Fernanda
Rafael Rabelo
Fernanda é poema, é poesia
virou Arte de tão amiga cortesia
De tão bonita, ficou versada
Podia ter sido ela pintada
Retrato um dia famoso no mundo
Marilia pintada noutro fundo
Mas não, caiu nas graças de fingidor
De pseudo-poeta imitador
Não sabe pintar, nem cantar ou prosear
Ficam os versos toscos perto do amar
imito em texto o impossivel
Essa amizade tão enorme pra caber
em tão poucas linhas findas.
Não nota-la é improvável
Não Ama-la é impossível
Os que a odeiam, ainda a amam
Mas não sabem, não perceberam
Olha-la nos olhos é perder-se
Em tão profundo abismo,
Que é achar-se, é saber-se quem se é.
Fernanda, que de um abraço tão forte
Pode quebrar-se o mundo em pedaços
Pode esmagar-me a alma embalando em sonho
Até a realidade torce e força o real
Tudo confunde-se diante daquele sorriso
Tão sincero, tão límpido e tão puro
E o mundo ali, ao lado dela, enfim
começa errado e torto, pelo fim
Não amo e amo, amo porque não amo
Não amo por amar demais, demais…
Tanto que amor não é. É pouco e não define.
Se a conheces, a amas, como amiga
irmã, prima, esposa, mãe, namorada, amante
inimiga, vítima, rival ou lhe é desconhecida
Ah, mas ainda assim, a conheces!
É aquela garota perfeita com que você sonha
Querendo ser ou possuir e amar.
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O que dizer? A Fer é o motivo do meu romantismo…
Minha melhor amiga!
Né, Fer?


