Double hit

22 11 2009

Bom, as pessoas que me acompanham, que não são muitas, -se é que existem, devem ter percebido que semana passada não postei nada. Por muitos motivos. Estava totalmente sem inspiração no fim de semana. Muuuuuitos trabalhos e tudo mais. Fim de ano é realmente complicado!
O blog deve ter feito dois anos! Omg! Dois anos! E eu nem percebi… Esqueci a data, completamente.
Enfim, passou em branco dessa vez, mas não é como se alguém fosse reparar XD
Da próxima vez, eu me lembrarei, promessa. Hey, isso é uma promessa ao blog.

Eu gosto dele, ele é legal (Durante muito tempo dei mais valor às coisas do que as pessoas… Coisa de gente que cresceu sozinho trancado no quarto, sabe?)

Por causa de tudo isso, venho com dois poemas novos, eu diria interessantes:

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Céu da Noite

Rafael Rabelo

Vem comigo, vem
Contar estrelas
Uma, duas, três
E perder as contas
E começar de novo

Vem procurar no céu
as constelações:
Órion, cruzeiro do sul
A gente aponta pra três marias
E se elas sorriem, não tem problema

Vem olhar a lua cheia
Brilha que parece um sol
E tão nítida e perfeita
Mesmo sem poesia, ela é linda
E como brilha!

Vem ver as nuvens!
Ah, é uma beleza as nuvens da noite
Como desenhos feitos à lápis
Usando técnicas de borrar no dedo
As vezes são umas pinceladas

E se estamos no silêncio
Dá pra ouvir a música da noite
E quem sabe caminhar nas órbitas
Por que quando a gente olha
pro céu da noite, meu amor
A gente olha pro verdadeiro infinito.

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Nós dois depois de um tempo

Rafael Rabelo

Ainda me lembro
do começo de nós dois
Tão apaixonados, tão ligados
Feitos um para o outro
Meus beijos só teus
Eu só pra você

Cheios de dengo-dengo
nhém-nhém-nhém, bilu-bilu
De carinho-escondido
De furta-fogo aqui e ali
De cenas de ciumes
De demonstrações de afeto.

Me lembro bem
Das lágrimas inseguras
E das roupas novas
Cheias de intensões travessas
Do nosso bem-estar juntos
cantar alto a música de nós dois
E assistir filme abraçadinho

Lembro de ter começado
Com pouco, muito pouco.
Um olhar azedo aqui
Não cede hoje, amanhã não cedo
Tantos sapos, tantas raivas!
E o carinho? Sei lá.

E toda vez calavamos mais
Nos saturavamos de nós mesmos
Nós dois tornou-se um fardo
Né? Agora eram coisas como:
O idiota, aquela vaca, imbecil

E tudo tornou-se tão ácido
Amargo como o gosto do anestésico
Tão áspero e vil
Que perdemos o sentido
Os sentidos e o coração

O que aconteceu com o que éramos antes?
Somos agora dois inimigos que dormem na mesma cama

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Sem imagens porque acabei de escrever… E teriam que ser duas, pra ser justo.

Andei pensando (Há!) se eu pudesse desejar algo, provavelmente não desejaria coisa alguma. As pessoas vão pensar: Oh, como isso? E a paz mundial? E o dinheiro? E o amor? E bla bla bla?
Nah, as coisas que realmente valem a pena querer, são boas só quando a gente conquista com o próprio esforço.

Enfim, só andei pensando nisso, só…





Ah, o amor…

9 11 2009

Encontro ao fim de Semana

Rafael Rabelo

Já vai fazer semanas que não te vejo
E meu corpo, assim como a alma e a mente
as dores da longa falta sua sentem
Já não quero comer, pois me falta você
Já não bebo a água pois a sede não morre

Quero teus lábios que me faltam,
Olhos que não comtemplo a um eterno tempo
Sentir o suave cheiro teu como o perfume da noite
Me falta a carícia das suas mãos,
O tom leve da sua voz ao meu ouvido

Só preciso de um momento seu pra continuar a viver
E depois? Bem, depois vou precisar de outro
E outro e outro e outro e outro e outro
Momento seguido de momento até que forme o eterno
E juntos vamos caminhar a vida um do outro

Somente um sábado e um domingo, mas uma vida
Uma poucas horas infinitas de felicidade incontida
Ao teu lado, nada temo, nada anseio
Até que você se despeça de mim de novo
E passe semanas que eu não te veja
E eu não coma, bem beba, coisa alguma de novo

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Sinceramente, não conheço nada melhor que o amor.
E não, não sou suspeito pra falar isso. Eu nunca fui feliz com o amor. Nunca nem sequer passei perto disso. Bom talvez tenha passado perto uma vez…
Enfim.
Mas eu sei que o amor é uma coisa maravilhosa e sei o que a falta dele faz aos homens.
E fico extramamente triste quando um amor termina, por qlqr motivo que seja. Quando duas pessoas que se gostaram desistem de continuar se gostando…

Sei que uma coisa pode ser tirada disso: Falhei miseravelmente em deixar de ser romantico.





Esqueceram do sapo

1 11 2009

Rafael Rabelo

Esqueceram o sapo.
Nenhuma princesa foi beija-lo
Princesas nem existem mais.
Mas os sapos ainda estão por aí.
Quem sabe se virarão príncipes?
Quem sabe se terão riqueza e fortuna?
Mas não importa, esqueceram-se deles.

Esqueceram do sapo.
E com ele, esqueceram do amor.
Princesas não há mais
Talvez nunca tivessem existido.
Enganaram a todos os sapos?
Fizeram deles, além de sapos, palhaços?
Ah, nem importa mais, esqueceram, mesmo.

O sapo esquecido
Fica coaxando na lagoa
Que coisa engraçada de se dizer!
Coaxar.
Acho que não existem princesas
Que nunca existiram
Afinal, o que sapos e princesas teriam em comum?
Afinal, por que os sapos?
Que importancia tem os sapos e as princesas…

O sapo se esqueceu
E quem sou eu?
E por que a idéia fixa em princesas inexistentes?
Bom, até os sapos se esqueceram de si mesmos
Isso por que princesas não existem.

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Já sentiram desespero? Desespero real e puro?
É a simples e total morte de tudo.
Mas não a sua.
É como se só existisse você imortal num mundo vazio.
Nada vai mudar, não há nada que você possa fazer.
Nada.





O Canto

26 10 2009

Rafael Rabelo

O Canto das Pessoas,
estava no Canto d’Alma.
E sua forma, de alguma forma
Lembrava o Canto das Coisas,

O Canto da parede
Acolhe, nos faz compania.
E o mundo mudo,
insulta, torna a vida sombria.

O Canto de louvor ao Canto,
e seu acolher que encanta.
Engole a Terra em um abraço
E eu o engulo na garganta

O Canto é sempre um amigo
e Haviam outros Cantos
Uns anjos que nos recolhem,
E enchem os ouvidos.

Dentro de nós há um Canto
Que grita, n’alma.
Nele nos ouvimos e sentimos
Vemos nossas sombras projetadas.

O Canto enche os corações
preenche a alma e acompanha
Torna uma dor menos Solitária
enquanto eu, sozinho, a Canto

;) (65)

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As vezes, quando eu acho que esgotei os poemas que eu tinha, me surpreendo. Sempre encontro um poema perdido nas minhas coisas. E o pior, fico surpreso com quão bons eles são!
Acho que escrevi melhor antes, do que agora.
Era mais inspirado, eu acho.

Eu lembrei desse poema, foi baseado no primeiro livro que eu li a sério.
As Batalhas do Castelo.
Mto bom o livro, me surpreendi MESMO com o final.
Quem quiser, que leia o livro, talvez entenda melhor a poesia…





Pressa pra quê

18 10 2009

Rafael Rabelo

Pressa pra que te quero.
Pressa pra quê?pressa
A pressa acaba com o prazer
A pressa faz você bater

Pressa inimiga da perfeição
Pressa causa pressão
Pressa causa depressão
A pressa mais rapida que você.

A pressa pressiona o botão
A pressa aperta o gatilho
A pressa faz você ficar
no meio dos trilhos

A pressa leva as pessoas embora
E nunca trás ninguém de volta
A pressa, apressa

Pressa de carro, de moto
De nove meses em sete
De oito horas em quatro
De atravessar a rua
De chegar na Lua
De descobrir a origem de tudo
Acabou o mundo.

Pressa pra produzir
Pressa pra exportar
Pressa pra consumir
Pressa pra trabalhar

Pressa, pressa, pressa.

Mas e a verde praça?
E o moço e a moça?
Cadê a pressa deles?
Tem, não.

Pressa, pra quê?

sem-pressa.

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Fazia tempo que eu não colocava post com imagem. E eu gosto tanto ^^
Há quem diga que (Fernando Pessoa, acho) uma imagem estragaria uma poesia. Deixaria ela muito objetiva, sendo que a escrita, quando mais subjetiva, melhor.
Até entendo e até concordo.
Certas poesias devem permitir que quem as leu forme na mente a imagem que quiser, mas se uma imagem ilustrativa já acompanhar o poema, então a imagem mental vai ser mto influenciada e direcionada na mesma direção da imagem ilustrativa… Tirando um gosto adicional que a poesia teria, se a imagem ilustrativa não estivesse lá.
Ah, mas nem todos os poemas são assim. Alguns ficam muito mais belos com uma imagem para chocar/surpreender/fascinar/admirar.





Cavaleiro e Princesa

10 10 2009

Rafael Rabelo

“Levanta-te”, disse a princesa
E eu, seu cavaleiro, ergui-me
“Caminha até ele e derrota-o”
ordenou-me minha senhora
“Avança, luta e vence”

Antes tinha eu morrido
dum golpe de espada terrivel
daquele que era meu inimigo
mas minha senhora ordenara e
Avancei, lutei e venci

“Não morra nunca mais…”
Como desobedecer tais palavras?
minha espada não mata, fulmina
meu escudo não protege, domina
Avanço, luto e venço

Não ignoro aqueles olhos
Tenho-os em mente quando luto
Não vejo armadura, ferro, aço
Vejo olhos azuis perolados
Avancemos, lutemos, vencemos

Tenho no corpo um demônio-fúria
Na alma tenho um deus da luta
mas bate no peito um amor servil
minha senhora, a chamo, assim
Avançamos, lutamos, vencemos

Mesmo que doa, mesmo que morra
Dói o corpo? Dói. Sangra a alma?
Sangra. Há lágrimas nos olhos
Naqueles olhos! lágrimas!
Avançais! Lutais! Venceis!

E da sombra do teu estardarte
Luto. Enfrento Deus e o mundo.
Não temo a morte, que não ouso
Morrer sem proteger-te, por isso
Avançarei, lutarei e vencerei…

.

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Caramba… Procurei uma imagem pra postar junto, mas não achei.
Enfim, é um poema meio antigo, mas faz tempo que quero postar e faz tempo que ando postando só Prosa.
Preciso de um pouco de poesia.
Não tenho muito o que falar. Hoje o dia foi uma droga e eu quero ir deitar :/





Festa da Vida

5 10 2009

Rafael Rabelo

Vestida de seu vestido de noite
Negro, com estrelas cintilantes.
O rosto sem máscara é o único.
Todos os outros não têm rosto.

Todos valsam e comemoram, riem
Todos se divertem e se enaltecem
Ela está perdida e todos ignoram
E não ajudam, nem perguntam

Teus cabelos não tem cor, nem teus olhos
Teu corpo não tem formato, mas está lá
Tuas pernas não caminham, flutuam
E não há respiração, só a brisa

É uma grande festa e todos dançam
Caminham, desligados e felizes
Todos usam máscaras, todos maquiados
Bem vestidos e alegantados

E você procura e procura, e não há
Olhares! São todos vazios, distantes
Se te olham, te olham de longe
Se te aproxima, não te vêem mais

A música aumenta, todos se sacodem
As mulheres gritam e os homens rugem
Os homens brincam e as mulheres fisgam
Mas a música continua
Ela sempre continua

. . .

Encostado na mesa distante
Há um garoto.
De barba e óculos no rosto
Está bem seguro, é forte.

Está alheio à festa e as pessoas
Espera alguém, paciente
Conversam com ele, e ele ignora
Ele pensa demais e não as vê

Não há feições em sua face
Não há vida em sua vida
Não há sentido em sua direção
Só um certo vazio…

Por vezes, ele caminha sozinho
Com uma rosa na mão e um livro
Na outra
Metade sim, metade não. Em vão.

A noite não tem Lua. O céu não tem anjo
Não há rosas, não mais.
Tudo está seco por que ele secou.
Ele sabe que caminho irá fazer.

Comeu algo, bebeu algo
Visitou os quartos pela nona vez
E com passos lentos, descia a escada
Quando encontrou um olhar

. . .

A moça, já desesperada e sozinha
Viu-se aos prantos e desolada
Essas pessoas que não conhecia!
Essas pessoas que não a conheciam!

O garoto sorriu. Não tinha isso em mente.
Não tinha nada em mente, só cores.
Branco. Negro. Vermelho. Azul. Prata.
Dourado. Ele correu como nunca tinha corrido antes.

A moça olhava pros lados, pra baixo
Girava em meio às pessoas que dançavam
Gritava em meio às pessoas que cantavam
Sua dor era melodia e rimava.

Abriu caminho entre desconhecidos
Tinha um sorriso no rosto, que ardia
O coração pulava e saltava, cambalhotas
Via uma direção, uma vida, uma face

Meio zonza, caiu e não conseguia respirar
Todos ainda dançavam e valsavam
Como se ela simplesmente não tivesse caido!
E seu vestido de noite rasgado…

Parou, ofegante, em meio à dança
E a viu, caida, vestida de negro com a noite.
Hesitou. Teve medo? Ele? Sim.
Ficou feliz por que teve medo.

Ele segurou a mão dela, que com espanto
Olhou em seu rosto e não viu máscara
Só olhos, sorriso e barba
E óculos, talvez os óculos…

E não dançaram. Caminharam pelos salões
Enquanto a festa prosseguia,
eles viam o céu, de noite e de dia.
Conversavam e liam, choravam e riam

Não dançavam, nem cantavam
Não eram como os outros
Que nem sequer tinham rostos
Não faziam parte da ignorancia

Como não eram vistos, fizeram amor aqui e ali
Recitaram poemas à todo pulmão
Brigaram e reataram em meio ao público
Que nem sequer parou a comemoração

E quando a festa acabou e todos foram embora
Deixando pra trás somente a ruína de um mundo
Eles ficaram ali, conversando ainda, deitados na grama
Esperando ficarem sozinhos juntos pela primeira vez.

.

.

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Bom, pra quem não reparou, o poema varia da visão de uma garota e um garoto. Então, se leu e não entendeu, leia de novo ;)

Esse poema escrevi agora. E bem, creio que vão entender o que ele significa.
Afinal, a vida é uma grande festa.

Alguns fazem parte dela, outros não.





Mulheres

30 08 2009

Andei por aqui e por ali e me deparei com um pensamento que sempre tive, claro, mas nunca o encarei.
Minha fascinação pelo feminino.
Ah! Aposto que algumas mentes pensarão que sou homossexual e eu digo: Não sou.
Se fosse, falaria. Eu não vejo problemas em ser e assumir que é.
Mas não vejo beleza no masculino… Não vejo graça nos homens em geral, eles não me atraem como as mulheres me atraem. Fico fascinado pelo jeito como elas podem mudar o clima do ambiente ambiente apenas com a sua presença. Sua doçura e gentileza são uma luz no mundo negro e chuvoso.
Sempre admirei as mulheres, por muitos motivos. Vide o exemplo da minha mãe, mesmo cheia de problemas não desiste e ainda permanece de pé, não diria inabalável (essa á uma palavra masculina demais pra situação) mas serena. Eu teria me desesperado. Eu me desesperei. “Como ela pode ficar tão calma!?”
Hahaha… Eh…
Sou apaixonado pelas mulheres, e quem me conhece sabe que isso é verdade.
E vi um poema hoje que me deu vontade de escrever um poema sobre isso.
E assim o fiz.

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Mulher

Rafael Rabelo

A mulher caminha, distante
E eu, figura infante
admiro o jeito que caminha
Suave, belo e com rima

Ela sorri e eu delíro
Um sorriso que merece
De todo o mundo, os lírios
Que sorriso será esse!?

Ah, Mulher, não faça isso!
Assim, ajeitando o cabelo
E olhando pro céu, eu morro
E se me esboça um riso…

Se ela suspira, não resisto
É brisa, é perfume, é baton
Na idéia que tenho, persisto
Preciso pinta-la, escreve-la

Se ela ri, se ela chora
Se briga, se me ignora
Ela é bela
porque é ela

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Eu sei que as mocinhas não gostam disso. Moças não gostam de ser idealizadas. E eu nem demonstro isso mais pras mulheres que eu conheço. Mas eu sou assim, na minha alma, romantico e idealizador por natureza.
Mas me expressei mal, claro que gostam de ser elogiadas e divinificadas, mas não ficam com quem faz isso. Não.
Os caras de bombons e rosas na mão ficam sozinhos.
(Por isso nem faço mais essas coisas)





A Dançarina do Ventre

3 08 2009

A Dançarina do Ventre

Rafael Rabelo

De repente, um movimento
Emergido da dançarina.
As mãos desenhando no vento
como serpentes em grega arena.

E o corpo todo cria vida
cada passe, uma magia.
O ventre liso ondeia,
e os olhos firmes de sombra
os observadores enfeitiça.

A música é meramente decorativa.
Teu corpo é o instrumento,
a melodia vinha do movimento
de seu brinquedo que era o vento
Do tilintar suave de sua fantasia.

Não mais somente uma mulher
e sim uma orquestra de mãos,
braços,
ventre,
cintura e pernas.
E cada parte dela dançava
em uma coreografia surreal sincronizada.

Os olhos nem ao menos acompanham-na.
Só coração acompanha seu ritmo
e a respiração de sua vontade estima,
o tilintar da roupa o som predomina.

O corpo em posições impossíveis
em movimentos improváveis,
formando ângulos obtusos incríveis
que delirava as mentes menos críveis.

E como tudo começou, parou.
os movimentos cessaram com a música
e da dançarina e seus movimentos
restaram só versos e sentimentos.

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Em homenagem às lindas dançarinas do ventre, em especial minha amiga Sial, que me chama quando tem eventos onde ela dança.





Desencontro

13 07 2009

Desencontro palavras pra descrever
Pois não é como se eu não as tivesse
E sim como se me fugissem

Desencontro o amor, do mesmo modo.
Ali, sempre à espreita, mas nunca comigo

Desencontro os dias da minha vida
Desencontro o tempo todo, as horas e minutos

Desencontro o riso do meu rosto
Se o vejo, é forçado e sem graça

Desencontro minha fome, meu silêncio…
Desencontro tudo que eu tenho, mas me escapa.

Desencontro momentos, também
Sempre um momento cedo ou tarde demais

A vida pra mim é um grande desencontrar
de abraços e olhares perdidos.

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Se, por acaso, encontrarem um monstro andando cabisbaixo pela rua em um dia nublado de chuva, catando músicas anos 80 e 90, e que todos ignoram… Tenha certeza de que sou eu.