, por seu peso enorme, por seu significado e mais importante: pelas imagens que me trouxeram a mente, pois eu, como bom escritor que sou e há muito exerço o que amo como profissão, fui imerso em uma sequência de imagens e sensações no momento em que me encontrei sozinho. Eu não queria ficar sozinho, mas eu tinha que ficar sozinho, mas não sei se qualquer leitor é capaz de entender.
As cenas vieram a minha mente como uma torrente inesperada e eu estava completamente afogado pelas lágrimas que escorriam dos meus olhos e mesmo assim, eu podia ver claramente o que se passava, eu era o expectador de uma alucinação terrível que eu sabia ter acontecido em algum momento.
Soube que eles haviam se conhecido em um bar, então o cenário foi montado e eu estava sentado ao lado da mesa de amigos dela, onde o canalha acabava de ser introduzido, provavelmente amigo de uma amiga da mesa. Vi o sorriso dele para ela e a negativa dela em resposta, ela me amava e era digna e eu sei que não cederia ao primeiro sorriso sedutor.
O que se seguiu foi uma constante perseguição, ele sempre a procurando, ligando incessantemente nos horários que eu não estava em casa, nos momentos que eu não estava com ela, e ela disfarçava por que não queria me preocupar já que eu estava concentrado em um livro que estava escrevendo na época, imerso numa história de assassinato de um amante. Irônico, mas eu não pude sorrir. As cenas prosseguiram alheias a minha vontade, pois tudo o que eu queria era sentar em algum canto escuro e gritar a plenos pulmões, mas só pude ficar ali, deitado na cama chorando e sendo levado embora pelos meus pensamentos.
Ele deve ter sido insistente e sedutor por algumas semanas, e com certeza deve ter tido ajuda de alguma amiga que não gostasse de mim, ajudando com encontros nomeados como obras do destino e santificando aquele homem que deveria ser um demônio das camadas mais baixas do inferno.
Em algum momento, provavelmente enquanto eu estava fazendo a turnê de lançamento, ele se aproximou derradeiramente. Com ela sozinha, vulnerável e carente de atenção, uma pequena brecha com certeza se abriu. E ele aproveitou.
Pude ver enquanto eles se beijavam, ela hesitante no começo, mas cada vez mais sedenta e ansiosa. Seu corpo me traiu e se entregou a ele, enquanto a mente tentava ver uma imagem de mim que esvaia em meio aos braços e pernas cada vez mais desnudos e quentes. Agora, cheia de luxúria e carência, só o queria, pedia por ele, desejava-o mais do que qualquer coisa, e o arranhava a cada gemido, a cada grito contido e eu espectador disso tudo tentava fechar os olhos inutilmente, tapar os ouvidos, tentava não sentir o gosto, mas estava tudo dentro dos meus próprios pensamentos dos quais ninguém podia me salvar. Fui imaginando cada detalhe e observando a cena de vários ângulos, tentando tirar minha mente daquele lugar imundo mas não consegui, o costume de um escritor que usa muito a imaginação.
Por fim, ao ultimo som de prazer, o último grito, ela foi preenchida de culpa e angustia, mas o diabo a consolou e a convenceu de que eu jamais saberia, de que eu permaneceria ignorante e talvez até de que eles pudessem se ver de novo, quando eu viajasse mais uma vez, então ela jamais ficaria sozinha novamente, ninguém sairia machucado.
Convencida e cansada, ela provavelmente adormeceu em seus braços, aconchegada, enquanto ele sorria se vangloriando de seu triunfo.
Quando eu retornei da viagem, ela estava feliz e radiante por que eu estava de volta, por que não precisava mais me esperar. Ela estava infinitamente mais fogosa e eu não fui capaz de satisfazê-la, ela queria uma emoção nova que experimentara e eu não podia proporcionar: Se entregar ao proibido.
Sei que ela me amava ainda, que ela estava realmente feliz de me ver de volta, que seu sorriso era sincero a cada vez que me via, mas secretamente ela desejava algo que não era eu, algo que não podia ser eu, que ela queria sinceramente que fosse, mas não era. Não mais.
Fora das minhas lembranças eu estava encolhido na cama, soluçando como uma criança, mas tentando manter o pouco de dignidade que imaginar involuntariamente aquelas cenas me deixaram.

Será este era o fim da história? Não, um bom livro não terminaria assim…
Eu terminaria com ela para que ela corra aos braços dele, se escravizar em troca da ilusão de um porto seguro? Ou continuaria com ela, observando a cada dia a minha figura no espelho murchar diante de súplicas de amor que não posso mais atender?
Nenhum dos dois, obviamente. Enxuguei as lágrimas, limpei meu nariz e me olhei no espelho.
Se eu fosse escrever essa história, o protagonista com certeza veria o lado mais negro de sua alma ao se olhar no espelho neste exato momento. Meu rosto refletido sorriu. E eu não chorei mais.

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Antes que me perguntem, esse texto não tem nenhuma ligação com a realidade. Só fruto de uma mente doentia. 🙂


Ressurgir do Rei

O céu negro de tempestade deixou escapar um raio de luz, que tocou a grama em um morro perto do castelo.

Um evento efêmero, dirão uns, mas não ali onde quase tudo já havia morrido e onde quase nada mais existia. As pessoas eram pobres e suas coisas eram frágeis, seus lares, sombrios, e seus pastos de grama rala e fraca. O castelo, outrora esplendoroso, não era mais do que um monte de pedras sujas e cobertas de limo mau-cheiroso por centenas de anos e no centro do salão principal, nada mais do que espaço retangular delimitado por esboços de paredes de rocha semi empilhadas, um esqueleto sentado em um trono, não um Rei.

Por isso, a grama silenciosamente agradeceu ao raio de luz que tão arduamente lutou para tocar o chão, e o negrume do céu empalideceu com tal visão. Naquele exato lugar, nasceu uma flor. Não muito grande, não muito bonita, mas ainda assim uma flor.
E uma flor muito vaidosa e corajosa. Cresceu até onde pôde e se esforçou até onde podia, sem poder se mover e utilizando daquele solo pobre e estéril.
Uma menina, passando descuidada por este lugar evitou por pouco a tragédia de pisar em tal flor diminuta, no último instante, reparando-a com curiosidade. Apesar de tudo que significava não chamava muita atenção dado o seu tamanho.
A menina colheu a flor e a cheirou e vendo quão cheirosa era, levou-a consigo para brincar. A corajosa menina foi para o castelo pois os meninos não queriam brincar com ela. Queria trazer a coroa do rei morto para mostrar pra eles que podia, que era corajosa e digna, mas se esqueceu do desafio, completamente, maravilhada com a flor.
Começou a procurar por mais daquela planta estranha – ela era jovem e jamais havia visto uma flor, somente as secas que cresciam em volta de sua vila – e queria mostrar várias para seus pais. Mas antes de continuar procurando deu de frente com o trono real e sentado nele o antigo rei com sua coroa, e com isso se lembrou de seu intento e caminhou vagarosamente em direção à figura esquelética.
Ainda vestia alguns trapos mas quase não havia carne em seus ossos e estava sentado como um verdadeiro rei, pomposo apesar de decrépito. A menina caminhou em direção ao trono e teve muita pena do Rei, que era retratado em vários poemas de sua vila como grandioso e heroico.

Achou correto prestar uma homenagem ao rei colocando sob seu colo a pequena flor. Não estava assustada pois estava em um local aberto, bem iluminado e podia ver sua vila morro a baixo, e além de tudo porque era verdadeiramente corajosa. Fez aquilo por respeito, talvez, e se ajoelhou em frente do Rei e recitou um poema muito conhecido, que se referia ao rei morto. (aqui)
Ao erguer os olhos, ela congelou.
A flor, ao perceber onde estava soube imediatamente o que fazer, e com tremendo esforço cedeu ao rei um pouco da luz que havia lhe dado a vida e o Rei não poderia ignorar tal sacrifício, mesmo morto.
O Grande Rei recolheu a flor, sorriu amavelmente e olhou em volta. Estava inteiro, vivo e limpo, sem um arranhão ou cicatriz. Estava novo. Não poderia dizer que esteve morto, apesar de suas roupas continuarem em trapos dignos de um morto. Ele fitou a flor por um tempo e agradeceu a ela, que, para surpresa da menina, pareceu honrada. Então desceu do trono, abaixou próximo a menina e lhe estendeu a flor, colocando-a em seus cabelos.
A flor lhe acariciou os cabelos sujos e disse em voz alta três vezes: vida longa ao Rei.
Por que o rei estava vivo de novo.
Na última viva da flor, a menina a acompanhou. Vida longa ao Rei. Fez sol de novo no Reino.


Essencial Feminino

Segui por aquele caminho mais maluco e inesperado seguindo passos de nada nem ninguém. Meus pais me acharam maluca mas eu já tinha me acostumado porque no fim eu sabia que eles confiavam em mim. Estranho, por que nem eu confiava direito. Segui esse rumo porque esse rumo me escolheu, eu senti isso desde o começo. Pareciam que as escolhas que me faziam. Dei volta e mais voltas não por que era lógico mas porque eu me sentia insegura para continuar em determinados momentos e para ser sincera, me importei e não me importei.
Caminhei muito pouco embora para os outros, talvez principalmente para minhas amigas mais comuns, eu tenha já chegado além do imaginado com a faculdade e tudo mais, mas como eu disse antes, tudo me parece tão óbvio, tão certo.
Tive muita sorte ou segui os instintos certos? Difícil dizer. Talvez um misto doido dos dois.
Mas no meio disso tudo uma coisa é certa, sempre tive uma inveja dos homens… As coisas com certeza são mais fáceis pra eles! Eles veem o caminho, sabe? Eu passei minha vida inteira em um nevoeiro de desejos dominados pelos hormônios, que embaçava o caminho e me permitia ver com clareza só dois ou três passos a frente que eu sabia que eu com certeza devia tomar mas não fazia ideia de onde ia me levar.
E para me ajudar ainda, sempre os garotos errados, os homens errados e aquela maldita cortina que não combina com o sofá e que eu secretamente tenho dó de jogar fora.
No fim, tenho medo de ficar sozinha. Sei que pareço ser forte e independente, mas morro de medo do escuro. Fico apavorada. Quero dizer, na maioria das vezes. Existem alguns momentos que ele me acolhe como um amante gentil. Mas na maioria das vezes ele simplesmente me oprime, me cega e eu sinto como se perdesse todos os sentidos e todas as escolhas são as erradas e eu estou afundando no silêncio e no esquecimento.


Bruto Masculino

Sempre fui um homem simples, direto e reto, sem curvas. Tive várias oportunidades de me engajar em várias coisas e recusei todas porque tenho total ciência de que preciso de foco. Dependo dele. Respiro um punhado de ar por vez.
Uma coisa, depois outra. Um objetivo, depois outro. Sem olhar para trás, sem olhar para os lados. Para frente, sempre.
Acendi um cigarro outro dia e o vi queimar sem fumá-lo. Observei cumprir seu destino inutilmente e achei bonito: ele fez o que se propôs a fazer.
Em um mundo de coisas inesperadas, de máquinas de propósitos duvidosos e de mentirosos vestindo roupas bonitas, é ótimo saber que coisas simples ainda funcionam e que ainda existe um certo propósito a ser cumprido.
Meu trabalho duro não é mais o mesmo, minhas coisas favoritas já não estão mais a venda. Sou obrigado a olhar com desprezo para as lojas de música, para as locadoras, para os mercados (que se tornaram super e depois hyper) e principalmente para a TV, com seus shows fajutos de pessoas que batem em si mesmas como se fosse engraçado, olho seriamente por detrás dos meus óculos para filmes vulgares ou muito femininos ou simplesmente gays.
Caminho por trilhas obscuras e traiçoeiras, tentando me encaixar num mundo que teima em me rejeitar, clamando pelo novo moderno e por atualizações, enquanto eu teimo em propor minha maneira e meus antigos hábitos por que sei que estou certo, porque se não estiver, estarei indo em direção ao vazio e isso é algo que eu não posso suportar.
A morte me espreita a cada passo, a cada degrau vou ficando velho, vou ficando fraco, vou ficando ultrapassado por jovens que são mais eficientes e mais adaptados, por isso tento me impor e forçar meu modo para que todos falhem junto comigo, ou que eu tenha sucesso.
No final, estou balançando no precipício, tentando me agarrar à um apoio a minha direita, torcendo para que não exista outro pois não procurei e sou orgulhoso demais para procurar.


Um ótimo monstro

Eu jamais serei tão bom quanto vocês, afinal, eu sempre terei meu pé na escuridão e essa mancha no meu passado. Mas quer saber? Vocês também jamais serão tão bons quanto eu. Não verão as coisas como eu vejo, nem serão capaz do que eu sou capaz, de se entregar por completo a um ideal no qual ninguém mais acredita. Fazer o que ninguém mais faz.
Vocês são um bom par de Príncipe e Princesa. Eu sou um ótimo monstro.