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Poema da poesia

De verso em verso, eu me recrio.
De canto em canto, me levanto.
Cada palavra doce
por pior que fosse
se encaixa serenamente
neste poema que não mente.

Me torna poeta novamente:
rimas toscas, rimas pobres
uma lira linda, lira nobre.
Me inspire, me renove!

Venha a mim, ó poema,
Tão ágil quanto os dedos o escrevem.
Irrelevante, por fim, é seu tema
É de mim que teus versos bebem.

Desenhe em mim tuas estrofes.
As palavras em ti me descrevem.
Teus erros pra mim, catástrofes.
Através de ti que os olhos veem.

Caminha comigo, meu velho amigo
Por tão bem conhecidos caminhos
O segredo sempre esteve contigo
Nosso final, um só destino.

Mareje meus olhos na despedida
Faça-me tossir, faça-me chorar
A partida, desde sempre, dolorida
Volte logo, poesia, a em mim morar
Das feridas, a pior sempre foi tua ida.

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