Ah, o amor…

9 11 2009

Encontro ao fim de Semana

Rafael Rabelo

Já vai fazer semanas que não te vejo
E meu corpo, assim como a alma e a mente
as dores da longa falta sua sentem
Já não quero comer, pois me falta você
Já não bebo a água pois a sede não morre

Quero teus lábios que me faltam,
Olhos que não comtemplo a um eterno tempo
Sentir o suave cheiro teu como o perfume da noite
Me falta a carícia das suas mãos,
O tom leve da sua voz ao meu ouvido

Só preciso de um momento seu pra continuar a viver
E depois? Bem, depois vou precisar de outro
E outro e outro e outro e outro e outro
Momento seguido de momento até que forme o eterno
E juntos vamos caminhar a vida um do outro

Somente um sábado e um domingo, mas uma vida
Uma poucas horas infinitas de felicidade incontida
Ao teu lado, nada temo, nada anseio
Até que você se despeça de mim de novo
E passe semanas que eu não te veja
E eu não coma, bem beba, coisa alguma de novo

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Sinceramente, não conheço nada melhor que o amor.
E não, não sou suspeito pra falar isso. Eu nunca fui feliz com o amor. Nunca nem sequer passei perto disso. Bom talvez tenha passado perto uma vez…
Enfim.
Mas eu sei que o amor é uma coisa maravilhosa e sei o que a falta dele faz aos homens.
E fico extramamente triste quando um amor termina, por qlqr motivo que seja. Quando duas pessoas que se gostaram desistem de continuar se gostando…

Sei que uma coisa pode ser tirada disso: Falhei miseravelmente em deixar de ser romantico.





Saudade-Sentimento

10 09 2008

Rafael Rabelo

Saudade não se explica
nem se sente, realmente.
Saudade não tem favor
nem respeito, nem dor.
Saudade é um nada inteiro

A saudade é como amor
não se pode descrevê-la
nem há uma que iguale
a outra que se tenha
ou de outro que se saiba

Saudade é mais do que
falta, miss you ou perda
é perder-se procurando
algo nunca encontrado
talvez imaginado.

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Saudades de ti, Dani… :/

Feliz aniversário ma cheri! Muitos anos de vida, muitas felicidades!

Espero que um dia me expliques porque abandonou teu blog e sumiu destas bandas.





Pra que servem as mãos?

7 07 2008

Pra que servem as mãos?

Rafael Rabelo

As vezes me pego pensando em ti
Olhando prum céu estrelado e
imagino se está lá, olhando pra ele
ou se a lua é a mesma, se a vê
Ou se a vê diferente e estranha

as vezes me dá uma falta de você
como se faltasse ar, ou um remedio
como se eu tivesse morrendo
do mal incuravel e fosse você a cura
a cura do mal que você me fez.

as vezes me pego olhando pras minhas mãos
e me pergunto o sentido delas
se não te servem, de que servem a mim?
Se não te alcaçam e nem podem, pra que?
Se não te serve meu coração, pra que?

Só sei que não te tenho pra mim nunca
nem nos meus sonhos, nem nas lembranças.
As saudades, elas nunca cessam.

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Só sinto um mundo morto sem você
tudo perdeu a graça e o sentido
sem você, não há lágrimas ou dor
com você, tudo é felicidade e amor
Sem você, nada sinto, nada vejo
Com você, tudo brilha e dói e alegra
sem você sou cinza.
Com você sou tudo, de rei do mundo
a escravo imundo.





Amanhã…

4 06 2008

Um certo amanhã

vai ser um dia frio
com um céu acinzentado
e um vento que vai cortar meu rosto
e mesmo o sol vai me queimar a pele
e mesmo o vento vai me congelar a alma
até as cores vão me ferir os olhos
e as sombras vão saltar
das paredes pra me torturar
e me fazer lembrar
e cada gesto e cada olhar
vai me trazer de volta
Aquele gesto, aquele olhar
e por mais que o dia seja lindo
vai ser triste, vai me ferir.

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He… Ela sempre quis mesmo um post aqui… Pra você, mon rose.

É, acho que ela não faz idéia. Droga, “não fazia”. Preciso por as coisas no pretérito. Eu sei disso, sei como fazer, já fiz dezenas de vezes. Pura e simplesmente questão de por no passado. Preterizar o que aconteceu e dizer que já passou. Forçar a me acostumar com a solidão de novo… Realmente, ela nunca me abandona, a solidão. Se disfarça, se mistifica em mulher, esses seres malvados que me ferem o coração. Se um dia eu me tornar um insensivel (e vão saber disso pela descontinuidade do blog), saibam que a culpa foi delas. Porque simplesmente perdi a conta de quantas vezes pedi uma mão e levei um tapa. Perdi a conta de quantas vezes rodei a cidade pra realizar desejos mesquinhos (e ainda com um sorriso no rosto), de quantas rosas e doces e poemas e histórias e depoimentos e sacrificios.

Mas amo. E como é bom amar. E tenho dó de quem não sabe.

Por mais que te fira, por mais que faça você chorar e gritar e enlouquecer, te faz feliz. Insanamente feliz.





Atos de Saudades

30 05 2008

Esta Saudade

Já não suporto mais eu esta tal falta
De sentir mal uma metade da alma
A outra metade ficou onde clama
O Coração que ama e dele se basta

Saudade então do coração que aquieta
Está onde quer estar, com o que ama
E da meia alma que distante chama.
Inquieta, o resto da alma me molesta

Mas procuram completar-se a metade
E o peito do coração que não há
Arfa e aperta, vazio em sua busca

Ou volta o coração ou o corpo cede
E as lembranças, em si buscam agora
Como ficar onde o coração fica

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Este é meu primeiro soneto. Sejamos sinceros, é dedicado a alguém… Sinto-me tentado a revelar quem é, mas não farei. Esta pessoa sabe que é para ela (mas outras também saberão) e isto basta.

Segue-me uma onde de saudades de todos os tipos. Ocorreu-me de sentir saudades de tudo, não sei dizer porque. Talvez tenha perdido uma parte de mim ou ainda encontrado algo que faltava, não sei dizer.

Acontece que tudo o que eu escrevo tem um pouquinho de “falta”, de saudoso, tanto de algo que tenho, quanto de que perdi, quanto ainda de que nunca tive ou terei. Diria que falta alguma coisa que me faz sentir-me assim.

“E é só você que tem/ A cura do meu vício/ De insistir nessa saudade/ Que eu sinto/ De tudo que eu ainda não vi.”

Índios – Legião Urbana