Arquivo da categoria: Poemas

A pequena flor

A flor é pequena e nova
Vagorosa, não tem pressa
Mas também não se demora
Tem seu tempo, sua hora
Rompe o bulbo e se flora

Lentamente espledorosa
Diminuta, não se apavora
Não há quem apresse a flor
Ainda é miuda agora
Luta, florzinha, luta!

De uma cor a outra, se supera
à pequena flor,  aquerela
Ganhando vida, se embeleza
Teu tamanho é tua  promessa
De serena doçura e ternura
Num mundo enorme de amargura.


Poesia d’Amore Perfetto

Princesa, princesa minha,
Doce amada e desejada.
Teu cabelo, minha barba
Teus olhos de mel lambusada.

Doce sorriso terno e gentil:
Tenra inocência infantil.
Minha pequena, meu tesouro
Meu amor e meu ouro.

Teu cavaleiro aqui jurado
pra lhe salvar de teus amargos medos
E proteger de teus receios.
Roubar teu coracao e enamorá-lo

Os dias com morangos gelados,
As noites com o calor abafado.
Os toques secretos, olhares roubados:
Segredos jamais revelados.

Minha confidente, minha sina
Pequena Princesa amada minha,
De terrível bravura determinada,
Cheia de raiva e furia, se provocada

De triste beleza tocada
Carente, desajeitada,
Deslocada: pelo mundo ignorada
Mas jamais por ele derrotada.

E no calor de teu forte espírito
Me encontro bem aquecido,
Nas noites de frio, desprotegido
Teu toque sincero está comigo.

Caminha comigo pela vida, princesa
Te protejo, e do mal te  resguardo,
Serena donzela para mim perfeita,
Senhora do meu triste coração quebrado,
Por ti conquistado e consertado.

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Claro, pra minha namorada linda que eu amo tanto, Lais Mastelari.
Faz muito tempo que não escrevo algo exclusivamente dedicado, ahco que quer dizer alguma coisa neh?
Ela fez mais do que me trazer do fundo do poço negro e úmido, ela cuidou de mim e me aceitou.
Me aceita.
Eh amor. 
E eu a amo mais do que tudo.


A Chuva



A chuva cai, fraca: sussurra,
Mas ninguém a escuta
Exceto uns poucos poetas
Que atentos, a perscrutam.

Serena, a chuva cai suavemente
Quando quer e porque quer
Não há ventos que a apressem
Nem Sol que a desperte.

Se deseja, brava, a chuva desagua
Em tempestade terrível.
Se apaixonada, ou pelo amor tocada
Em sereno, embala uma doce serenata

Não há liberdade maior do que na chuva
E em seus pingos que livres, voam, não caem.
A chuva arruina documentos e papeladas inuteis
E as responsabilidades diminuem
Na chuva nos libertamos de tudo.

A chuva limpa perfeitas  maquiagens
E frisa cabelos trabalhosamente chapados.
Desengoma golas, desfaz penteados
Somos nós mesmos na chuva
Suas gotas nos purificam, mostra o que nos é real

É na chuva que o mundo encontra vida
Que paisagens belas depois de uma garoa!
Que rio frondoso depois da torrente!
Que Mar lindo enquanto chove!

A chuva, minha amiga, limpa a alma
Encharca a mente e o corpo, e a terra
Foi na chuva que o primeiro homem
Se lavou a primeira vez, e nunca mais parou.

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Hey pessoas!

Primeiramente, esse poema é dedicado a minha grande amiga Natt. :D

Segundamente, acabei de voltar da praia, então nem sei o que tou fazendo direito. Postei pq tive vontade. Tou com notebook novo! Fodão, por sinal, mas nem tudo são flores… Problemas na faculdade me farão ficar lá um poquinho mais.

Terceiramente, não vou parar de publicar textos meus, embora como sempre eu faça experiencias malignas de estilos de escrita e temas diferentes. Nada muda, embora tudo tenha mudado :P

As resenhas vem como um adicional, histórias que embasam minhas histórias. Sandman, por exemplo. Ou Hellblazer. Ou Conde de Monte Cristo. Ou Legião Urbana. Ou V for Vendetta. Ou Drummond.
Todos são histórias que fazem parte de mim, em cada palavra que eu li. Faz sentido eu postar elas aqui, certo? Ainda mais nessa vibe minha de cult tecnologico…


O Monstro sem nome

Por Rafael Rabelo

Dentro de mim há um monstro,
Maligno e sádico, porém cativo.
Não permito que ele saia, o acorrento
E no escuro ele jaz, paciente…

Em momentos de fúria, ou indignação
O monstro se alimenta, se fortalece.
E sorridente, força a saída de sua prisão,
Mas não consegue, e aguarda…

Agora estou aqui, vendo TV,
Mas a programação é irrelevante
O que se passa na minha mente
É que é interessante.

A jaula e prisão do Monstro
Que vive dentro de mim
Se esvaiu em pó, porque permiti
E agora eu luto contra ele!

Minha gastrite me consome,
minha garganta queima,
meus olhos lacrimejam:
E ele vence.

Meu coração fraco, minha alma
Ferida. E meu espírito abalado.
Um sorriso, uma sensação nova.
Finalmente ser o que eu quiser.

Dentro de todos nós há um monstro,
algo que não queremos ser, que recusamos
Mas que faz parte de nós tanto quanto
Nosso coração, alma, espírito.

Estes monstros não possuem nomes
Não são vampiros, lobsomens ou múmias
Fantasmas, demônios ou mortos-vivos.
Somos nós,
Somente nós mesmos.

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Meio dark, não?
Quem me conhece entende bem esse poema… Mas, poucas pessoas me conhecem, então o que fazer? :P

Antes eu explicaria, hoje eu deixo o mistério…

Au revoir


A Poesia persiste

Rafael Rabelo

O mundo desmorona
E a moral das pessoas,
rapidamente desaparece.

Conceitos mudam
Verdades se transmutam
em mentiras condenáveis.

Mas a palavra não desiste
A poesia persiste
Além de todos os apesares.

Além das monstruosidades
e da cruel indiferença
A poesia existe.

Num mundo de errados,
de tortos e estragos
a palavra… Sobrevive.

.

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E eu fui no show do Teatro Mágico aqui nessa quinta feira. Eu diria que foi inspirador, pq foi mesmo. Mas fiquei numa bad depois, acho que perdi a capacidade de admirar coisas belas… Elas me fazem me sentir mal.

Enfim, uma expressão no show me inspirou pra esse poema e eu consegui salvar.
Afinal, apesar de tudo, a poesia prevalece.


Esfinge

Rafael Rabelo

Ela me ordena que a decifre
Seus olhos me fazem mistérios e charadas
Teus dentes rangem pra mim
Ela ameaça me devorar, se erro a resposta

Eu, sorrindo, me nego e finjo
Viro pro lado, acendo um cigarro
Olho para o horizonte
Admirando o sol que nasce

Sua boca se abre sobre mim
Eu não me mexo, só observo
Há, ela não me compreende!
E eu sou o mistério.

Ela hesita e pondera, indignada
Não me importo com a morte
Mas sei que se não respondo,
não me engano, e evito sua charada

Sentado numa rocha, espero
Tuas questões não me atingem
Teu mistério só afeta
A quem tenta decifrá-la.

Teu rugido, tuas ameaças
Tuas súplicas, teu medo
Que é a esfinge sem teu segredo?
Que segredo, se não o procuro?

Então, angustiada, ela chora
Ferida pela minha indiferença.
Sorrindo ainda, lhe pergunto:
Queres saber porquê teu mistério não me aflige?

Ansiosa ela diz que sim,
Animada e excitada pela expectativa
De compreender um segredo
Que não lhe pertence e não entende

E eu lhe segredo em seu ouvido
“Não é a resposta que me importa
e sim compreender a pergunta.”
E volto a olhar pro horizonte
Vendo o sol que morre…

Confusa, ela se desespera
Não compreende a pergunta
Não compreendeu a resposta
E eu,
Eu sou o mistério.

.

.

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E esse é o poema da semana…
\o/

Au revoir


Silêncio

Rafael Rabelo

Hey, escute o silêncio
Preste bem atenção nele,
Sempre querendo dizer algo
Sussurrando em nossos ouvidos
A canção do mundo antigo.

É no silêncio que encontro paz,
É de silêncio que tudo precisa:
Quietude, tranquilidade.
O coração pede o silêncio,
Implora o silêncio!

Mas o mundo corre e grita
Ignorando toda a súplica silênciosa!
Mas ninguém percebe,
Poucos param  e escutam!

O silêncio é onde a alma se expressa
É onde os olhos se cruzam,
Onde nasce o amor
E foi no silêncio
que surgiu o mundo.

Shiiiuu…

.

.

.

Ahá, um poema simples mas cheio de significados.

Pq a gente PRECISA de silêncio, mas não entende isso.

Bom, noticias fesquinhas.
Duas.

A primeira é que coloquei no ar um blog que tava pensando em criar faz TEEEEMPO.

*

É um fato que textos de cunho literário, como os meus, atraem pouca atenção. E eu conheço váárias pessoas como eu, que publicam textos seus, muito bons inclusive, mas que tem poucos visitantes assiduos no blog. Alguns amigos e talz, mas nunca é muita coisa. Minha idéia seria juntar esses escritores que eu conheço em um blog único, assim, os amigos de todos veriam todos os textos e toda aquela coisa de ‘unidos somos mais fortes’. É triste as vezes publicar sozinho em um blog.

Então criei um blog aqui no wordpress mesmo que chamei de SemCausa. Porquê, eu não sei.

Acho que foi pq eu não acredito em algo Sem Causa, tornando o nome uma validação dele mesmo. Não há causa para o nome SemCausa, mas nem tenho certeza se foi por isso. Enfim, os escritores que eu conheço em breve receberão meu convite. :D

Aguardem, em breve vai ter uma estréia só dele.

*

A segunda e não menos importante é que eu criei um blog sobre tecnologia!
Não comecei a postar, nem sei quando vou postar, mas tá lá, com posts rascunhados e tudo mais.
Chama Tecnologia Marciana, e eu vou explicar no about dele o porquê desse nome. XD

Vai ter informações bem úteis pra quem usa tecnologia diariamente, ou seja, todo mundo desses anos 10.

*

E isso é tudo pessoal.
“Falei, mas não disse nada”.


Metade

Por Rafael Rabelo

Meio copo de conhaque
à meia-luz na meia-noite.
E só um meio em mente:
O meio do caminho.

Fumando meio cigarro
Os olhos semicerrados
Instigando a escuridão
Um gole, outro e mais um
Uma tragada, duas.

Esperando um tempo de meia-vida
Pra se reduzir à metade, novamente.
Imaginando uma maneira… um meio!
Mas não há meio-termos
E não se pode existir pela metade

Novamente, meio bêbado.
A meia alma, entopercida!
E a penumbra se aproxima,
Serena e envolvente, trazendo
Meios mistérios, meias lembraças

E meio acordo, meio durmo
Sonho meio sonhos
Sozinho, visto minhas meias
Mais morto do que vivo.

E no caminho da cama, me percebo
Sempre me falta algo que procuro
Achando só uma metade de tudo.
Mas talvez, de metade em metade
Eu enfim, me torne inteiro.

Me encolho na cama, falando sozinho
Quando o sono chega, úmido de lágrimas
Sonho que , num mundo de sempre metades
O meio é o inteiro.

.

.

.

Nah, eu sei que eu tinha postadoo comecinho de outra crônica, que inclusive a poetriz compartilhou no Google Reader (e eu meio que agradeço por isso :P )

Mas foi sem querer, precisava revisar aquele texto e encaixar no mesmo contexto das outras crônicas e contos, que por sinal, fazem mais sentido juntas, se ainda não repararam.

De qlqr forma, ele será o proximo aqui, muito provavelmente xD
Tenho tanto texto pra revisar o.o

Abraços o/


Do que poderia ser e não foi

Rafael Rabelo

E no fim, você foi como as outras
Me deixando a saudade e a vontade
Dos tempos que não passamos juntos,
Das coisas que não fizemos nem a metade.

Você não que se permite ser amada e amar
Sempre se escondendo atrás de desculpas
E medos de coisas bizarras, ultrapssadas.

Assim, eu uso minha máscara para sorrir
Todas as vezes que eu sinto dor
Só uma pessoa sabe que eu sofro,
Mas não é mais você, e poderia ser.

É a saudade daquela voz que eu nunca ouvi
Sinto falta do toque suave do seu cabelo
Que nunca me permitiu sentir e nem permitirá
De ver sua força crescer, de poder te cuidar e abraçar.

Sofrendo pelo que não foi, mas que poderia ter sido
Pelas risadas e carícias, pelas belas palavras não ditas
E segredos não trocados à luz de velas na meia-noite

E das risadas que nunca trocamos juntos.

Mas principalmente, sofrendo
Pelo gosto do beijo, quase proibido
Como veneno escorrendo de nossos lábios,
Que nunca trocaremos.

.

.

.

Atrasado, mas antes tarde do que nunca.
E as pessoas vão olhar e dizer: Ohh, romantico!

Eu vou olhar com desprezo e dizer: Há. Claro. É o que eu me permito publicar aqui. Afinal, se eu publica as coisas pesadas mesmo, as coisas realmente inspiradas que eu ando escrevendo, bem, o que vocês iriam pensar de mim?

Que sou alguma espécie de monstro, com certeza. [;

Verei se hoje ainda começo a editar o layout daqui, pra ficar mais bunitinho. Tá mto branco. :P

Engrado! Pq eu ando tão dark… xD

Au revoir!


A idéia

por Rafael Rabelo

Eu corro, mas ela me persegue,
Me escondo, mas é inutil.
Ela me encontra, me acha
Me descobre.

Eu me desdobro pra fugir de novo,
Por vielas, passagens secretas
Mas ela está sempre atrás no corredor
Ou a frente, na esquina.

de repente, estou encurralado!
E ela se aproxima, lentamente
Mas esta é a minha mente!
E eu ordeno, se desfaça a luz!

E na escuridão, ela brilha!
Seu terror me ilumina.
Por fim, eu aceito meu destino
E ela me devora por inteiro.

Quando acordo, há um poema
A ser escrito, ou história a ser
Resenhada.
E a idéia me consome.

.

.

.

O governo mandou asfaltar a rua do lado de casa. Era uma rua de terra, irregular, e ainda tinha um enorme buraco no meio, e era preciso mesmo asfalta-la. O curioso é que, por não ter asfalto, muitas casas não tinham calçada já que ela seria inutil e provalmente se desfaria em alguma erosão do solo da rua. Agora, todas as casas tem calçada. E algumas bem, mas bem bonitas, mesmo.
E algumas casas estão pintadas e com ares de novas.
Imagino que por dentro, elas todas estejam um pouco mais bonitas e radiantes.
Há mudas de árvores em frente a cada uma delas, sem falta.
A praça que ficava ali, ao lado dessa rua, agora está bem cuidada e tenho certeza que haverão flores na primavera, em seus canteiros.
É ou não é uma beleza?


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