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	<description>"Blog no qual despejo o que sangra da minha artéria artística cultural..."</description>
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		<title>Ah, o amor&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Saudades]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontro ao fim de Semana
Rafael Rabelo
Já vai fazer semanas que não te vejo
E meu corpo, assim como a alma e a mente
as dores da longa falta sua sentem
Já não quero comer, pois me falta você
Já não bebo a água pois a sede não morre
Quero teus lábios que me faltam,
Olhos que não comtemplo a um eterno [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=602&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#ff6600;"><strong>Encontro ao fim de Semana</strong></span></p>
<p>Rafael Rabelo</p>
<p>Já vai fazer semanas que não te vejo<br />
E meu corpo, assim como a alma e a mente<br />
as dores da longa falta sua sentem<br />
Já não quero comer, pois me falta você<br />
Já não bebo a água pois a sede não morre</p>
<p>Quero teus lábios que me faltam,<br />
Olhos que não comtemplo a um eterno tempo<br />
Sentir o suave cheiro teu como o perfume da noite<br />
Me falta a carícia das suas mãos,<br />
O tom leve da sua voz ao meu ouvido</p>
<p>Só preciso de um momento seu pra continuar a viver<br />
E depois? Bem, depois vou precisar de outro<br />
E outro e outro e outro e outro e outro<br />
Momento seguido de momento até que forme o eterno<br />
E juntos vamos caminhar a vida um do outro</p>
<p>Somente um sábado e um domingo, mas uma vida<br />
Uma poucas horas infinitas de felicidade incontida<br />
Ao teu lado, nada temo, nada anseio<br />
Até que você se despeça de mim de novo<br />
E passe semanas que eu não te veja<br />
E eu não coma, bem beba, coisa alguma de novo</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong>Sinceramente, não conheço nada melhor que o amor.<br />
E não, não sou suspeito pra falar isso. Eu nunca fui feliz com o amor. Nunca nem sequer passei perto disso. Bom talvez tenha passado perto uma vez&#8230;<br />
Enfim.<br />
Mas eu sei que o amor é uma coisa maravilhosa e sei o que a falta dele faz aos homens.<br />
E fico extramamente triste quando um amor termina, por qlqr motivo que seja. Quando duas pessoas que se gostaram desistem de continuar se gostando&#8230;</strong></span></p>
<p><strong>Sei que uma coisa pode ser tirada disso: Falhei miseravelmente em deixar de ser romantico.</strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/602/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/602/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/602/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/602/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/602/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/602/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/602/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/602/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/602/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/602/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=602&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Esqueceram do sapo</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/11/01/esqueceram-do-sapo/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/11/01/esqueceram-do-sapo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 17:55:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dark's]]></category>
		<category><![CDATA[Modernista]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
Esqueceram o sapo.
Nenhuma princesa foi beija-lo
Princesas nem existem mais.
Mas os sapos ainda estão por aí.
Quem sabe se virarão príncipes?
Quem sabe se terão riqueza e fortuna?
Mas não importa, esqueceram-se deles.
Esqueceram do sapo.
E com ele, esqueceram do amor.
Princesas não há mais
Talvez nunca tivessem existido.
Enganaram a todos os sapos?
Fizeram deles, além de sapos, palhaços?
Ah, nem importa mais, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=600&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;">Rafael Rabelo</p>
<p>Esqueceram o sapo.<br />
Nenhuma princesa foi beija-lo<br />
Princesas nem existem mais.<br />
Mas os sapos ainda estão por aí.<br />
Quem sabe se virarão príncipes?<br />
Quem sabe se terão riqueza e fortuna?<br />
Mas não importa, esqueceram-se deles.</p>
<p>Esqueceram do sapo.<br />
E com ele, esqueceram do amor.<br />
Princesas não há mais<br />
Talvez nunca tivessem existido.<br />
Enganaram a todos os sapos?<br />
Fizeram deles, além de sapos, palhaços?<br />
Ah, nem importa mais, esqueceram, mesmo.</p>
<p>O sapo esquecido<br />
Fica coaxando na lagoa<br />
Que coisa engraçada de se dizer!<br />
Coaxar.<br />
Acho que não existem princesas<br />
Que nunca existiram<br />
Afinal, o que sapos e princesas teriam em comum?<br />
Afinal, por que os sapos?<br />
Que importancia tem os sapos e as princesas&#8230;</p>
<p>O sapo se esqueceu<br />
E quem sou eu?<br />
E por que a idéia fixa em princesas inexistentes?<br />
Bom, até os sapos se esqueceram de si mesmos<br />
Isso por que princesas não existem.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong>Já sentiram desespero? Desespero real e puro?<br />
É a simples e total morte de tudo.<br />
Mas não a sua.<br />
É como se só existisse você imortal num mundo vazio.<br />
Nada vai mudar, não há nada que você possa fazer.<br />
Nada.</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/600/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/600/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/600/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=600&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Canto</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/10/26/o-canto/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/10/26/o-canto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 01:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexivas]]></category>

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		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
O Canto das Pessoas,
estava no Canto d&#8217;Alma.
E sua forma, de alguma forma
Lembrava o Canto das Coisas,
O Canto da parede
Acolhe, nos faz compania.
E o mundo mudo,
insulta, torna a vida sombria.
O Canto de louvor ao Canto,
e seu acolher que encanta.
Engole a Terra em um abraço
E eu o engulo na garganta
O Canto é sempre um amigo
e Haviam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=596&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Rafael Rabelo</p>
<p>O Canto das Pessoas,<br />
estava no Canto d&#8217;Alma.<br />
E sua forma, de alguma forma<br />
Lembrava o Canto das Coisas,</p>
<p>O Canto da parede<br />
Acolhe, nos faz compania.<br />
E o mundo mudo,<br />
insulta, torna a vida sombria.</p>
<p>O Canto de louvor ao Canto,<br />
e seu acolher que encanta.<br />
Engole a Terra em um abraço<br />
E eu o engulo na garganta</p>
<p>O Canto é sempre um amigo<br />
e Haviam outros Cantos<br />
Uns anjos que nos recolhem,<br />
E enchem os ouvidos.</p>
<p>Dentro de nós há um Canto<br />
Que grita, n&#8217;alma.<br />
Nele nos ouvimos e sentimos<br />
Vemos nossas sombras projetadas.</p>
<p>O Canto enche os corações<br />
preenche a alma e acompanha<br />
Torna uma dor menos Solitária<br />
enquanto eu, sozinho, a Canto</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-597" title=";) (65)" src="http://trovador.files.wordpress.com/2009/10/65.jpg?w=342&#038;h=455" alt=";) (65)" width="342" height="455" /></strong></span></p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong>As vezes, quando eu acho que esgot</strong></span><span style="color:#ff6600;"><strong>ei os poemas que eu tinha, me surpreendo. Sempre encontro um poema perdido nas minhas coisas. E o pior, fico surpreso com quão bons eles são!<br />
Acho que escrevi melhor antes, do que agora.<br />
Era mais inspirado, eu acho.</strong></span><br />
<span style="color:#ff6600;"><strong>Eu lembrei desse poema, foi baseado no primeiro livro que eu li a sério.<br />
As Batalhas do Castelo.<br />
Mto bom o livro, me surpreendi MESMO com o final.<br />
Quem quiser, que leia o livro, talvez entenda melhor a poesia&#8230;</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/596/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/596/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/596/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/596/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/596/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/596/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/596/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/596/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/596/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/596/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=596&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">;) (65)</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pressa pra quê</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/10/18/pressa-pra-que/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/10/18/pressa-pra-que/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 15:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carpe Diem]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexivas]]></category>

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		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
Pressa pra que te quero.
Pressa pra quê?
A pressa acaba com o prazer
A pressa faz você bater
Pressa inimiga da perfeição
Pressa causa pressão
Pressa causa depressão
A pressa mais rapida que você.
A pressa pressiona o botão
A pressa aperta o gatilho
A pressa faz você ficar
no meio dos trilhos
A pressa leva as pessoas embora
E nunca trás ninguém de volta
A pressa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=591&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Rafael Rabelo</p>
<p>Pressa pra que te quero.<br />
Pressa pra quê?<img class="size-full wp-image-593 alignright" title="pressa" src="http://trovador.files.wordpress.com/2009/10/copia_de_seguranca_de_graphic_2.jpg?w=167&#038;h=214" alt="pressa" width="167" height="214" /><br />
A pressa acaba com o prazer<br />
A pressa faz você bater</p>
<p>Pressa inimiga da perfeição<br />
Pressa causa pressão<br />
Pressa causa depressão<br />
A pressa mais rapida que você.</p>
<p>A pressa pressiona o botão<br />
A pressa aperta o gatilho<br />
A pressa faz você ficar<br />
no meio dos trilhos</p>
<p>A pressa leva as pessoas embora<br />
E nunca trás ninguém de volta<br />
A pressa, apressa</p>
<p>Pressa de carro, de moto<br />
De nove meses em sete<br />
De oito horas em quatro<br />
De atravessar a rua<br />
De chegar na Lua<br />
De descobrir a origem de tudo<br />
Acabou o mundo.</p>
<p>Pressa pra produzir<br />
Pressa pra exportar<br />
Pressa pra consumir<br />
Pressa pra trabalhar</p>
<p>Pressa, pressa, pressa.</p>
<p>Mas e a verde praça?<br />
E o moço e a moça?<br />
Cadê a pressa deles?<br />
Tem, não.</p>
<p>Pressa, pra quê?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-594" title="sem-pressa" src="http://trovador.files.wordpress.com/2009/10/sem-pressa.jpg?w=387&#038;h=290" alt="sem-pressa" width="387" height="290" />.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Fazia tempo que eu não colocava post com imagem. E eu gosto tanto ^^<br />
Há quem diga que (Fernando Pessoa, acho) uma imagem estragaria uma poesia. Deixaria ela muito objetiva, sendo que a escrita, quando mais subjetiva, melhor.<br />
Até entendo e até concordo.<br />
Certas poesias devem permitir que quem as leu forme na mente a imagem que quiser, mas se uma imagem ilustrativa já acompanhar o poema, então a imagem mental vai ser mto influenciada e direcionada na mesma direção da imagem ilustrativa&#8230; Tirando um gosto adicional que a poesia teria, se a imagem ilustrativa não estivesse lá.<br />
Ah, mas nem todos os poemas são assim. Alguns ficam muito mais belos com uma imagem para chocar/surpreender/fascinar/admirar.</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/591/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=591&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://trovador.files.wordpress.com/2009/10/copia_de_seguranca_de_graphic_2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">pressa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://trovador.files.wordpress.com/2009/10/sem-pressa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sem-pressa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Abismo Infinito</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/10/13/abismo-infinito/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/10/13/abismo-infinito/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 21:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inclassificaveis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://trovador.wordpress.com/?p=588</guid>
		<description><![CDATA[Meu coração bateu rápido demais, depois parou.
É dificil explicar o sentimento.
Ele é, de certo modo, bem familiar&#8230;
Acho que um desespero pleno.
Uma morte da alma.
Perdi a vontade de tudo. Até de viver.
Mas não planejo morrer. Até de morrer perdi a vontade.
Se eu pudesse simplesmente parar de respirar&#8230;
Talvez, daqui alguns dias, eu morra de fome.
Talvez eu morra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=588&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Meu coração bateu rápido demais, depois parou.<br />
É dificil explicar o sentimento.<br />
Ele é, de certo modo, bem familiar&#8230;<br />
Acho que um desespero pleno.<br />
Uma morte da alma.<br />
Perdi a vontade de tudo. Até de viver.<br />
Mas não planejo morrer. Até de morrer perdi a vontade.<br />
Se eu pudesse simplesmente parar de respirar&#8230;<br />
Talvez, daqui alguns dias, eu morra de fome.<br />
Talvez eu morra atropelado por não me importar.</p>
<p>Nunca vi tão claramente o fim da vida.<br />
É realmente como olhar um abismo infinito.<br />
Nem os Porquês importam mais.</p>
<p>Eu vou deitar e dormir.</p>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Cavaleiro e Princesa</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/10/10/cavaleiro-e-princesa/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 23:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cavalaria]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Trovadorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://trovador.wordpress.com/?p=586</guid>
		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
&#8220;Levanta-te&#8221;, disse a princesa
E eu, seu cavaleiro, ergui-me
&#8220;Caminha até ele e derrota-o&#8221;
ordenou-me minha senhora
&#8220;Avança, luta e vence&#8221;
Antes tinha eu morrido
dum golpe de espada terrivel
daquele que era meu inimigo
mas minha senhora ordenara e
Avancei, lutei e venci
&#8220;Não morra nunca mais&#8230;&#8221;
Como desobedecer tais palavras?
minha espada não mata, fulmina
meu escudo não protege, domina
Avanço, luto e venço
Não ignoro aqueles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=586&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Rafael Rabelo</p>
<p>&#8220;Levanta-te&#8221;, disse a princesa<br />
E eu, seu cavaleiro, ergui-me<br />
&#8220;Caminha até ele e derrota-o&#8221;<br />
ordenou-me minha senhora<br />
&#8220;Avança, luta e vence&#8221;</p>
<p>Antes tinha eu morrido<br />
dum golpe de espada terrivel<br />
daquele que era meu inimigo<br />
mas minha senhora ordenara e<br />
Avancei, lutei e venci</p>
<p>&#8220;Não morra nunca mais&#8230;&#8221;<br />
Como desobedecer tais palavras?<br />
minha espada não mata, fulmina<br />
meu escudo não protege, domina<br />
Avanço, luto e venço</p>
<p>Não ignoro aqueles olhos<br />
Tenho-os em mente quando luto<br />
Não vejo armadura, ferro, aço<br />
Vejo olhos azuis perolados<br />
Avancemos, lutemos, vencemos</p>
<p>Tenho no corpo um demônio-fúria<br />
Na alma tenho um deus da luta<br />
mas bate no peito um amor servil<br />
minha senhora, a chamo, assim<br />
Avançamos, lutamos, vencemos</p>
<p>Mesmo que doa, mesmo que morra<br />
Dói o corpo? Dói. Sangra a alma?<br />
Sangra. Há lágrimas nos olhos<br />
Naqueles olhos! lágrimas!<br />
Avançais! Lutais! Venceis!</p>
<p>E da sombra do teu estardarte<br />
Luto. Enfrento Deus e o mundo.<br />
Não temo a morte, que não ouso<br />
Morrer sem proteger-te, por isso<br />
Avançarei, lutarei e vencerei&#8230;</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Caramba&#8230; Procurei uma imagem pra postar junto, mas não achei.<br />
Enfim, é um poema meio antigo, mas faz tempo que quero postar e faz tempo que ando postando só Prosa.<br />
Preciso de um pouco de poesia.<br />
Não tenho muito o que falar. Hoje o dia foi uma droga e eu quero ir deitar :/</strong></span></p>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Festa da Vida</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/10/05/festa-da-vida/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/10/05/festa-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 01:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dark's]]></category>
		<category><![CDATA[De Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://trovador.wordpress.com/?p=582</guid>
		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
Vestida de seu vestido de noite
Negro, com estrelas cintilantes.
O rosto sem máscara é o único.
Todos os outros não têm rosto.
Todos valsam e comemoram, riem
Todos se divertem e se enaltecem
Ela está perdida e todos ignoram
E não ajudam, nem perguntam
Teus cabelos não tem cor, nem teus olhos
Teu corpo não tem formato, mas está lá
Tuas pernas não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=582&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Rafael Rabelo</p>
<p>Vestida de seu vestido de noite<br />
Negro, com estrelas cintilantes.<br />
O rosto sem máscara é o único.<br />
Todos os outros não têm rosto.</p>
<p>Todos valsam e comemoram, riem<br />
Todos se divertem e se enaltecem<br />
Ela está perdida e todos ignoram<br />
E não ajudam, nem perguntam</p>
<p>Teus cabelos não tem cor, nem teus olhos<br />
Teu corpo não tem formato, mas está lá<br />
Tuas pernas não caminham, flutuam<br />
E não há respiração, só a brisa</p>
<p>É uma grande festa e todos dançam<br />
Caminham, desligados e felizes<br />
Todos usam máscaras, todos maquiados<br />
Bem vestidos e alegantados</p>
<p>E você procura e procura, e não há<br />
Olhares! São todos vazios, distantes<br />
Se te olham, te olham de longe<br />
Se te aproxima, não te vêem mais</p>
<p>A música aumenta, todos se sacodem<br />
As mulheres gritam e os homens rugem<br />
Os homens brincam e as mulheres fisgam<br />
Mas a música continua<br />
Ela sempre continua</p>
<p>. . .</p>
<p>Encostado na mesa distante<br />
Há um garoto.<br />
De barba e óculos no rosto<br />
Está bem seguro, é forte.</p>
<p>Está alheio à festa e as pessoas<br />
Espera alguém, paciente<br />
Conversam com ele, e ele ignora<br />
Ele pensa demais e não as vê</p>
<p>Não há feições em sua face<br />
Não há vida em sua vida<br />
Não há sentido em sua direção<br />
Só um certo vazio&#8230;</p>
<p>Por vezes, ele caminha sozinho<br />
Com uma rosa na mão e um livro<br />
Na outra<br />
Metade sim, metade não. Em vão.</p>
<p>A noite não tem Lua. O céu não tem anjo<br />
Não há rosas, não mais.<br />
Tudo está seco por que ele secou.<br />
Ele sabe que caminho irá fazer.</p>
<p>Comeu algo, bebeu algo<br />
Visitou os quartos pela nona vez<br />
E com passos lentos, descia a escada<br />
Quando encontrou um olhar</p>
<p>. . .</p>
<p>A moça, já desesperada e sozinha<br />
Viu-se aos prantos e desolada<br />
Essas pessoas que não conhecia!<br />
Essas pessoas que não a conheciam!</p>
<p>O garoto sorriu. Não tinha isso em mente.<br />
Não tinha nada em mente, só cores.<br />
Branco. Negro. Vermelho. Azul. Prata.<br />
Dourado. Ele correu como nunca tinha corrido antes.</p>
<p>A moça olhava pros lados, pra baixo<br />
Girava em meio às pessoas que dançavam<br />
Gritava em meio às pessoas que cantavam<br />
Sua dor era melodia e rimava.</p>
<p>Abriu caminho entre desconhecidos<br />
Tinha um sorriso no rosto, que ardia<br />
O coração pulava e saltava, cambalhotas<br />
Via uma direção, uma vida, uma face</p>
<p>Meio zonza, caiu e não conseguia respirar<br />
Todos ainda dançavam e valsavam<br />
Como se ela simplesmente não tivesse caido!<br />
E seu vestido de noite rasgado&#8230;</p>
<p>Parou, ofegante, em meio à dança<br />
E a viu, caida, vestida de negro com a noite.<br />
Hesitou. Teve medo? Ele? Sim.<br />
Ficou feliz por que teve medo.</p>
<p>Ele segurou a mão dela, que com espanto<br />
Olhou em seu rosto e não viu máscara<br />
Só olhos, sorriso e barba<br />
E óculos, talvez os óculos&#8230;</p>
<p>E não dançaram. Caminharam pelos salões<br />
Enquanto a festa prosseguia,<br />
eles viam o céu, de noite e de dia.<br />
Conversavam e liam, choravam e riam</p>
<p>Não dançavam, nem cantavam<br />
Não eram como os outros<br />
Que nem sequer tinham rostos<br />
Não faziam parte da ignorancia</p>
<p>Como não eram vistos, fizeram amor aqui e ali<br />
Recitaram poemas à todo pulmão<br />
Brigaram e reataram em meio ao público<br />
Que nem sequer parou a comemoração</p>
<p>E quando a festa acabou e todos foram embora<br />
Deixando pra trás somente a ruína de um mundo<br />
Eles ficaram ali, conversando ainda, deitados na grama<br />
Esperando ficarem sozinhos juntos pela primeira vez.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong>Bom, pra quem não reparou, o poema varia da visão de uma garota e um garoto. Então, se leu e não entendeu, leia de novo <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Esse poema escrevi agora. E bem, creio que vão entender o que ele significa.<br />
Afinal, a vida é uma grande festa.</p>
<p>Alguns fazem parte dela, outros não.</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/582/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=582&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O Trovador</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O que te pertence&#8230;</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/09/26/o-que-te-pertence/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/09/26/o-que-te-pertence/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 15:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prosa]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexivas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://trovador.wordpress.com/?p=580</guid>
		<description><![CDATA[Se você vê, você tem.
Pra que a necessidade das mãos? Pra que a necessidade de ninguém além de você poder possuir o que você vê e quer e deseja?
Ninguém vai possuir algo que você vê.
Está na sua mente, está em você.
Você vê, é seu.
Você pensou, então lhe pertence e a mais ninguém.
E nenhuma outra pessoa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=580&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Se você vê, você tem.</p>
<p>Pra que a necessidade das mãos? Pra que a necessidade de ninguém além de você poder possuir o que você vê e quer e deseja?</p>
<p>Ninguém vai possuir algo que você vê.</p>
<p>Está na sua mente, está em você.<br />
Você vê, é seu.<br />
Você pensou, então lhe pertence e a mais ninguém.</p>
<p>E nenhuma outra pessoa irá pensar como você pensou aquilo que quer possuir.</p>
<p>Se você percebe isso, então você percebe o quão solitária é a vida.</p>
<p>E tudo o que você viu, ouviu, pensou, aprendeu, pertence a você e a mais ninguém e isso dói, pois ninguém saberá os sabores que você provou, ou verá as cores que você viu.<br />
Tudo que viu e sentiu é seu e somente seu.</p>
<p>E ai, então, você quer compartilhar pra ser compreendido.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Esses dias eu estava pensando de novo na ilusão do homem de que possui as coisas. O homem não possui coisa alguma. Possui a idéia da coisa.<br />
Primeiro que o que ele vê, na verdade, é uma imagem. É luz. É alguma coisa como uma pintura bem feita pela organização da matéria da coisa. E além de tudo essa imagem é revestida por uma cama a mais de simbolismo inconsciente, pois o ser humano tende a se questionar sobre origens, sobre mistério, sobre coisas que ele não compreende e que nunca vai compreender.<br />
Então ele deseja aquela coisa estranha. Deseja por N motivos, mas deseja.<br />
Precisa sentir aquilo entre as suas mãos, sentir seu cheiro, conhecer cada detalhe da textura, cada pedacinho de cor&#8230;<br />
Então ele pega aquilo pra si e diz: É meu!<br />
Como se aquilo não estivesse ali antes dele sequer pensar em existir.<br />
Como se aquilo não fosse estar lá depois dele deixar de existir.<br />
Aquilo que ele acha que possui está apenas em sua mente. É apenas uma ilusão de uma coisa que ele acha que compreende&#8230;<br />
Quando se percebe isso, percebe que você não é dono. Não é senhor.<br />
Não é senhor de coisa alguma.</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trovador.wordpress.com/580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trovador.wordpress.com/580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trovador.wordpress.com/580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trovador.wordpress.com/580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trovador.wordpress.com/580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trovador.wordpress.com/580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trovador.wordpress.com/580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trovador.wordpress.com/580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trovador.wordpress.com/580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trovador.wordpress.com/580/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=580&subd=trovador&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Como eu me vejo</title>
		<link>http://trovador.wordpress.com/2009/09/19/como-eu-me-vejo/</link>
		<comments>http://trovador.wordpress.com/2009/09/19/como-eu-me-vejo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 04:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atos]]></category>
		<category><![CDATA[De Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://trovador.wordpress.com/?p=577</guid>
		<description><![CDATA[A Grande Reunião
 
Rafael Rabelo



Reuniu-se então todo o mundo-eu. Todas as coisas que me formavam dirigiram-se ao Castelo Coração para tomarmos uma posição sobre um certo assunto, sobre uma certa mulher e o retorno dela &#8211; ou do sentimento dela. Reunimo-nos todos, pernas, mãos, braços, pêlos, barbas e até as casas foram, o próprio castelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=577&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ff6600;"><strong>A Grande Reunião</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Rafael Rabelo<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Reuniu-se então todo o mundo-eu. Todas as coisas que me formavam dirigiram-se ao Castelo Coração para tomarmos uma posição sobre um certo assunto, sobre uma certa mulher e o retorno dela &#8211; ou do sentimento dela. Reunimo-nos todos, pernas, mãos, braços, pêlos, barbas e até as casas foram, o próprio castelo daria a opinião dele, que seria o consenso da opinião dos seus tijolos e das suas vigas. Os cabelos quiseram opinar, também, olhos queriam se fazer ouvir ao passo que os ouvidos queriam mesmo é fazer fofoca com as bocas que, sozinhas, não sabiam o que estava acontecendo. Iam também as pessoas ilustres que tenho em mim, que eram o Rei, a Princesa, O Trovador, a Mente (que nada mais era do que um grande computador) e todo um séqüito de personalidades famosas, como O Sade (Que era sádico, obviamente), tinha um gay, uma lésbica, que não eram assim tão ilustres mas chamavam a atenção, haviam os filhos que nunca tive e que sonhava ter.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Reuniu-se a matéria toda. O meu mundo de sonho parou de girar e de repente era só o castelo, já que alguma coisa deveria existir para que se houvesse um lugar onde se fazer tal reunião. Veio até o Sol e fez questão de sentar-se na mesa principal, motivo: Não era do reino, foi convidado. No Reino não há sol. O Rei não gostava dele. Vieram astros intergalácticos também, a Lua, e a grande maioria das estrelas, outras ficaram no céu de preguiçosas, as nuvens quiseram vir todas, pois o vento viria, e é de conhecimento público que são inseparáveis. Os átomos estavam agitados e vibravam de emoção. Só havia tido outro grande conselho destes e já se faziam uns bons dois anos, que se sabe, quando é no mundo de sonho, viram milênios.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Enfim, haviam chegado todos. O Trovador cumprimentou cada um que veio e levou-se aí alguns anos. Houve um burburinho que logo foi calado pelo Rei. Mas não tardou (tanto) e teve inicio o debate. Quem abriu-o foi o Trovador, dizendo que era de suma importância a decisão de mais aquele conselho e que não era somente uma opinião, era tomar uma frente, uma posição, então o assunto deveria ser levado com seriedade, e por um instante olhou para os palhaços, que fizeram não ver a encarada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Então começaram as bocas, disseram que os dentes estavam pouco se importando e que os lábios gostavam dos beijos dela, a moça em questão, e a língua também, e era então a favor da volta dela, os cabelos até se arrepiaram quando lhes contaram os ouvidos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Os pêlos pouco se importavam, uma vez que ela não os arrancava, mas votaram não, pois sabiam que isso, com efeito, os fariam arrepiar-se. As unhas não chegaram a conhecê-la bem, mas agora estavam compridas e curiosas, votaram sim. Disseram as bocas que os ouvidos haviam sido menosprezados por ela antes e por isso votaram não. As mãos e os pés não a queriam, necessariamente, queriam qualquer uma, então votaram sim e os braços os acompanharam, as pernas estavam cansadas e cochilaram. O Rei ordenou que as deixassem dormir. Os olhos disseram que iam votar depois. Começaram as idéias a votar. As palavras votaram sim, adoravam ler-se nos textos daquela menina. A Mente era ferrenhamente contra. Apesar de não ser contra a maioria, era extremamente nociva a presença daquela menina, escutou-se nessa hora um suspiro do Masoquista que havia acabado de chegar. Tinha se matado e tinha ainda a faca ao peito. Uma risada percorreu o grande salão, e logo ela foi mandada presa e é uma pena, não ia poder votar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Enfim, todo o julgo intelecto de escritores famosos e intelectuais votaram não, eram do partido da Mente, e sabiam do mal que a menina causaria. O Rei falou que ia abster-se do voto por enquanto, queria saber a opinião do povo. Disse que as personas de mim votariam depois e o Trovador quase gemeu alto demais, pois era tudo um grande drama e ele adorava.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A camisa era contra, porque era branca e, portanto, pura, não queria sujar-se e todas as camisas eram brancas, só haviam algumas pretas que estavam ausentes, a Rede de balançar-se não podia falar nada, era branca também mas estava suja, absteu-se de votar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">As calças cruzaram as pernas, porque não tinham braços, sabiam que seriam tiradas antes do sexo, mesmo, mas seriam tiradas também antes do banho, e as vezes antes de dormir, quando me dava de dormir pelado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">As casas fizeram um grande discurso e acompanhou-as um ilustre, que era o próprio Castelo, defendiam que se resistir a vinda daquela garota, haveria guerra e, como de praxe, as casas seriam as mais destruídas, logo, eram a favor da vinda pacifica da garota.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O Exercito se dividiu, eram aqueles mesmo que morreriam por nós e aqueles que tinham medo. As armas tinham sede e votaram não.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Queriam sangue. Já os escudos e armaduras disseram sim, pois estavam cansados e desgastados, mesmos os mais novos. Fora difícil expulsá-la, seria mais difícil ainda mantê-la longe. O Povo todo votou não. Não gostavam de ver o Rei sofrer. Era um bom povo, esse.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">E também só chovia e tudo se destruía quando o Rei estava triste. Já os ministros! Esses votaram sim, queriam mudanças, a grande maioria, queriam reformas, republicas e dividir o Reino e o Rei só os atrapalhava, que saísse de seus caminhos tortos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O chão em si votou não. Gostava de ser campo de batalha, as nuvens e a maioria dos astros e coisas naturais votaram que sim pois achavam belo ver o drama se desenrolando. As lágrimas disseram que não queriam mais rolar e descer pelo rosto e todos se comoveram, alguns até mudaram seus votos para não. Os olhos apoiaram-se nas lágrimas e nem necessitou de justificativa. Só um olhar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Sade disse que estava mais para a volta dela, e os filhos sonhados disseram que não queriam ver nela, uma mãe. Os palhaços que estavam fazendo rir as crianças do povoado disseram que eram contra a tristeza e votaram não e quando o Masoquista exclamou um sim tão sofrido e tão exultante seguido de um breve e chatíssimo discurso sobre sofrer, sofrer e sofrer começou um caos e muita gente quis bater nele e socá-lo, pela sacanagem de querer fazer todos sofrerem. Alguns quiseram mudar os votos, principalmente os astros que estavam começando a se cansarem, tanto que uns, depois dos votos, foram embora. Os lápis, borrachas e livros e os materiais desse tipo votaram que sim, pois isto resultaria em mais escrita. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Votou a Princesa e votou pelo não, implicava em guerra mas em menos sofrimento para o Rei, mesmo ele não tendo certeza de que iria sofrer com o caso. Mas era simples, havia sofrido antes, por ela, sofreria de novo. A Mulher que estava calada votou não, também. Chegou a tão esperada vez do Trovador, que votou Não. O que era raro, pois sempre adorava drama e desprezava a guerra. Fora um não tão simplista que formou-se um burburinho que nem a guarda real conseguiu impedir e calar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Todos estavam ansiosos e agitados pelo voto do Rei que era agora o último, mas estava calado. O Trovador anunciou que ele esperava alguém especial e veio logo assim, depois do anuncio uma bela mulher ruiva, baixa e infernocelestial, a Anjo, uma doce mulher alta de cabelos lisos dourados, conhecida como Deusa e outra ainda, de cabelos castanhos encaracolados, de um olhar muito confuso e amante, A Rosa. Eram os Amores. Inimigos do Reino. As Amazonas. Houve mais caos e dessa vez a própria guarda real estava entre os indignados e escandalizados. As armas se sacaram, prontas. Mas o Rei mandou-as de volta às suas bainhas. Chegaram as três bem próximas do trono do Rei e mesmo elas não tinham coragem de se aproximar mais. Sussurraram algo que nem mesmo os ouvidos mais atentos ouviram. Nem mesmo as palavras souberam dizer o que elas diziam. O Trovador abriu um sorriso que saiu correndo pelo saguão e o Rei fez abaixar a cabeça, em aprovação. Elas viraram e saíram e fecharam-se as portas que estavam curiosas e incrédulas. O Rei sorriu triste para a Lua, que estava calada, com seus cabelos negros encaracolados, ela não havia votado, mas sabia-se seu voto, justo ela que tinha sido uma das Amazonas agora era amiga do Rei.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O Rei levantou-se e fez seu pronunciamento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Passou-se mais de uma década até que ele terminasse de falar e explicar porque havia chegado àquela conclusão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Havia optado por uma decisão até então inédita: A simples omissão daquilo tudo. Era o esquecer dela, ou o sentimento dela, um mandar enforcá-la&#8230; Ou antes, nem lembrar-se de enforcá-la. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Ela viria e ele a olharia nos olhos e a cumprimentaria, mas não a amaria. Não iria amá-la nunca mais. Pois a amava ainda.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Não haveria guerra, nem drama. Nada de esganar-se ou engasgar-se com nada. Não era um fim, e sim um esquecer-se do começo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Esquecê-lo justamente por lembrá-lo demais. Era um perdão, ou antes, um esquecer-se do crime e da criminosa.</span></p>
<p class="MsoNormal">.</p>
<p class="MsoNormal">.</p>
<p class="MsoNormal">.</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#ff6600;">Juro, do fundo do meu coração, que quando escrevi esse texto nem sabia da existencia de Sandman ou de Neil Gaiman. Acreditem se quiserem.<br />
Esse é um dos meus textos antigos.<br />
Da época da <span style="text-decoration:line-through;">minha</span> garotinha ruiva.<br />
Resolvi publicar pq ela voltou de novo, então achei bem contextual. Eu poderia dizer que houve outra Grande Reunião como essa quando ela re-re-re-reapeceu, mas tudo hoje em dia é bem mais inconsciente.<br />
É um texto bom, e poucas pessoas já leram ele.<br />
Algumas pessoas vão se reconhecer em alguns personagens. Essa é a graça de ser meu amigo, huh? Você ganha um lugar em alguma história que eu invento por ai e um nome legal, tipo Lua, Anjo ou coisas do tipo.</span></strong></p>
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<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">9.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Sou tudo o que poderia ser, ou sou então o reflexo da minha história. Se não gosto de ervilhas é pelo seu gosto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Mas é-o também por não ter história em meu passado que me fizesse gostar. Nenhuma historinha ou conto pra que eu</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">gostasse de ervilhas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">No final, sou o que me fizeram de mim. Se sou rebelde é por que me forçaram a sê-lo, se sou casto, sou por que assim</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">me ensinaram, ou assim vi. Tudo tem um certo fundo antigo, tudo tem um aspecto que não foi decidido por nós.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Um filme que vimos, um livro que lemos, uma frase que nos dizem e nos comove, sou algo entre o que me ensinaram e o</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">o que o mundo me mostrou. Se tomo certas decisões é por que assim me cabe a lembrança de que aquilo é o certo, ou</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">o melhor a ser feito, pois assim me mostraram os meus parentes, a vida, o Destino, ou seja lá quem.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Mas não me caiu do céu a idéia. Não concebemos formas que não vimos, nem inventamos algo de verdade. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Somos frutos do mundo&#8230;</span></p>
</div>
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		<title>Se amavam demais</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 04:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Trovador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Rafael Rabelo
Não ficaram juntos porque se amavam. Amavam demais um ao outro. Duvido que outras pessoas tenham se amado tanto. Mas jamais ficariam juntos, não aquele casal, não naquela vida.
Era simples, se você prestar bastante atenção, vai entender como era simples. Não foram feitos um para o outro. Ambos tinham defeitos insuportáveis.
Ele era um garoto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trovador.wordpress.com&blog=2220083&post=573&subd=trovador&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Rafael Rabelo</p>
<p>Não ficaram juntos porque se amavam. Amavam demais um ao outro. Duvido que outras pessoas tenham se amado tanto. Mas jamais ficariam juntos, não aquele casal, não naquela vida.<br />
Era simples, se você prestar bastante atenção, vai entender como era simples. Não foram feitos um para o outro. Ambos tinham defeitos insuportáveis.<br />
Ele era um garoto frio que sumia as vezes. Acostumado a ser abandonado e a viver sozinho, teve um pai que fora iludido muitas vezes por muitas mulheres, então ele se comprometeu a não seguir o mesmo rumo, tornando-se ele mesmo o fim de todos os namoros que tivera.<br />
Amava aquela menina. Não entendia como, nem porque, mas a amava. A amava demais. Mas não ficaria com ela, sabia que iria feri-la. Era só isso que ele sabia fazer: feri-las. Mesmo que no fundo, não admitisse isso.<br />
Ela, por sua vez, não sabia fazer outra coisa se não amar&#8230; Amava sempre. Claro que, quase sempre, sufocava quem amava. Sentia-se insegura e frágil. Precisava saber onde ele estava. Precisava saber com quem estava. Precisava conhecer todas as amigas e chingar as que ela via que davam em cima dele.<br />
Era isso o que fazia com todos os namorados. Amava-os tanto que queria absorver cada parte deles, estar com eles a cada instante.<br />
E amava aquele rapaz. Amava como jamais amara na vida qualquer outro garoto. E não ficaria com ele, porque o amava. Sabia que seu amor, sendo imenso, o sufocaria até a morte, ela não era tola.<br />
E se conhecendo bem, não ousavam ficar juntos. Mantinham uma certa amizade cheia de respeito. Tomavam cuidado para não ferir o outro.<br />
E sabiam que não iam mudar.<br />
Ele jamais deixaria de ser frio, por medo, talvez, de que ela o ferisse.<br />
Ela era insegura demais pra acreditar que ele não trairia se ficasse um dia sem se falar por pelo menos uma hora.<br />
Uma situação inevitável.<br />
Talvez, se não se amassem, pudessem ficar juntos. Se não se importassem tanto um com o outro, poderiam até ser felizes. Talvez os defeitos que viam um no outro não os machucassem tanto.<br />
Talvez não doesse tanto e fosse suportável, simplesmente se não amassem demais.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-574" title="separados" src="http://trovador.files.wordpress.com/2009/09/separados.jpg?w=428&#038;h=392" alt="separados" width="428" height="392" />.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><span style="color:#ff6600;"><strong>Quanto tempo não faço um post com imagem o.o<br />
Enfim, mais um texto em prosa. Crônica? Não&#8230; Só texto em prosa. Talvez uma idéia ou filosofia.</strong></span></p>
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