Uma História de Traição III

Minha amiga começou a falar sobre como descobrira a traição, como era uma fã absurda minha e como queria muito punir minha esposa por seu crime terrível, mas que queria fazer isso evitando que eu me machucasse.
Eu não estava ali, aquele sentado na cadeira se masturbando era só outro personagem, era só um tarado malicioso, um mero figurante na história. O marido não sabia de nada.
Ela completou:

– Você tem que cooperar ou não vai sobrar nada pra você. Ela sempre foi muito boa com improvisos na escola de teatro, pensei. Minha esposa tremeu e começou chorar. Eu me levantei e me coloquei do lado dela com o meu pau apontado para sua boa, e retirei sua mordaça. Minha amiga desceu até a buceta dela e começou a chupar. Acariciei seus peitos violentamente enquanto ela me chupava com má vontade. Tão diferente de quando estava com aquele cafajeste! Senti raiva e quase perdi o controle, mas continuei com o script.

Minha amiga masturbou e chupou minha esposa até ela ficar inteiramente excitada, enquanto eu lambia seus peitos e orelhas, coisas que eu sabia que eram suas zonas erógenas mais sensíveis. Quando ela estava prestes a gozar, nós parávamos, nos beijávamos, nos acariciávamos e retomávamos com ela, quando ela esfriava. Na terceira vez, ela reclamou e minha parceira sorriu. “Putas não merecem gozar”, ela disse.
Coloquei um vibrador na boceta da minha esposa, que ainda estava amarrada apesar de não estar amordaçada e fui dar à minha amiga o que ela sempre quis: o show de sua vida.
Nunca fodi alguém tão forte, tão rápido, tão intensamente e durante tanto tempo, e imagino que a situação ajudou muito para a minha performance, afinal, eu estava com raiva, e excitado ao mesmo tempo que não sentia a menor vontade de gozar. Vez ou outra colocávamos minha esposa na brincadeira, lambendo, mordendo, puxando, esfregando, mas nunca demais.
O tempo inteiro não disse nada, não gemi, não gritei, me segurei em todos os sentidos, afinal, não era eu. Não podia ser eu. Quando terminei com a minha amiga, ela não conseguia andar e cochilou no sofá em que eu estava antes.
Provoquei minha esposa mais algumas vezes até ela pedir “Me desamarra pra gente trepar igual você fez com ela, por favor!” e existia súplica verdadeira em sua voz, embora eu suspeitava de que ela se convencia de que era uma chance de fuga. Mas não havia misericórdia em mim. Sua voz, seu tom de desejo velado, me lembrou aquelas horas com aquele diabo e me senti tentado, mas ainda faltava muito… Eu tinha que esperar.
Quando minha amiga se recuperou, soltamos minha esposa e explicamos: Nada de telefone, nada de sair, nada de falar com ninguém, pois estávamos vendo. Qualquer movimento em falso e ela estava perdida. Minha amiga acrescentou algo que eu achei ser o toque de mestre, algo que somente algo como ela poderia pensar: “E você não pode se masturbar ou fazer sexo com seu marido, nem com ninguém, estaremos vigiando de perto, cada instante”. Ficamos assim por mais algum tempo: ela só podia sair de casa com o marido, não podia se satisfazer, não podia falar com ninguém, telefones e celulares tocavam e ela não podia atender. Mais de uma vez ligamos para ela quando víamos que ela estava tentada a quebrar as regras, somente para lembra-la de que estávamos realmente observando todo o tempo. Sempre de celulares pré-pagos, sempre de locais perto da casa, ela sabia que éramos nós pelo número desconhecido. À noite, quando o marido saía, os pervertidos chegavam. Fodiamos na frente dela, sempre excitando ela sem deixar ela se satisfazer, começamos a apertar mais o cerco ao que restava de sanidade nela com brinquedos anais e vibradores. Ela já não resistia, só reclamava de pararmos antes dela gozar, implorava pelo meu pau, suspirava ofegante enquanto via a gente foder duas, três vezes. Quando transamos em cima dela com ela amarrada sem poder participar, quase ficou louca.
Quanto mais tempo passava, mais excitada e submissa à nossa vontade ela ficava. Depois algumas semanas o cafajeste apareceu na porta de casa preocupado pela falta de contato, e não estávamos lá. Eu estava vigiando e tinha me preparado pra ligar mas ela mesma o dispensou, sem ao menos abrir a porta e teve a cara de pau de dizer que amava o marido e tinha se arrependido. E que se ele contasse que tiveram um caso, ninguém acreditaria, e ninguém acreditaria mesmo. Sem fotos, sem vídeos, sem provas. Paguei um amigo para hackear o computador dele e apagar tudo. Com direito à vírus que destrói a câmera quando o cartão SD é colocado nela.

Depois de dois meses eu achei que ela fosse surtar. Pessoas fazem coisas inesperadas quando estão desesperadas, agem sem pensar e sem medir as consequências e é aí que está o maior perigo. Ela podia pôr tudo a perder e nós destruiríamos a vida dela em resposta, fazia parte das regras do jogo e eu pretendia levar aquelas regras seriamente, mas eu não queria fazer isso.
Ela estava tão excitada e perturbada, que brigava com o marido por motivos mais estúpidos, olhava estranhamente da sacada do piso superior da nossa casa, imaginando se uma queda tão pequena poderia matá-la, imagino.
Uma vez, durante o jantar e comigo conversando alegremente sobre uma história sensual que gostava, eu a toquei no ombro e ela tremeu tão intensamente que eu achei que ela fosse convulsionar, mas ela se controlou, brigou comigo por alguma outra coisa idiota e foi para o quarto. Imagino que ela se tocava em determinados momentos como quando estávamos dormindo, debaixo das cobertas no sofá em um dia frio, coisas assim. Uma vez, tive certeza de que ela se masturbou no banheiro de um restaurante que fomos, pois apesar da insistência da amiga dela, ela quis ir sozinha.
Cinco meses depois da primeira ameaça, ela já estava pronta.
Minha comparsa foi sozinha à minha casa, e disse à ela que fariam um passeio. Ela a levou em um carro alugado até um café, onde eu, marido feliz, aguardava.
A fez sentar em um canto onde eu não poderia vê-la e sussurrou: “Nosso amigo mascarado está te observando, você não pode fugir, só pode ver…” e saiu indo em minha direção. Ela estava a uma distancia em que podia nos ouvir sem problemas, enquanto ela se apresentava pra mim como uma grande fã e se derramava em elogios. Logo começou um flerte e eu neguei veemente, me levantei e fui embora.
No dia seguinte, a mesma coisa, mas dessa vez um amigo meu estava comigo e elas escutaram enquanto ele me encorajava a ficar com essa mulher deliciosa, espumando libido, mas eu recuso. As tentativas continuam, os encontros continuam, ligações dela pra mim enquanto estou com a minha esposa e eu posso ver o olhar de desespero velado dela, olhos vidrados no vazio, sabendo que é a comparsa ligando. Pude ver como era destrutivo para ela negar todas as vezes que seu marido quis fazer sexo, cada hora uma desculpa diferente. Como negar sexo quando se está com tanta vontade, que não pode ser extravasada? Ela conseguia. Talvez fosse a culpa.

Depois de algum tempo, uma festa de publicação de um livro de um amigo e lá está ela, minha comparsa, e que estranho apresentar ela à minha esposa! Fingir e mentir com ela sabendo que estou mentindo!
“Essa é uma fã muito leal e querida” e eu não pude conter a risada, nem minha cúmplice. Minha esposa fez a cara mais azeda que podia, que não era muito, de qualquer modo.
Comecei a sair à noite usando os pretextos mais variados e divertidos, observando o olhar de desespero dela quando eu dizia que ia voltar tarde e ficava vendo nos meus monitores ela se descabelar e falar sozinha. O cafajeste voltou algumas vezes e ela o dispensou, histericamente, gritando que era tudo culpa dele e outras coisas que pra ele, não deviam fazer sentido.
Um dia, depois de uma das clássicas (porém já não tão comuns) sessões de provocação, voltei como marido querendo sexo. Nunca tínhamos feito isso pois era proibido que ela fizesse sexo comigo, e ela poderia mesmo surtar se eu a tentasse tanto depois de ser tão provocada e pude ver a dor em sua voz quando mentiu dizendo que estava menstruada. Então eu, friamente, disse que ia sair e que não era pra ela me esperar acordada. Ela não esperou eu sair pra chorar.
Saí somente para por minha mascara silenciosa e bati na porta e ela recusou abrir, como sempre, pois ela devia evitar visitas. Mandei uma mensagem usando o celular descartável dizendo para ela abrir, que era eu, e ela veio correndo pois pude ouvir os passos apressados no corredor.
Seu rosto vermelho coberto de lágrimas e o cabelo completamente bagunçado e emaranhado. Entrei esfregando as mãos e observando a confusão no rosto dela. Eu nunca vinha sozinho.
Fui diretamente pro quarto, ouvindo os passos dela atrás de mim e quando sentei no sofá ela deitou na cama com os braços e pernas abertas, nua, como sempre fazia. Eu levantei e tirei da mochila os brinquedos de sempre e comecei a usá-los. Ela agora ficava molhada com facilidade somente com um toque ou dois. Ela esperava por isso, era os únicos momentos que ela tinha de prazer agora.
Fiz ela virar de costas e masturbei ela com vontade e parei abruptamente. Ela perguntou o que eu estava fazendo aqui, se minha companheira sabia, e esse tipo de coisa, mas a máscara não disse nada. Tirei meu pau para fora enquanto e ela começou a chupá-lo com tanta intensidade e vontade que poderia ter arrancado ele fora, quando vi que ela estava, hesitante, se tocando. Segurei o riso. Normalmente quando ela me chupa, a minha cúmplice a provoca e sem isso ela não sabe o que fazer. Quando gozei e ela engoliu, como todas as vezes (exceto quando eu era o seu marido) eu a virei de costas e a ouvi dizer “por favor me fode por favor me fode” baixinho. Já estava planejando realizar esse desejo e fodi ela com gosto, com ela deitada de costas e a cada estocada um gemido alto como se ela tivesse gozado, ela também estava chorando e eu tenho certeza que era de felicidade, fiz ela virar e depois de um tempo fiz ela sentar em cima de mim e eu queria que ela gozasse e ela devia estar gozando muito incontrolavelmente porque cada cavalgada dela, ela tremia. Teve uma hora que ela sufocou com um grito e eu nem parei de foder ela quando ela recuperou o fôlego, virou os olhos e meio que desmaiou de tanto prazer, só pra acordar comigo fodendo ela de lado. Depois peguei os brinquedos e fiz masturbar o próprio cú, que ela nunca tinha feito sozinha, enquanto eu a fodia violentamente. Ela se deliciou, e eu sentia cada centímetro de prazer na pele dela, cada arrepio.
Quando ela estava de quatro, eu amarrei suas mãos novamente, vendei seus olhos, e tirei a minha máscara. Tirei toda a roupa e deixei de lado enquanto ela gemia e eu fodia ela, quando ela reparou que eu estava sem roupa pelo tato e soltou uma exclamação de prazer. Imagino que ela queria ver meu rosto, mas eu mantive ela virada de costas pra mim, fodendo ela.
Quando gozei dentro de sua boceta, com ela exclamando baixinho “seu safado, gozou dentro…”, várias vezes, virei o rosto dela pra mim e tirei a venda. Ela demorou pra perceber o que havia de errado e havia tanta coisa de errada! Eu continuei fodendo ela, mas ela estava tentando escapar enquanto gritava e chorava e soluçava. Eu ri. Eu fiquei pensando muito tempo no que eu poderia falar quando chegasse nesse momento, mas nada me ocorria, então não disse nada e só continuei. Ela ficou chocada e pasma, provavelmente juntando as peças e vendo a cena toda. Eu sempre soube, sempre tinha sido eu, eu estava me vingando por ela ter me traído, eu tinha chantageado ela, eu tinha ficado com aquela moça, nossos encontros nos cafés eram todos armados. Eu sabia que ela sabia que eu estava traindo ela, mentindo pra ela. Eu sabia de tudo. Ela chorou o que foi uma cena lastimável porque ela tentou se cobrir mas como estava amarrada na cama não conseguia fazer nada além de cruzar as pernas e comprimi-las contra o corpo. Sentei no sofá e esperei ela se recompor, o que demorou um pouco. Foi bom, eu estava exausto. Estiquei o braço e peguei a mascara e coloquei de novo. Ela entendeu e abriu as pernas, quase que por instinto.
Talvez fosse o vibrador ligado em seu cu, que ela era incapaz de desligar ou tirar, ou talvez, como imagino, ela entendeu que eu havia redimido ela. Fiz ela pagar os pecado e me vinguei e não havia mais nada a fazer. Ela estava molhada de novo, pingando. Ela também entendeu que estava excitada e que eu poderia satisfazer ela agora, eu poderia ser sujo com ela também, podia fazer safadezas comigo! Afinal, eu tinha a mascara, eu não era o marido dela.
Eu era um pervertido e estuprador calado e ela? Uma mulher ordinária que traía o marido com esse pervertido.
Eu era o demônio agora.

.

.

.

Sempre bom lembrar, mais uma vez, que esta é uma obra de ficção.

 

Anúncios

Sobre Trovador

"Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam" Carlos Drummond de Andrade, meu Mentor Ver todos os artigos de Trovador

Uma resposta para “Uma História de Traição III

  • Patricia

    Impressionanteeeeee?! Parabéns pelo excelente trabalho, definitivamente tens o dom com as palavras. Incrivel e que imaginação, quisera todos os maridos fossem assim existiriam menos divorcios e mais mulheres realizadas rs rs, A forma como você conduziu o texto, anulou qualquer possibilidade de se rotular os personagens, não há vitimas ou culpados, réus ou vítimas?! Simplismente Barbaro!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: