Filósofo

“Áspero e suave, grosseiro e fino, Familiar e estranho, impuro e puro, Lugar de encontro dos loucos e dos sábios. Tudo isso sou, tudo isso quero ser, Ao mesmo tempo pomba, serpente e porco”.
Friedrich Nietzsche

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Aqui vou falar das minhas ideologias. São os fudamentos “básicos” dos meus pensamentos, não que eu seja muito fiel a eles, principalmente quando escrevo… Mas já explico por quê.

Equilíbrio é a minha palavra-chave. É o que eu busco, é o que eu procuro. Sabe, eu penso que todo mundo deve buscar algo, dedicar sua vida à algo. Eu busco equilíbrio nas coisas na minha vida. Nem sempre sentimental, nem sempre racional. Nada em excesso é bom, faz a gente ver o mundo de uma única maneira e não aproveitar ele de todo. Nem sempre leal à tudo. O legal do equilíbrio é que ele permite ou exige que algo, uma coisa em nós pelo menos, seja desequilíbrada. Ele se retém e se controla exigindo um vício para que o equilibrio não seja absoluto e não seja desiquilibrado em sí mesmo. Estranho, né? Mas faz sentido… Ou não.

Múltiplas personalidades eu tenho quando escrevo. Eu consigo escrever uma poesia de amor quando não quero amar nem acredito no amor. Escrever necessáriamente não tem a ver comigo. Digamos que eu sou um discípulo de Fernando Pessoa como escritor. Me dividi em personalidades literárias, às quais infelizmente não atribui nome nem história. Não ainda. Acontece que se eu quiser escrever sobre algo, eu vou escrever, mesmo que isso contrarie toda a situação e toda minha personalidade. Eu tenho liberdade na alma. Ou tento ter.

Sou agnóstico com muito orgulho. Não tente me converter pra sua religião, não tente me fazer crêr em algo que eu não creio. Argumentos não vão me convencer. Se eu não vejo e toco como matéria, eu dúvido. Deus existe? Não sei. Zeus? Não sei também. Allá? Sei lá. Krishna? Nem também. Faço o maior esforço pra respeitar, mas não sou de ferro, nem perfeito. Não desacredito de nada… Tudo é possível nesse mundo, energias, anjos, ninfas… Tudo isso é possível, embora improvável. Eu não posso provar que não existe, então pode existir.

Romantismo faz parte de mim. Embora eu tente deixar de ser romantico, não consigo (se eu conseguir um dia, eu mudo isso). O romantismo em mim trata-se de ver o amor como fundamento das coisas. O amor como finalidade da vida. Se o mundo acabasse e eu tivesse encontrado um amor puro e verdadeiro, eu não ficaria triste.

Entre alguns filósofos que admiro e prezo estão André Comte-Sponville, Bertrand Russel, Voltaire, Platão, Beccaria, Cícero e Bernardo Soares (quem ousa dizer que não existe filosofia em suas palavras?).

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