Nunca escondi, nem nunca esconderei, minha admiração pelos romances medievais. Pelas histórias de dragões, pelos castelos, pelas espadas. O primeiro livro que li, As Batalhas do Castelo, de Domingos Pellegrini, inunda meus pensamentos até hoje. Era mais honrado um homem viver pela sua espada e a vida mais dificil nos tornava talvez não melhores, mas mais merecedores.
Não atoa, hoje nos sentimos vazios e débeis, sem rumo, não existem mais obrigações que sejam necessarias para que sobrivevamos. Até as guerras eram melhores, os homens se olharam nos olhos antes de morrer defendendo ou atacando para sobreviver, era preciso ser forte pra puxar um arco, se enfrentava o inverno com relativamente pouca roupa e comiam comida que podiam, mesmo suja, mesmo estragada – passar mal era melhor que morrer de fome.
Sei que talvez seja errado pensar assim, mas o ser humano é melhor quando está próximo da miséria e da ruína, pois é quando se esforça e quando brilha, quando tem coragem, ou então morre.
Não acho que as pessoas deveriam morrer, mas talvez nos lembrar que a morte existe e está sempre tão próxima que podemos ouvir sua respiração no silêncio, para que nos faça aproveitar melhor a vida.
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Medieval
A pequena flor
A flor é pequena e nova
Vagorosa, não tem pressa
Mas também não se demora
Tem seu tempo, sua hora
Rompe o bulbo e se flora
Lentamente espledorosa
Diminuta, não se apavora
Não há quem apresse a flor
Ainda é miuda agora
Luta, florzinha, luta!
De uma cor a outra, se supera
à pequena flor, aquerela
Ganhando vida, se embeleza
Teu tamanho é tua promessa
De serena doçura e ternura
Num mundo enorme de amargura.
Belo imperfeito
Eu sou naturalmente perfeccionista, daqueles chatos que vivem criticando tudo e todos, inclusive a si mesmos. Devo a minha gastrite a isso, em partes. Quando erro algo, quando falho, quando não consigo, eu me martirizo tanto… A maioria das pessoas nem sabe.
Mas eu estou lá, dando chibatadas em mim mesmo com a minha mente.
Porém, eu sei que é o imperfeito que é belo. Nunca, nem mesmo que eu era a criança isolada sem amigos, eu acreditava que a perfeição fosse a resposta pra algo, sempre soube que ela era a morte.
A beleza das coisas incompletas, a dor que elas causam, a constante lembrança que elas proporcionam, isso não existe nas coisas perfeitas. Elas logo são esquecidas, dadas como prontas, e a mente humana mira sua ambição e sua sede para algo que possa terminar.
Talvez se questionem “pra quê ele é perfeccionista então?” e eu então deixarei claro: Por quê a morte das coisas me atrai.
Cachoeira
E diante daquela enorme cachoeira, fazendo aquele barulho infernal, eu virei de costas e boiei no lago. Engraçado a sensação que se tem quando se boia assim, tanta paz, tanta calma. O barulho sumiu dando lugar à espampidos surdos e distantes e era como se a realidade fosse uma coisa distante que eu deixei do lado de fora daquele momento. Como um luxo ao qual eu não me dava.
A água, me envolvia como a mãe que sempre fora e se era fria no primeiro mergulho, agora era morna e terna, apesar de continuar a mesma temperatura. Eu poderia me afundar ali, naquela fenda entre o mundo natural e o resto do mundo que urgia tentando me tragar de volta, eu poderia serenamente me afundar ao som desesperado da realidade que não gostava de ser deixada de fora. Gosto de pensar que esse momento terminou assim, como o fim de uma história curta, e o que vem depois não interessa.
Estradas
As estradas são mundos de movimento
São arvores que correm, placas que passam
São acidentes fatais no cruzamento da vida.
Estradas são transições,
onde tudo muda rápido, num piscar de olhos
Micro-relações são feitas e desfeitas em um carro fechado
Uma existência inteira em poucos segundos.
Um amor nasce em um sorriso, se esvai em um rosto virado
Entre desconhecidos no mesmo ônibus intermunicipal.
Estradas são descolocamentos, são passageiras, mesmo que eternas.
Nelas mesmo o mais insensivel dos seres sente o tempo passar,
Sente o peso do arrastar do tempo.
Estradas são mundos entre mundos.
A Chuva
A chuva cai, fraca: sussurra,
Mas ninguém a escuta
Exceto uns poucos poetas
Que atentos, a perscrutam.
Serena, a chuva cai suavemente
Quando quer e porque quer
Não há ventos que a apressem
Nem Sol que a desperte.
Se deseja, brava, a chuva desagua
Em tempestade terrível.
Se apaixonada, ou pelo amor tocada
Em sereno, embala uma doce serenata
Não há liberdade maior do que na chuva
E em seus pingos que livres, voam, não caem.
A chuva arruina documentos e papeladas inuteis
E as responsabilidades diminuem
Na chuva nos libertamos de tudo.
A chuva limpa perfeitas maquiagens
E frisa cabelos trabalhosamente chapados.
Desengoma golas, desfaz penteados
Somos nós mesmos na chuva
Suas gotas nos purificam, mostra o que nos é real
É na chuva que o mundo encontra vida
Que paisagens belas depois de uma garoa!
Que rio frondoso depois da torrente!
Que Mar lindo enquanto chove!
A chuva, minha amiga, limpa a alma
Encharca a mente e o corpo, e a terra
Foi na chuva que o primeiro homem
Se lavou a primeira vez, e nunca mais parou.
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Hey pessoas!
Primeiramente, esse poema é dedicado a minha grande amiga Natt.
Segundamente, acabei de voltar da praia, então nem sei o que tou fazendo direito. Postei pq tive vontade. Tou com notebook novo! Fodão, por sinal, mas nem tudo são flores… Problemas na faculdade me farão ficar lá um poquinho mais.
Terceiramente, não vou parar de publicar textos meus, embora como sempre eu faça experiencias malignas de estilos de escrita e temas diferentes. Nada muda, embora tudo tenha mudado
As resenhas vem como um adicional, histórias que embasam minhas histórias. Sandman, por exemplo. Ou Hellblazer. Ou Conde de Monte Cristo. Ou Legião Urbana. Ou V for Vendetta. Ou Drummond.
Todos são histórias que fazem parte de mim, em cada palavra que eu li. Faz sentido eu postar elas aqui, certo? Ainda mais nessa vibe minha de cult tecnologico…
O que você prefere
Rafael Rabelo
Acredite em mim quando eu digo que te entendo. Eu tenho aquela consciência de gente sensível e o pensamento dos homens cafajestes, então acredite em mim quando digo que te entendo, porque é verdade.
Você fica aí, fazendo pose, esperando um cara especial enquanto torce pra que qualquer um apareça e te roube, te deixe sem ar e sem saber o que fazer. Toda essa sua fachada de misteriosa, essa pompa de impossível, esse seu jeito de somos apenas amigos, há, isso não me engana.
No fundo você é carente de sexo e de paixão, e toda essa sua melação romantica não passa de uma desculpa pro seu medo se tornar justificado. No fundo no fundo, você gosta mesmo é o gosto amargo de quem não fica de frescuras sentimentais.
Você prefere é aquele cara maneiro, com bom gosto pra música e pras coisas boas da vida, barba por fazer e um jeito suave de fazer as meninas sofrerem.
Esses monstros em pele de cordeiro, que eu sei que você secretamente ama e deseja.
Não os príncipes, esses você não ama, nem amaria nunca aquele jeito afetado, frescurento do tipo “eu vivo só pra você”, eu sei que na verdade você acha esse tipo fraco e frágil, e que você quer mesmo é um cara pra te tirar das mesmices do dia a dia, pra te levar nas festas nos lugares mais suspeitos, pra te contradizer e te negar uma, duas, mas não três vezes.
Gente que concorda com a gente em tudo é tão chato e maçante, não é? Eu sei que você vai negar isso dizendo que “não, não é assim tão simples” ou que as coisas são mais complicadas. Toda essa ladainha de gente tentando fugir.
Mas eu sei a verdade, por que olho nos seus olhos e não vejo nenhuma deusa, astro ou qualquer outra coisa além de uma mulher, que por sinal, quer estar viva e quer mais do que tudo no mundo se libertar de toda essa hipocrisia desse cotidiano barato, mas não consegue fazer isso sozinha pois machuca e só um monstro pra te ferir assim, com você implorando pra parar porque dói. No começo sempre dói, não é? Choramos no primeiro folego de vida, no primeiro amor, na primeira vez… É sempre doloroso o começo de qualquer mudança séria.
Mas depois melhora e você se sente livre com aquele cara mal-encarado, mas que no fundo, bem no fundo, você sabe que é gente boa. Se essa fuga puder ser numa harley devidson, melhor.
E não me olhe assim.
Eu disse que entendia.
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Ok, esse post é o de semana passada, só tava muito ocupado pra terminar de revisar… Um texto bem egocentrico e tudo mais. Com cara de eu sei de tudo, mas eu gostaria de lembrar que EU NÃO SOU O QUE EU ESCREVO, portanto critiquem o texto, mas não me critiquem. É ficção (ou mais estranho que ela). ![]()
Vou aproveitar e desabafar um pouco sobre a vida.
Ultimamente tem faltado sentido nas coisas, não que elas precisem, mas sem sentido a vida fica descontrolada e fatal. Eu já nem sei mais o pensar da vida na verdade, por quê ela é irônica demais. Uma hora ela te dá uma festa, na outra você está sozinho, na chuva, no frio.
Talvez o culpado seja eu, que mudei mais drasticamente que o clima. Dificil dizer, e é isso que eu quero dizer. Tá dificil dizer qualquer coisa hoje em dia. Eu já nem sei mais o que pensar… E nisso quem sofre é a minha literatura, que acaba sendo bombardeada por influências pra suprir minhas faltas.
E sabe? Eu realmente não sei o que falta!
No fundo no fundo, acho que é a velha solidão da minha vida tornando-se mais destacada devido a minha atual falta de propósito, e o resto sou eu dando voltas nos meus pensamentos pra não ter que encarar a dura realidade. No final das contas, juro que voltei ao que eu era quando tinha 14.
O que é bom, na verdade.
Ou pelo menos eu espero que seja…
Crônica 2
Rafael Rabelo
Eu acordei quando minha cabeça pendeu subitamente para o lado, batendo forte num cano de aço, como se ela já não doesse o suficiente. O cheiro forte de vômito e de conhaque me remetia a noite anterior, que me provocou um sorriso. Aquela foi uma ótima noite, cheia de strippers, alcool, sorrisos, cigarros e uma vaga lembrança de uma loira com quem havia flertado. Outro sorriso, pois me lembrei de que houveram beijos e caricias, logo ali no estacionamento.
Demorei 5 minutos pra perceber que meu carro não estava ali.
Eu lembro claramente que ele estava lá quando eu estava com aquela loira naquele beco escuro quando… Um enorme alívio. Meus amigos haviam levado ele pra casa, com algumas garotas, me pergutaram se eu estava bem indo embora de onibus mais tarde, e eu bebado como um vagabundo, concordei entre os beijos calorosos daquela loira.
O cheiro do vômito e a dor de cabeça eram quase insuportáveis e meus olhos ardiam por causa de alguma fumaça duvidosa, e lacrimejavam muito ainda.
Tou acostumando com essa vida de boemia e festas, e tudo isso por casa de uma mulher, já que até pouco tempo atrás eu era um rato de observatório, como meus amigos diziam, mas é aquele clichê: homem romantico se apaixona por mulher vadia, que o faz sofrer como um diabo e depois cai numa vida fútil e inútil.
Eu sorri uma terceira vez quando me dei conta de que estava no chão, perto de uma poça de vomito, fedendo a pinga e morrendo de dor de cabeça, mas estava feliz. Feliz, leve, tranquilo e sereno.
Tentei me levantar me apoiando em todos os lugares que podia, mas quase cai na caçamba de lixo e quando me estabeleci apoiado no mesmo cano que me acordou, olhei no relógio: três da manhã.
Cedo.
Olhei para o céu e procurei a estrela do norte e quando encontrei, sabia exatamente pra onde ir, seguindo para o norte até chegar na estrada e depois, para o leste, na direção da constelação de Escorpião, com essa latitude e longitude mas dependendo do horário eu teria que me guiar mesmo era pelo nascer-do-sol.
Então, tomei meu caminho sem olhar pra trás e tendo em mente que eu iria chegar em casa ao amanhacer ou mais tarde.
Caminhei por várias ruas tortuosas e escuras, olhando para o céu e me guiando pelos astros que eu conhecia tão bem e tão intimamente.
Conhecia melhor as estrelas que o coração de uma mulher, melhor que o coração de Laura que me deixou e fugiu com Caio. Culpa minha, que não a ouvi nem a tratei com a atenção que ela merecia e agora eu me destruia para me punir por isso.
E em minha divagação, quase esbarrei em um homem soturno que saia de uma praça bem arborizada e que admirava o nascer-do-sol. Me desculpei e ele torceu o nariz para o meu hálito e eu segui em frente, em direção ao leste agora.
E não é que é um belo nascer-do-sol, mesmo?
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E por fim, o monstro venceu a batalha e comeu a última parte de mim que ainda prestava.
O último resto de coração que eu havia guardado…
Crônica 1
Eu passeava pelo parque e já era tarde. Eu gostava de fazer isso, andar e caminhar entre as árvores a noite, sem as pessoas para poluir a paisagem e ainda ter a luz da lua como guia e apesar de ser um dia comum, eu me sentia especialmente feliz. Não sei porque, mas a alegria havia invadido minha mente desde a manhã, o que era estranho já que sou famoso em minha vizinhança por acordar todos os dias com o pé esquerdo. Quando eu era jovem a minha alegria foi roubada de mim. Digo isso pois as garotas que amei me maltrataram de tal maneira que meu pobre coração foi reduzido às cinzas e a única coisa que consegui para substitui-lo foi uma forte, densa e ritmada máquina, que eu mesma construíra.
Apesar da minha felicidade, eu ainda era uma figura sombria.
Eu estava ali, caminhando com as mãos no bolso da blusa, usando jeans e um sueter de capuz e um homem passou por mim, provavelmente um ladrão de grande porte e provavelmente carregava uma arma de calibre pesado em sua jaqueta. Ele me olhou por um instante e eu devolvi o olhar com fúria. Ele seguiu seu caminho, com medo.
Todos temos medo de tudo, alguns somente enfrentam isso bem, outros precisam de uma arma.
A minha alegria seguiu intensa e radiante. Eu quase deixei-a transparecer, mas meus olhos semi-serrados impediam que isso acontecesse.
Sentei próximo a uma arvore e deixei-me imaginar sua história, as coisas que presenciou e ouviu, e esbocei um sorriso pois certamente algum jovem casal havia escolhido aquele canto, dentre tantos outros, para se amar em uma noite como essa.
Depois de um certo tempo, recomecei meu passeio que terminou logo que o parque também havia terminado.
Lá fora, eu pensei, os homens não saberiam dizer o que é a alegria.
Todos são monstros que não sabem o que é ser feliz, escondidos sob mascaras de sorrisos.
Olhei para trás, para ver o sol nascendo por entre as arvores, belas e serenas. Como poderia conter minha alegria ali? Como não deixa-la transparecer diante de tal beleza natural e divina, naquela mistura de vermelho, laranja, verde e branco?
Meus olhos lacrimejaram, mas pude conter as lágrimas. Seria desastroso chorar diante de tal beleza.
Voltei meus olhos para a rua estreita que levava à minha casa, que me aguardava fria e solitária e o pôr do sol ficou gravado em minha mente até eu cair no sono, e se eu lembrasse dos meus sonhos, diria que com certeza sonhei com um belo céu.
Double hit
Bom, as pessoas que me acompanham, que não são muitas, -se é que existem, devem ter percebido que semana passada não postei nada. Por muitos motivos. Estava totalmente sem inspiração no fim de semana. Muuuuuitos trabalhos e tudo mais. Fim de ano é realmente complicado!
O blog deve ter feito dois anos! Omg! Dois anos! E eu nem percebi… Esqueci a data, completamente.
Enfim, passou em branco dessa vez, mas não é como se alguém fosse reparar XD
Da próxima vez, eu me lembrarei, promessa. Hey, isso é uma promessa ao blog.
Eu gosto dele, ele é legal (Durante muito tempo dei mais valor às coisas do que as pessoas… Coisa de gente que cresceu sozinho trancado no quarto, sabe?)
Por causa de tudo isso, venho com dois poemas novos, eu diria interessantes:
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Céu da Noite
Rafael Rabelo
Vem comigo, vem
Contar estrelas
Uma, duas, três
E perder as contas
E começar de novo
Vem procurar no céu
as constelações:
Órion, cruzeiro do sul
A gente aponta pra três marias
E se elas sorriem, não tem problema
Vem olhar a lua cheia
Brilha que parece um sol
E tão nítida e perfeita
Mesmo sem poesia, ela é linda
E como brilha!
Vem ver as nuvens!
Ah, é uma beleza as nuvens da noite
Como desenhos feitos à lápis
Usando técnicas de borrar no dedo
As vezes são umas pinceladas
E se estamos no silêncio
Dá pra ouvir a música da noite
E quem sabe caminhar nas órbitas
Por que quando a gente olha
pro céu da noite, meu amor
A gente olha pro verdadeiro infinito.
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Nós dois depois de um tempo
Rafael Rabelo
Ainda me lembro
do começo de nós dois
Tão apaixonados, tão ligados
Feitos um para o outro
Meus beijos só teus
Eu só pra você
Cheios de dengo-dengo
nhém-nhém-nhém, bilu-bilu
De carinho-escondido
De furta-fogo aqui e ali
De cenas de ciumes
De demonstrações de afeto.
Me lembro bem
Das lágrimas inseguras
E das roupas novas
Cheias de intensões travessas
Do nosso bem-estar juntos
cantar alto a música de nós dois
E assistir filme abraçadinho
Lembro de ter começado
Com pouco, muito pouco.
Um olhar azedo aqui
Não cede hoje, amanhã não cedo
Tantos sapos, tantas raivas!
E o carinho? Sei lá.
E toda vez calavamos mais
Nos aturavamos de nós mesmos
Nós dois tornou-se um fardo
Né? Agora eram coisas como:
O idiota, aquela vaca, imbecil
E tudo tornou-se tão ácido
Amargo como o gosto do anestésico
Tão áspero e vil
Que perdemos o sentido
Os sentidos e o coração
O que aconteceu com o que éramos antes?
Somos agora dois inimigos que dormem na mesma cama
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Sem imagens porque acabei de escrever… E teriam que ser duas, pra ser justo.
Andei pensando (Há!) se eu pudesse desejar algo, provavelmente não desejaria coisa alguma. As pessoas vão pensar: Oh, como isso? E a paz mundial? E o dinheiro? E o amor? E bla bla bla?
Nah, as coisas que realmente valem a pena querer, são boas só quando a gente conquista com o próprio esforço.
Enfim, só andei pensando nisso, só…
