Eu jamais serei tão bom quanto vocês, afinal, eu sempre terei meu pé na escuridão e essa mancha no meu passado. Mas quer saber? Vocês também jamais serão tão bons quanto eu. Não verão as coisas como eu vejo, nem serão capaz do que eu sou capaz, de se entregar por completo a um ideal no qual ninguém mais acredita. Fazer o que ninguém mais faz.
Vocês são um bom par de Príncipe e Princesa. Eu sou um ótimo monstro.
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Um ótimo monstro
Medieval
Nunca escondi, nem nunca esconderei, minha admiração pelos romances medievais. Pelas histórias de dragões, pelos castelos, pelas espadas. O primeiro livro que li, As Batalhas do Castelo, de Domingos Pellegrini, inunda meus pensamentos até hoje. Era mais honrado um homem viver pela sua espada e a vida mais dificil nos tornava talvez não melhores, mas mais merecedores.
Não atoa, hoje nos sentimos vazios e débeis, sem rumo, não existem mais obrigações que sejam necessarias para que sobrivevamos. Até as guerras eram melhores, os homens se olharam nos olhos antes de morrer defendendo ou atacando para sobreviver, era preciso ser forte pra puxar um arco, se enfrentava o inverno com relativamente pouca roupa e comiam comida que podiam, mesmo suja, mesmo estragada – passar mal era melhor que morrer de fome.
Sei que talvez seja errado pensar assim, mas o ser humano é melhor quando está próximo da miséria e da ruína, pois é quando se esforça e quando brilha, quando tem coragem, ou então morre.
Não acho que as pessoas deveriam morrer, mas talvez nos lembrar que a morte existe e está sempre tão próxima que podemos ouvir sua respiração no silêncio, para que nos faça aproveitar melhor a vida.
No escuro
Eu fiquei ali, no meu quarto, encolhido e com medo.
Medo sim, sempre tive muito medo.
Fiquei imaginando se ela não ia me abandonar, se ela não ia me trocar, se ela não ia deixar de me amar. Fiquei pensando centenas de coisas e entrei naquele velho redemoinho de emoções que eu conhecia tão bem.
Eu disse umas coisas bem horríveis, é verdade. Fui sincero como não se deve ser, como diz uma certa música.
E eu estava sendo punido por isso.
Eu estava tão arrependido e tão terrívelmente assustado esses dias, tão paranóico com o fato de que ela talvez me largasse que eu já considerava isso por só, uma bela punição, e olhe que eu estou acostumado a me punir.
Nunca me senti tão arrependido de algo, de ter dito tais palavras. Palavras horríveis pra se dizer e toda vez que eu revejo a conversa eu choro incontrolávelmente, mas estar sozinho num quarto escuro é imensamente pior. Uma mistura de insônia e culpa e dor que daria um bom drink se fosse servida gelada.
É aquela sensação conhecida já, de que eu me traío e me saboto em tudo o que eu faço, sempre me destruindo no último momento.
O jeito é dar um suspiro longo e esperar os meus fantasmas se aquietarem e torcer pra que eles não acordem meu demônio interior, por que se isso acontecer então não terei sussego por um bom tempo.
Abandonar
Desmerecedor do sorriso de qualquer pessoa, ele seguiu seu rumo. Não era algo pessoal, as coisas não chegavam a esse nível de intimidade há muito tempo, era simplesmente inevitável. Era óbvio que era assim que as coisas deveriam ser.
Ele abandonava as pessoas, ou ela as abandonaria.
Não que elas fugissem dele, como ele fugia delas, não… Longe disso. Algumas sentiam verdadeira amizade por ele, verdadeiro carinho, mas o abandonavam.
Abandonavam por que carinho e amizade não eram as coisas que ele queria, vejam bem: amigos eles já tinha DEMAIS.
Ele queria algo diferente, novo, e ao suprir somente essa amizade por ele, caiam na mesmice e no comum e o abandonavam.
Claro que a grande maioria simplesmente jamais o procurava de novo. Esses o abandonavam no sentido mais literal.
Para evitar que o abandonassem, em qualquer sentido que fosse, ele ia embora.
Quem visse do jeito que é agora, jamais diria como ele já tinha sido um dia. Praticamente viva dos outros, se alimentando da conexão que se formava quando se conheciam e se nutrindo de cada palavra, sorriso e gesto de carinho. Mas então o abandonavam, o jogavam às traças da continuidade da vida.
Ele queria formar um laço e nele permanecer pra sempre, mas era contra o espirito de sua época, forjado de relações superficiais e sem sentido, cheio de “Olá! tudo bem? Tudo bem comigo também. Novidades? Não tenho nenhuma também.”
Ele partia para evitar que suas relações chegassem ao poço da estagnação, que do seu ponto de vista era quando o abandonavam.
Abandonava para não ser abandonado.
Claro que ele pensava nas pessoas que talvez, somente talvez, não o abandoriam.
Pensava demais nelas, e era elas que faziam ele continuar seguindo seu rumo.
Um dia, em seu sonho, ele encontraria alguém que se recusaria a ser abandonado. Alguém que lutaria por sua presença e por seus laços.
E somente essa pessoa valeria todos os que ele havia deixado pra trás. E valeria mesmo.
O Cavaleiro Sombrio
O Cavaleiro chegou à cidade envolto em trevas e em mistérios, pois ninguém nunca antes o havia visto ou ouvido falar de tal figura. Soturnamente ganhou as ruas, de andar vagoroso e arrastado, iluminado somente pelo luar pálido de uma noite morna e que trazia promessas de chuvas, e a escuridão não parecia incomodá-lo. Pelo contrário: Era como se estivesse confortável com ela.
Permaneceu nas sombras enquanto os que caminhavam pelo -já não tão movimentado- centro da cidade o evitavam como se fosse um demônio, e talvez fosse.
Sua veste pesada, meio metálica, meia de couro, as vezes produzia um rangido alto e logo desaparecia como uma máquina velha que tinha vontade própria, e seus longos cabelos pretos lhe davam um ar realmente maligno. Ninguém ousou falar com ele e todos se afastavam. Ninguém ousou olhar em seus olhos. Logo, como era de se esperar, desapareceu.
Foi visto várias vezes durante as noites seguintes e logo se espalhou o boato de um fantasma ou espírito amaldiçoado de um cavaleiro morto passeando pelas ruas mais suspeitas da cidade. O que ele queria ali? O que procurava? E mais importante, por que ‘aquela’ cidade? Simples, por que era a única.
Aquela era a única cidade que havia, o resto não passava de vilarejos espalhados e salpicados, resultados de uma tentativa do povo de restaurar a dignidade, afinal, aquela cidade havia “morrido”. Deve ter sido por isso que apesar do medo ninguém daquela cidade havia feito algo com relação àquele cavaleiro, afinal, o que é um fantasma para uma cidade morta?
Combinava com o castelo cadavérico em ruinas que dominava o horizonte.
A noite cumpriu sua promessa, e choveu.
Aos sinais das primeiras gotas de chuva, o cavaleiro acordou em seu quarto quente e vestiu serena sua armadura e apanhou a espada já desgastada, seu corpo era magro, branco, pálido e com cicratrizes horrorosas que traçavam sua história ao longo dos anos. Tinha o odor característico daqueles que não tomam banho há vários dias.
Ele saiu do quarto não sem antes pôr três moedas no balcão, meio ocupado pelo gordo bêbado que era dono do hotel e roncova alto. Devia ser a única pessoa no reino que não se importaria com um hospede assim.
O cavaleiro foi para a rua, indiferente à chuva que tomava a cidade e apertou forte o cabo da espada. Ao som do primeiro rugido, ele já estava lá desferindo o primeiro golpe. A fera, que não poderia estar mais surpresa, cambaleou para trás tentando ver de onde veio o ataque mas não conseguiu, ficou confusa por três ou quatro segundos antes de ouvir o silvo da espada vindo por trás perfurando o corpo peito por trás. Meio-homem, meio-animal. Uma besta. Seu corpo já inerte caiu pra frente com um baque que foi abafado pela chuva e as arfadas foram interrompidas por sangue, até um último suspiro levar embora a vida daquele grande quase-animal. Se alguém pudesse ver de perto os olhos daquela criatura, se pudesse ver o momento em que perderam o brilho, se pudessem ver o alívio que eles expressavam…
O cavaleiro limpou a arma suja de sangue na capa e mas não a embainhou.
Vários uivos se seguiram, vindo de todos os lugares, acompanhados de vários passos pesados em poças de água.
O Cavaleiro se viu cercado.
Esboçou um sorriso leve e tirou o cabelo da frente dos olhos. Afinal, o cabelo sempre atrapalhava. Pensou que depois de hoje, poderia cortar o cabelo, mas se lembrou de uma valiosa lição: nunca fazer planos muito longos. Eles costumam ser inúteis pra ele.
Apaixonados
O importante é estar apaixonado. Diferente do que dizem os românticos, não necessáriamente por uma pessoa, mas por algo ou alguém que te dê uma satisfação indiscritível e aquela paz que poucos conhecem, e o resto das coisas não importam: Nem família, nem dinheiro, nem amigos, somente esta motivação apaixonante, esse – talvez – sonho maluco e doido que ninguém leva a sério ou aquela ideologia formada e indestrutível. Talvez seja algo mais simples como um trabalho ou um hobbie simplista.
Talvez seja pular de páraquedas.
É imprescindível que exista algo que você goste de fazer independente dos resultados, no qual você se divirta ao seu modo e que possa ser levado ao extremo! Sessões malucas de três trilogias de filmes em um único dia, madrugadas inteiras programando na frente de um computador, doses semi-mortais de música alta. Esse exagero, esse excesso, que ao final nos causa aquela fadiga e sensação de aproveitamento, aquela realização somente comparada ao orgasmo, que nos impede do fastio e do tédio.
Sem uma paixão na vida, para quê a vida?
Se há ao menos uma paixão nela, uma única que seja ínfima mas ainda uma paixão, então existe a possibilidade de vida digna, de ambição, de coragem, orgulho e vontade.
E se há, não uma, mas várias paixões? Isso sim é ser humano em toda a sua qualidade apaixonada.
Finais
Sempre fui fã de histórias e contos de todos os tipos, não importando a abordagem artística. Filmes, quadros, músicas, livros, toda arte conta uma história, revela um segredo simples mas que somente o artista pôde ver, como uma dor oculta do mundo de um quadro, como uma trama bem elaborada nas páginas de um livro. Se fossem bem feitas e escritas, melhor.
Mas como bom apreciador não da arte, mas da história que ela mostra e expressa, conta, eu tenho minha preferência ou gosto particular.
Toda história tem um começo, meio e fim, mesmo que não seja uma história cronológica ou particularmente clássica.
Se apresenta a idéia, ou a situação.
A desenvolve usando as impressões do criador.
Concluí-se algo.
Você pode, e provavelmente vai me questionar, mas se pensar bem nisso verá que tenho razão. Todas as produções artísticas tem essa lógica básica, faz parte do que entedemos por ‘produção’. Claro que você utilizar diversos estilos de expressão, figuras, linguagens, entre tantos outros artíficios para maquiar e deixar mais bela qualquer uma dessas três partes, mas meu gosto particularmente seco e árido, averso à maquiagens de qualquer tipo, se concentra em algo que na maioria das vezes as pessoas parecem ignorar – embora eu creia que o inconsciente delas preste bem atenção nisso.
O final. Alguns chamam de “a moral” da história ou a conclusão.
É ele e quase que somente ele que eu espero e aguardo ansiosamente, tentando absorver o que eu puder pra que no final eu entenda e compreenda a mensagem completa, capture qualquer sinal ou simbolo que o artista quis passar. É o final que muda a minha vida, é ele que me convence ou não, é ele que é a parte que eu mais gosto numa história.
Se trata daquela emoção de que somos trazidos de volta à nossa realidade, aos nossos pensamentos, depois de imersos em uma mente alheia com idéias alheias, é o realinhamento da minha mente depois de absorver tanta coisa nova.
O filme pode ser ruim em sua idéia inicial, pode ser de um desenvolvimento medíocre e modesto, mas se o final for verdadeiramente denso eu sentirei falta da história, assim como se o final for fraco, não importa o que aconteça, o filme só será uma decepção pra mim.
Digo com segurança que o final diz tudo da história, e além dela.
Ultrapassado
Eu descobri esses dias, o meu terror.
Vejam bem, eu adoro histórias de terror clássico, com vampiros, múmias, o sangue escorrendo, a dor agonizante.
Eu tolero quase todos os tipos de histórias.
Eu amo histórias, vocês perceberam no meu novo blog que o trovador nasceu de uma história.
Acho histórias o que faz o ser humano ser capaz de aprender.
E terror me faz aprender sobre o obscuro da mente humana.
Sim, aquela ladainha sobre cada história tem sua moral.
Cada história ensina algo. É um fato, histórias são uma maneira de passar sabedoria.
Quase TODAS as histórias, pornograficas, moralmente dúvidosas, de terror, de comédia, todas elas ensinam algo, passam algo.
E eu tento aprender com todas elas…
Mas me deparei com uma história onde não há escapatória. Não há o que aprender, é uma situação que você simplesmente aceita, ou da qual se foge. É a que você se torna ultrapassado em um quisito. Mtas pessoas dirão “Há como você se atualizar”, mas não em tudo.
Há certas coisas que são suas, caracteristicas da sua personalidade e como, eu pergunto, como se atualizar em algo que torna você o que você é?
Não há o que ser feito.
Esse tipo de história simplesmente não deveria existir.
Mas se pensarmos bem, há exemplos muito práticos.
Quantos garotos não são dispensados por não terem auto-confiança, por não beijarem tão bem, ou simplesmente não serem tão bonitos e cativantes quanto o seu rival?
As vezes, até por não serem tão apaixonados quanto ele, talvez?
E em uma situação onde um dos pares é forçado a se relacionar com o rival, essa qualidade muito maior do que a de seu atual namorado vai se sobressair.
O tipo “eu te amo por que você é carinhoso” e um dia ela encontra um cara MAIS carinhoso, e então, o que acontece?
O medo de ficar ultrapassado, dessa impotencia, é terrivel.
Eu nem sei o que fazer.
Estradas
As estradas são mundos de movimento
São arvores que correm, placas que passam
São acidentes fatais no cruzamento da vida.
Estradas são transições,
onde tudo muda rápido, num piscar de olhos
Micro-relações são feitas e desfeitas em um carro fechado
Uma existência inteira em poucos segundos.
Um amor nasce em um sorriso, se esvai em um rosto virado
Entre desconhecidos no mesmo ônibus intermunicipal.
Estradas são descolocamentos, são passageiras, mesmo que eternas.
Nelas mesmo o mais insensivel dos seres sente o tempo passar,
Sente o peso do arrastar do tempo.
Estradas são mundos entre mundos.
O que você prefere
Rafael Rabelo
Acredite em mim quando eu digo que te entendo. Eu tenho aquela consciência de gente sensível e o pensamento dos homens cafajestes, então acredite em mim quando digo que te entendo, porque é verdade.
Você fica aí, fazendo pose, esperando um cara especial enquanto torce pra que qualquer um apareça e te roube, te deixe sem ar e sem saber o que fazer. Toda essa sua fachada de misteriosa, essa pompa de impossível, esse seu jeito de somos apenas amigos, há, isso não me engana.
No fundo você é carente de sexo e de paixão, e toda essa sua melação romantica não passa de uma desculpa pro seu medo se tornar justificado. No fundo no fundo, você gosta mesmo é o gosto amargo de quem não fica de frescuras sentimentais.
Você prefere é aquele cara maneiro, com bom gosto pra música e pras coisas boas da vida, barba por fazer e um jeito suave de fazer as meninas sofrerem.
Esses monstros em pele de cordeiro, que eu sei que você secretamente ama e deseja.
Não os príncipes, esses você não ama, nem amaria nunca aquele jeito afetado, frescurento do tipo “eu vivo só pra você”, eu sei que na verdade você acha esse tipo fraco e frágil, e que você quer mesmo é um cara pra te tirar das mesmices do dia a dia, pra te levar nas festas nos lugares mais suspeitos, pra te contradizer e te negar uma, duas, mas não três vezes.
Gente que concorda com a gente em tudo é tão chato e maçante, não é? Eu sei que você vai negar isso dizendo que “não, não é assim tão simples” ou que as coisas são mais complicadas. Toda essa ladainha de gente tentando fugir.
Mas eu sei a verdade, por que olho nos seus olhos e não vejo nenhuma deusa, astro ou qualquer outra coisa além de uma mulher, que por sinal, quer estar viva e quer mais do que tudo no mundo se libertar de toda essa hipocrisia desse cotidiano barato, mas não consegue fazer isso sozinha pois machuca e só um monstro pra te ferir assim, com você implorando pra parar porque dói. No começo sempre dói, não é? Choramos no primeiro folego de vida, no primeiro amor, na primeira vez… É sempre doloroso o começo de qualquer mudança séria.
Mas depois melhora e você se sente livre com aquele cara mal-encarado, mas que no fundo, bem no fundo, você sabe que é gente boa. Se essa fuga puder ser numa harley devidson, melhor.
E não me olhe assim.
Eu disse que entendia.
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Ok, esse post é o de semana passada, só tava muito ocupado pra terminar de revisar… Um texto bem egocentrico e tudo mais. Com cara de eu sei de tudo, mas eu gostaria de lembrar que EU NÃO SOU O QUE EU ESCREVO, portanto critiquem o texto, mas não me critiquem. É ficção (ou mais estranho que ela). ![]()
Vou aproveitar e desabafar um pouco sobre a vida.
Ultimamente tem faltado sentido nas coisas, não que elas precisem, mas sem sentido a vida fica descontrolada e fatal. Eu já nem sei mais o pensar da vida na verdade, por quê ela é irônica demais. Uma hora ela te dá uma festa, na outra você está sozinho, na chuva, no frio.
Talvez o culpado seja eu, que mudei mais drasticamente que o clima. Dificil dizer, e é isso que eu quero dizer. Tá dificil dizer qualquer coisa hoje em dia. Eu já nem sei mais o que pensar… E nisso quem sofre é a minha literatura, que acaba sendo bombardeada por influências pra suprir minhas faltas.
E sabe? Eu realmente não sei o que falta!
No fundo no fundo, acho que é a velha solidão da minha vida tornando-se mais destacada devido a minha atual falta de propósito, e o resto sou eu dando voltas nos meus pensamentos pra não ter que encarar a dura realidade. No final das contas, juro que voltei ao que eu era quando tinha 14.
O que é bom, na verdade.
Ou pelo menos eu espero que seja…