Arquivo da categoria: Romantico

A pequena flor

A flor é pequena e nova
Vagorosa, não tem pressa
Mas também não se demora
Tem seu tempo, sua hora
Rompe o bulbo e se flora

Lentamente espledorosa
Diminuta, não se apavora
Não há quem apresse a flor
Ainda é miuda agora
Luta, florzinha, luta!

De uma cor a outra, se supera
à pequena flor,  aquerela
Ganhando vida, se embeleza
Teu tamanho é tua  promessa
De serena doçura e ternura
Num mundo enorme de amargura.


Poesia d’Amore Perfetto

Princesa, princesa minha,
Doce amada e desejada.
Teu cabelo, minha barba
Teus olhos de mel lambusada.

Doce sorriso terno e gentil:
Tenra inocência infantil.
Minha pequena, meu tesouro
Meu amor e meu ouro.

Teu cavaleiro aqui jurado
pra lhe salvar de teus amargos medos
E proteger de teus receios.
Roubar teu coracao e enamorá-lo

Os dias com morangos gelados,
As noites com o calor abafado.
Os toques secretos, olhares roubados:
Segredos jamais revelados.

Minha confidente, minha sina
Pequena Princesa amada minha,
De terrível bravura determinada,
Cheia de raiva e furia, se provocada

De triste beleza tocada
Carente, desajeitada,
Deslocada: pelo mundo ignorada
Mas jamais por ele derrotada.

E no calor de teu forte espírito
Me encontro bem aquecido,
Nas noites de frio, desprotegido
Teu toque sincero está comigo.

Caminha comigo pela vida, princesa
Te protejo, e do mal te  resguardo,
Serena donzela para mim perfeita,
Senhora do meu triste coração quebrado,
Por ti conquistado e consertado.

.

.

.

Claro, pra minha namorada linda que eu amo tanto, Lais Mastelari.
Faz muito tempo que não escrevo algo exclusivamente dedicado, ahco que quer dizer alguma coisa neh?
Ela fez mais do que me trazer do fundo do poço negro e úmido, ela cuidou de mim e me aceitou.
Me aceita.
Eh amor. 
E eu a amo mais do que tudo.


Abandonar

Desmerecedor do sorriso de qualquer pessoa, ele seguiu seu rumo. Não era algo pessoal, as coisas não chegavam a esse nível de intimidade há muito tempo, era simplesmente inevitável. Era óbvio que era assim que as coisas deveriam ser.
Ele abandonava as pessoas, ou ela as abandonaria.
Não que elas fugissem dele, como ele fugia delas, não… Longe disso. Algumas sentiam verdadeira amizade por ele, verdadeiro carinho, mas o abandonavam.
Abandonavam por que carinho e amizade não eram as coisas que ele queria, vejam bem: amigos eles já tinha DEMAIS.
Ele queria algo diferente, novo, e ao suprir somente essa amizade por ele, caiam na mesmice e no comum e o abandonavam.
Claro que a grande maioria simplesmente jamais o procurava de novo. Esses o abandonavam no sentido mais literal.
Para evitar que o abandonassem, em qualquer sentido que fosse, ele ia embora.
Quem visse do jeito que é agora, jamais diria como ele já tinha sido um dia. Praticamente viva dos outros, se alimentando da conexão que se formava quando se conheciam e se nutrindo de cada palavra, sorriso e gesto de carinho. Mas então o abandonavam, o jogavam às traças da continuidade da vida.
Ele queria formar um laço e nele permanecer pra sempre, mas era contra o espirito de sua época, forjado de relações superficiais e sem sentido, cheio de “Olá! tudo bem? Tudo bem comigo também. Novidades? Não tenho nenhuma também.”
Ele partia para evitar que suas relações chegassem ao poço da estagnação, que do seu ponto de vista era quando o abandonavam.
Abandonava para não ser abandonado.
Claro que ele pensava nas pessoas que talvez, somente talvez, não o abandoriam.
Pensava demais nelas, e era elas que faziam ele continuar seguindo seu rumo.
Um dia, em seu sonho, ele encontraria alguém que se recusaria a ser abandonado. Alguém que lutaria por sua presença e por seus laços.
E somente essa pessoa valeria todos os que ele havia deixado pra trás. E valeria mesmo.


Bebedeira de madrugada

Cá estou eu, três horas da manhã, bêbado de sono e semi-sonhos e pesadelos, me sentindo triste de novo.
É, me sinto triste, mas não por que você não está aqui comigo – quero dizer, isso me deixa triste mas não é essa tristeza que estou ruminando – mas pelo simples fato de temer a superação da sua falta. Entenda que eu não faço essas coisas por mal, é assim que eu sou, é assim que o mundo me construiu: nada me fere por muito tempo.
Eu vou assimilando as dores, vou compreendendo suas origens e inconscientemente eliminando as causas, tudo parte de um grande sistema de auto-defesa que daria inveja à um exército. Uma linha de frente, artilharia pesada, distrações, armadilhas, guerrilha, tudo isso acontece na minha mente quando algo me fere, tudo pra buscar soluções e tentar não sentir mais dor.
Estar aqui, bêbado de pensamentos sobre isso é a prova absoluta, e se fosse uma situação diferente eu estaria me convencendo a parar de pensar em você ou a me entregar de vez ao conformismo da ausência. Só não faço isso por que seria triste se eu conseguisse, e como seria triste. Então estou aqui, lutando contra meus próprios sistemas, contra minha própria segurança e tentando não ficar bem com a sua falta, não me acostumar com ela como eu costumo fazer tão bem para superar a ausência daqueles que me abandonaram, e no fim por mais que eu tente não lutar contra mim mesmo, lá estou eu, nos dois cantos do ringue. De um lado eu sou fraco e estou cansado, pesando cinquenta e poucos quilos, do outro eu sou durão, pesando noventa quilos de pura desilusão e força.
Mas… Força?


Perfume

Seu cheiro é tão bom, ela disse
É o perfume, ele respondeu.
Não, mas tem alguma coisa sua nele.

E o mundo dos cheiros nunca mais foi o mesmo pra nenhum dos dois.

.

.

.

Roubei a frase da minha namorada e coloquei ela numa situação mais poética. Mas o crédito é todo dela. ^^


Amantes

Houve no mundo, algum dia
Duas pessoas solitárias, saudosas
De amor jamais correspondido

Sozinhas, enfretavam o frio do mundo
Juntos caminhavam separados
Trilhando caminhos paralelos
Se encontrando somente no infinito.

Sentiam-se incompletos
Na busca de um Graal mais mítico
De verdadeira compania.
Porém, seus quartos eram celas,
Teus livro, masmorras,
E tudo os prendia.

No entanto, o destino,
Apesar de trágico fim à ambos
Ter destinado, comovido,
desfez o seu trato com a morte
E num impulso, uniu-os,
Garoto e garota,
De corações machucados,
Olhos vermelhos molhados

Distantes, se reconheram
Evasivos, se aproximaram
Hesitantes, se beijaram
E num rodopio, se apaixonaram

Se bebiam um no beijo do outro
Sedentos e famintos
Como quem nunca havia comido
Dançavam, sorriam, amavam
Eram eles sendo todo o conjunto
E a falta era o suplicio

A cama de um, sem o outro,
era maior que o mundo:
A ausência doía e machucava,
era o constante ranger de dentes.
Por isso se buscavam sempre
Um toque, um beliscão, um carinho

Mas o coração agora, leve
Aereo, sereno, vibrante
Não mais preso, não mais distante

Não mais amar ou ser amados
E sim, amantes.

.

.

.

E isso é só um prelúdio. :)


Frase de Amor

Amor é pra quem tem sorte. Simples assim.


Acredita

Acredite em mim quando digo que te amo, sem nunca te ver.
Sem nunca te tocar, sem nunca sentir teu cheiro. Acredite, eu imploro.
Meu amor não precisa de imagens, de sabores ou cheiros.
Meu amor não se sustenta em coisas efêmeras ou transições.
Não precisa de espaço, tempo ou matéria.
Ele existe no plano das coisas eternas, das coisas grandiosas: meu amor é a única coisa que me engrandece.
Não dúvide das parcas palavras, das coisas que escrevo de mãos trêmulas.
Meu amor por ti tem a sinceridade das coisas que vencem as distâncias, que surgem apesar das faltas e das ausências.
Por favor, então, não dúvide.
Não desacredite do amor sincero que te entrego, não questione a veracidade de algo tão improvável, pois se te digo, é por que é a verdade.
Porém, não me julgue por tolo. No fim somos escravos das circunstâncias, então não peço que me retribua.
Só que acredite, só peço isso e somente isso.

.

.

.

Texto romantico!
Isso é raro por aqui, ultimamente. Textos assim, eu digo, exclusivamente romantico.
Não sei por que escrevi… Acho que andei inspirado.

Deve ser verdade, pq tenho centenas de milhares de rascunhos. (/exagero) :P

Enfim, só pra mostrar, como eu gosto de mostrar as vezes, que eu ainda sou capaz de escrever um texto sobre amor so fucking good. \o/


Crônica 9

Eu encontrei Laura em um bar há uma semana, “por puro acaso” eu disse, mas era mentira já que eu usei todos os meus amigos pra saber onde ela estava pra eu estar lá também. Conversando sobre a nossa única noite de amor, com ela me contando coisas das quais eu não lembrava, fingindo vergonhas e arrependimentos, ela me pareceu mais encantadora e linda do que nunca. Meu coração batia rápido, muito rápido. Meus dedos tremiam segurando o cigarro, foi dificil disfarçar a voz tremida e o suor, mas eu era experiente em coisas assim. Uma vez ou outra, durante essa semana, deixei escapar um flerte exagerado, uma jura ou uma promessa que eu realmente pretendia cumprir e gaguejei e hesitei diante de oportunidades de beija-la, coisas que definitivamente não eram o meu feitio. Aquele não era eu! Aquele era alguma coisa, algum garoto inseguro, alguém inocente, coisa que eu não era, mas mesmo assim, mesmo assim, meu coração batia mais rápido do que eu podia acompanhar.

Mas ainda assim, eu desinteressadamente marquei encontros com ela, fui um pouco frio, não lhe dei espaço pra que se sentisse muito a vontade, e a instiguei a perguntar coisas sobre mim, tudo isso usando de muita força de vontade, que eu nem achei que tivesse.
Agora estou aqui uma semana depois do nosso reencontro e ela se abriu pra mim, deixando cair a máscara de “garota que não se deixa atingir”. Eu fui mais forte, não que isso importasse. Não importa. Não importa nada, mesmo.
Logo depois que ela se abriu, eu me abri, disse que eu gostava dela, que eu gostava dela como nunca havia gostado de outra pessoa. Não ache que isso foi romantico da minha parte, eu fiz isso com um cigarro na boca e sem olhar pra ela, distante e receoso.
Uma pequena guerra de argumentos se seguiu.
Ela disse que não queria ser salva, não era esse tipo de garota, eu disse que não estava ali para salva-la. Ela disse que esperava que eu salvasse e fez uma cara de triste, eu disse que eu a salvaria, ela disse que eu não entenderia, eu disse que ela também não entenderia. Eu acendi outro cigarro, vagarosamente, enquanto ela explicava que não queria nada sério, e eu só respondi: então por que está aqui? Ela ficou muda.
Eu joguei fora o cigarro e me aproximei dela e Deus, como isso foi dificil, eu segurei suas mãos e ela pode perceber que as minhas tremiam, eu disse que eu a queria, ela disse que não sabia o que fazer.
“Vem comigo, pra minha casa” eu disse. Ela veio.


Do que poderia ser e não foi

Rafael Rabelo

E no fim, você foi como as outras
Me deixando a saudade e a vontade
Dos tempos que não passamos juntos,
Das coisas que não fizemos nem a metade.

Você não que se permite ser amada e amar
Sempre se escondendo atrás de desculpas
E medos de coisas bizarras, ultrapssadas.

Assim, eu uso minha máscara para sorrir
Todas as vezes que eu sinto dor
Só uma pessoa sabe que eu sofro,
Mas não é mais você, e poderia ser.

É a saudade daquela voz que eu nunca ouvi
Sinto falta do toque suave do seu cabelo
Que nunca me permitiu sentir e nem permitirá
De ver sua força crescer, de poder te cuidar e abraçar.

Sofrendo pelo que não foi, mas que poderia ter sido
Pelas risadas e carícias, pelas belas palavras não ditas
E segredos não trocados à luz de velas na meia-noite

E das risadas que nunca trocamos juntos.

Mas principalmente, sofrendo
Pelo gosto do beijo, quase proibido
Como veneno escorrendo de nossos lábios,
Que nunca trocaremos.

.

.

.

Atrasado, mas antes tarde do que nunca.
E as pessoas vão olhar e dizer: Ohh, romantico!

Eu vou olhar com desprezo e dizer: Há. Claro. É o que eu me permito publicar aqui. Afinal, se eu publica as coisas pesadas mesmo, as coisas realmente inspiradas que eu ando escrevendo, bem, o que vocês iriam pensar de mim?

Que sou alguma espécie de monstro, com certeza. [;

Verei se hoje ainda começo a editar o layout daqui, pra ficar mais bunitinho. Tá mto branco. :P

Engrado! Pq eu ando tão dark… xD

Au revoir!


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.