Arquivo da categoria: Dedicatórias

Poesia d’Amore Perfetto

Princesa, princesa minha,
Doce amada e desejada.
Teu cabelo, minha barba
Teus olhos de mel lambusada.

Doce sorriso terno e gentil:
Tenra inocência infantil.
Minha pequena, meu tesouro
Meu amor e meu ouro.

Teu cavaleiro aqui jurado
pra lhe salvar de teus amargos medos
E proteger de teus receios.
Roubar teu coracao e enamorá-lo

Os dias com morangos gelados,
As noites com o calor abafado.
Os toques secretos, olhares roubados:
Segredos jamais revelados.

Minha confidente, minha sina
Pequena Princesa amada minha,
De terrível bravura determinada,
Cheia de raiva e furia, se provocada

De triste beleza tocada
Carente, desajeitada,
Deslocada: pelo mundo ignorada
Mas jamais por ele derrotada.

E no calor de teu forte espírito
Me encontro bem aquecido,
Nas noites de frio, desprotegido
Teu toque sincero está comigo.

Caminha comigo pela vida, princesa
Te protejo, e do mal te  resguardo,
Serena donzela para mim perfeita,
Senhora do meu triste coração quebrado,
Por ti conquistado e consertado.

.

.

.

Claro, pra minha namorada linda que eu amo tanto, Lais Mastelari.
Faz muito tempo que não escrevo algo exclusivamente dedicado, ahco que quer dizer alguma coisa neh?
Ela fez mais do que me trazer do fundo do poço negro e úmido, ela cuidou de mim e me aceitou.
Me aceita.
Eh amor. 
E eu a amo mais do que tudo.


Perfume

Seu cheiro é tão bom, ela disse
É o perfume, ele respondeu.
Não, mas tem alguma coisa sua nele.

E o mundo dos cheiros nunca mais foi o mesmo pra nenhum dos dois.

.

.

.

Roubei a frase da minha namorada e coloquei ela numa situação mais poética. Mas o crédito é todo dela. ^^


Amantes

Houve no mundo, algum dia
Duas pessoas solitárias, saudosas
De amor jamais correspondido

Sozinhas, enfretavam o frio do mundo
Juntos caminhavam separados
Trilhando caminhos paralelos
Se encontrando somente no infinito.

Sentiam-se incompletos
Na busca de um Graal mais mítico
De verdadeira compania.
Porém, seus quartos eram celas,
Teus livro, masmorras,
E tudo os prendia.

No entanto, o destino,
Apesar de trágico fim à ambos
Ter destinado, comovido,
desfez o seu trato com a morte
E num impulso, uniu-os,
Garoto e garota,
De corações machucados,
Olhos vermelhos molhados

Distantes, se reconheram
Evasivos, se aproximaram
Hesitantes, se beijaram
E num rodopio, se apaixonaram

Se bebiam um no beijo do outro
Sedentos e famintos
Como quem nunca havia comido
Dançavam, sorriam, amavam
Eram eles sendo todo o conjunto
E a falta era o suplicio

A cama de um, sem o outro,
era maior que o mundo:
A ausência doía e machucava,
era o constante ranger de dentes.
Por isso se buscavam sempre
Um toque, um beliscão, um carinho

Mas o coração agora, leve
Aereo, sereno, vibrante
Não mais preso, não mais distante

Não mais amar ou ser amados
E sim, amantes.

.

.

.

E isso é só um prelúdio. :)


Aniversário

Esse é um dia especial.

Não por que é aniversário de alguém importante… Isso por si só não mereceria um post exclusivo ^^

A questão é que ontem (dia 24) foi aniversário de uma pessoa muito importante pra mim. Minha amiga Mare é Gaucha, atriz, musa inspiradora desse poeta frustrado que vos fala, e também já me ajudou muito em vários momentos da minha vida. Ela escreve no blog noconto.blogspot.com. Sou fã número 1 dela, por isso quando ela for atriz famosa, fundarei um fã clube, a idéia é registrada em cartório então nem adianta tentar me passar a perna.

A outra parte da questão é que amanhã (dia 26) é aniversário da Canela, mui amiga minha. A Canela… Ela é muito especial também. Ela já foi uma musa inspiradora de um poema só dela, muito bom por sinal. Ela me deu presentes que eu guardo com carinho e cuidado.
Ela também me ajudou em momentos dificeis e complicados da minha vida, e apesar de não conversamos faz muito tempo, ainda tenho imenso carinho e amor por ela. Ela escreve no blog jasmimcanela.blogspot.com.

Como eu disse, o aniversário de alguém importante não valeria um post off exclusivo. Mas dois aniversários? Ahh, vale bem mais do que isso.


A Chuva



A chuva cai, fraca: sussurra,
Mas ninguém a escuta
Exceto uns poucos poetas
Que atentos, a perscrutam.

Serena, a chuva cai suavemente
Quando quer e porque quer
Não há ventos que a apressem
Nem Sol que a desperte.

Se deseja, brava, a chuva desagua
Em tempestade terrível.
Se apaixonada, ou pelo amor tocada
Em sereno, embala uma doce serenata

Não há liberdade maior do que na chuva
E em seus pingos que livres, voam, não caem.
A chuva arruina documentos e papeladas inuteis
E as responsabilidades diminuem
Na chuva nos libertamos de tudo.

A chuva limpa perfeitas  maquiagens
E frisa cabelos trabalhosamente chapados.
Desengoma golas, desfaz penteados
Somos nós mesmos na chuva
Suas gotas nos purificam, mostra o que nos é real

É na chuva que o mundo encontra vida
Que paisagens belas depois de uma garoa!
Que rio frondoso depois da torrente!
Que Mar lindo enquanto chove!

A chuva, minha amiga, limpa a alma
Encharca a mente e o corpo, e a terra
Foi na chuva que o primeiro homem
Se lavou a primeira vez, e nunca mais parou.

.

.

.

Hey pessoas!

Primeiramente, esse poema é dedicado a minha grande amiga Natt. :D

Segundamente, acabei de voltar da praia, então nem sei o que tou fazendo direito. Postei pq tive vontade. Tou com notebook novo! Fodão, por sinal, mas nem tudo são flores… Problemas na faculdade me farão ficar lá um poquinho mais.

Terceiramente, não vou parar de publicar textos meus, embora como sempre eu faça experiencias malignas de estilos de escrita e temas diferentes. Nada muda, embora tudo tenha mudado :P

As resenhas vem como um adicional, histórias que embasam minhas histórias. Sandman, por exemplo. Ou Hellblazer. Ou Conde de Monte Cristo. Ou Legião Urbana. Ou V for Vendetta. Ou Drummond.
Todos são histórias que fazem parte de mim, em cada palavra que eu li. Faz sentido eu postar elas aqui, certo? Ainda mais nessa vibe minha de cult tecnologico…


Dueto da Lua e do Mar

Luar Submerso

Aline Erba

Mar negro e reluzente,
Ora sólido, ora profundo;
Ora manso, ora arisco.
Não sei, não sei se és pintura ou se és rabisco.

Mar, mar querido,
que há em teus abismos?
Se dor ou contentamento,
Não sei, não sei se há júbilo ou tormento.

Mar longínquo, acaso entende?
O brilho meu, que espelho te faz
A beleza à noite traz
E o amor que deveras sente,
a distância não desfaz.

Mar, mar amigo,
Perdoa esse brilho, que em ti borrão se faz.
Se o dia dissipa a neblina e me afasta do teu cais;
Mesmo em face do encanto noturno, a distância é algo mais;
Mais forte que a luz que me mostras onde estais.

Mar imenso e distinto,
Já não sigo meu instinto, de banhar a toda a Terra.
Em outros mares e outras caravelas, outros navios e outras velas;
é onde meu mistério se revela.

Mar, mar sofrido,
da solidão fiel amigo, e pelas sombras, acolhido.
E o frio silêncio do amor submergido,
Faz calar meu canto em teu pranto contido.

Mar doce e sereno,
Que o sentir tornou veneno.
Perdoa se não trago teu alento.
Tu, que sempre tão atento, não faz jus o sofrimento.
Segue o dia, segue o vento;
Segue a luz, segue o tempo;
E cegue a dor;
cegue o tormento.

Mar, mar divino,
que tanto crê no destino,
crê também no impensável infinito,
que surpresas traga a teu auxilio.
E te alegre o exílio,
da âncora que levantas; princípio do retiro.

Mar negro e reluzente,
Já não te infiltram os raios meus,
e em tua sólida superfície se reflete o adeus.
Um adeus na brisa fria,
na noite que se finda, a te trazer um novo dia.

(12/04/2007)

.

.

.

Maré Luarenta

Rafael Rabelo

Luar belo e resplandecente,
Ora marcante, ora ausente ;
ora firme, ora suave.
Não sei se és música ou se és poesia.

Lua, lua majestosa
O que há em teu infinito céu?
É certeza, ou é dúvida,
Não sei se é a fé de uma sacerdotisa ou a sagacidade de uma cientista.

Lua distante, por acaso não vê?
Que teu brilho brinca comigo
E a beleza da noite é você quem traz
Vai e inspire o rapaz,
que diversos versos à sua amada faz.

Lua, lua amada,
Perdoa a minha maré, que faz ondas pra te alcançar.
E na terrivel busca por ti, vítimas se fazem por mim;
Talvez se cada gota de mim se elevar aos céus, eu te alcance;
E se eu der tudo de mim e você não me amar, como suspeito que não ama.

Lua misteriosa e linda,
Eu não tenho mais ego, o de ser grande e imponente.
Teu Luar suave, que o mais corajoso dos homens ruboriza
Me diminui, me afaga, como uma criança inocente.

Lua, lua acolhedora,
Companheira da música e da poesia.
Tem em ti um toque de tristeza,
Sei que duvidas, sei que chora escondida.

Lua tocante e poetisa,
Que diz “não poderia te amar”
Mas não diz que de fato não ama.
Tu, que em mim faz nascer o sorrir,
Vem me ver, escuta os sussuros do mar;
Não segue o tempo que sempre erra;
Caminha no horizonte;
Vem comigo ver o sol se pôr…

Lua, lua inspiradora,
Que não abandona seus versos,
Não abandone também seu Mar querido,
e desconfie do tempo, nosso inimigo
Que nos separa e enfrenta o Destino
Que tenta nos unir e vejo ser meu amigo

Luar belo e resplandecente,
acabam os ventos que me elevam,
e em tua superficie etérea posso ver a tristeza.
Um sorriso do mar, “até logo lua querida”,
na espera que se inicia, na dor de um longo dia.

(19/07/2007)

.

.

.

Para Aline, minha Lua.
Feliz aniversário! Que você seja muito muito muito feliz… E não se esqueça que já fui apaixonado por ti. ^^
“Eu não poderia te amar” foi o seu fora daquela vez.

Agora a explicação ao público: Aline é uma amiga poetisa de mui grande estima minha, por quem já fui apaixonado e pra quem escrevi a maioria dos poemas com tema “Lua”. Ela por sua vez retribuiu me chamando de Mar nesse poema e eu não pude deixar de responder o poema, como é devido.
Nunca ficamos juntos. Nem vamos ficar. Ela namora firme desd’aquela época.

O Destino é irônico, afinal, o Mar e a Lua nunca ficarão juntos.

Mas de certo, não paramos de nos chamar de Lua e Mar.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.