Eu choro enquanto escrevo isso. Me dói, como os antigos textos que escrevia na adolescência, so que pior, hoje estou adulto. Eu fico aqui fingindo que estou bem, ótimo, mas tudo desmorona. Nada sobrevive.
Minha mãe, doente. Os outros da família, infelizes. Os estudos andam difíceis e o dinheiro, pouco.
É como se eu tivesse feito todas as escolhas certas no tempo errado, e tudo cai como num castelo de cartas. Sinto até um pouco de falta da época em que pouco importava.
E como de todos sou o mais forte, não posso contar pra ninguém, além de você, caro desconhecido que lê, pois ninguém o faz além de você.
No fim, sei que não vou aguentar, muitos projetos meus vão morrer ou nem existirão, tudo por que o mundo não facilitou pra mim e praqueles que eu amo. E como um adolescente, me permito dizer: que doce será o derradeiro fim.