A Dançarina do Ventre

3 08 2009

A Dançarina do Ventre

Rafael Rabelo

De repente, um movimento
Emergido da dançarina.
As mãos desenhando no vento
como serpentes em grega arena.

E o corpo todo cria vida
cada passe, uma magia.
O ventre liso ondeia,
e os olhos firmes de sombra
os observadores enfeitiça.

A música é meramente decorativa.
Teu corpo é o instrumento,
a melodia vinha do movimento
de seu brinquedo que era o vento
Do tilintar suave de sua fantasia.

Não mais somente uma mulher
e sim uma orquestra de mãos,
braços,
ventre,
cintura e pernas.
E cada parte dela dançava
em uma coreografia surreal sincronizada.

Os olhos nem ao menos acompanham-na.
Só coração acompanha seu ritmo
e a respiração de sua vontade estima,
o tilintar da roupa o som predomina.

O corpo em posições impossíveis
em movimentos improváveis,
formando ângulos obtusos incríveis
que delirava as mentes menos críveis.

E como tudo começou, parou.
os movimentos cessaram com a música
e da dançarina e seus movimentos
restaram só versos e sentimentos.

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Em homenagem às lindas dançarinas do ventre, em especial minha amiga Sial, que me chama quando tem eventos onde ela dança.





Dueto da Lua e do Mar

24 01 2009

Luar Submerso

Aline Erba

Mar negro e reluzente,
Ora sólido, ora profundo;
Ora manso, ora arisco.
Não sei, não sei se és pintura ou se és rabisco.

Mar, mar querido,
que há em teus abismos?
Se dor ou contentamento,
Não sei, não sei se há júbilo ou tormento.

Mar longínquo, acaso entende?
O brilho meu, que espelho te faz
A beleza à noite traz
E o amor que deveras sente,
a distância não desfaz.

Mar, mar amigo,
Perdoa esse brilho, que em ti borrão se faz.
Se o dia dissipa a neblina e me afasta do teu cais;
Mesmo em face do encanto noturno, a distância é algo mais;
Mais forte que a luz que me mostras onde estais.

Mar imenso e distinto,
Já não sigo meu instinto, de banhar a toda a Terra.
Em outros mares e outras caravelas, outros navios e outras velas;
é onde meu mistério se revela.

Mar, mar sofrido,
da solidão fiel amigo, e pelas sombras, acolhido.
E o frio silêncio do amor submergido,
Faz calar meu canto em teu pranto contido.

Mar doce e sereno,
Que o sentir tornou veneno.
Perdoa se não trago teu alento.
Tu, que sempre tão atento, não faz jus o sofrimento.
Segue o dia, segue o vento;
Segue a luz, segue o tempo;
E cegue a dor;
cegue o tormento.

Mar, mar divino,
que tanto crê no destino,
crê também no impensável infinito,
que surpresas traga a teu auxilio.
E te alegre o exílio,
da âncora que levantas; princípio do retiro.

Mar negro e reluzente,
Já não te infiltram os raios meus,
e em tua sólida superfície se reflete o adeus.
Um adeus na brisa fria,
na noite que se finda, a te trazer um novo dia.

(12/04/2007)

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Maré Luarenta

Rafael Rabelo

Luar belo e resplandecente,
Ora marcante, ora ausente ;
ora firme, ora suave.
Não sei se és música ou se és poesia.

Lua, lua majestosa
O que há em teu infinito céu?
É certeza, ou é dúvida,
Não sei se é a fé de uma sacerdotisa ou a sagacidade de uma cientista.

Lua distante, por acaso não vê?
Que teu brilho brinca comigo
E a beleza da noite é você quem traz
Vai e inspire o rapaz,
que diversos versos à sua amada faz.

Lua, lua amada,
Perdoa a minha maré, que faz ondas pra te alcançar.
E na terrivel busca por ti, vítimas se fazem por mim;
Talvez se cada gota de mim se elevar aos céus, eu te alcance;
E se eu der tudo de mim e você não me amar, como suspeito que não ama.

Lua misteriosa e linda,
Eu não tenho mais ego, o de ser grande e imponente.
Teu Luar suave, que o mais corajoso dos homens ruboriza
Me diminui, me afaga, como uma criança inocente.

Lua, lua acolhedora,
Companheira da música e da poesia.
Tem em ti um toque de tristeza,
Sei que duvidas, sei que chora escondida.

Lua tocante e poetisa,
Que diz “não poderia te amar”
Mas não diz que de fato não ama.
Tu, que em mim faz nascer o sorrir,
Vem me ver, escuta os sussuros do mar;
Não segue o tempo que sempre erra;
Caminha no horizonte;
Vem comigo ver o sol se pôr…

Lua, lua inspiradora,
Que não abandona seus versos,
Não abandone também seu Mar querido,
e desconfie do tempo, nosso inimigo
Que nos separa e enfrenta o Destino
Que tenta nos unir e vejo ser meu amigo

Luar belo e resplandecente,
acabam os ventos que me elevam,
e em tua superficie etérea posso ver a tristeza.
Um sorriso do mar, “até logo lua querida”,
na espera que se inicia, na dor de um longo dia.

(19/07/2007)

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Para Aline, minha Lua.
Feliz aniversário! Que você seja muito muito muito feliz… E não se esqueça que já fui apaixonado por ti. ^^
“Eu não poderia te amar” foi o seu fora daquela vez.

Agora a explicação ao público: Aline é uma amiga poetisa de mui grande estima minha, por quem já fui apaixonado e pra quem escrevi a maioria dos poemas com tema “Lua”. Ela por sua vez retribuiu me chamando de Mar nesse poema e eu não pude deixar de responder o poema, como é devido.
Nunca ficamos juntos. Nem vamos ficar. Ela namora firme desd’aquela época.

O Destino é irônico, afinal, o Mar e a Lua nunca ficarão juntos.

Mas de certo, não paramos de nos chamar de Lua e Mar.





Ultima pra você.

23 09 2008

Little Red Hair

por Rafael Rabelo para Érica Ferreira Barros

Eu lembro, eu lembro
daquele dia de inverno
Lá estava você, linda:
sentada no banco de praça.
Noturna, você iluminava
com os cabelos ruivos
que eram fogo e me queimavam
a alma, o coração, o corpo

A primeira vez que te vi
eu lembro, eu lembro:
pequena e infinita
numa blusa cacharrel azul
iluminava a noite
mas ainda não me viu.

pela primeira vez: tremi
antes tão frio, me aqueci
e quando se virou e sorriu
reconheceu em mim o amigo
juro: morri e voltei.
Foi como ver um anjo
Apelido que depois lhe dei.
Eu lembro, eu lembro.

Lembro daquela noite
implanejada e vivant.
Perdi-me pelas ruas
enquanto nos guiava.
Não por incapacidade minha
mas por falta de atenção

Tinha eu me perdido mesmo antes
de sair daquela praça
agora tão por mim lembrada.
Me perdi naquele olhar castanho
e digo: nunca mais me encontrei

Leia-se em mim: cada verso é teu
É pra ti, presente meu.
E mesmo hoje nesses dias de sol
quando todos saem em baladas
eu escrevo poemas tentando me encontrar.

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Primeiro de tudo: Agradecimendo todo especial a Poetriz que me ajudou a construir esse poema.

Você não vai ler esse poema. Não vai ler esse por que não leu nenhum dos outros. Quero dizer, você já leu, por que lhe enviei… Mas aqui você não vai ler, não.

E então não vão mais haver poemas pra você aqui. Só pra quem merece. Só pra quem faz por merecer.

E você, mon anje, você não merece. Não merece nenhuma das minhas mal traçadas linhas… Mesmo que cada palavra escrita tenha sido pra ti, você não as merece. Você que reclama tanto de não ser valorizada… Você mesma não dá valor. Eu cansei das suas incoerencias. Como eu disse em outro poema:

“(…)

cata teus homens e me deixa
só solitário com meus amigos
que de tão distintos e íntimos
não sei onde terminam eles
e começam os meus eus.”





Saudade-Sentimento

10 09 2008

Rafael Rabelo

Saudade não se explica
nem se sente, realmente.
Saudade não tem favor
nem respeito, nem dor.
Saudade é um nada inteiro

A saudade é como amor
não se pode descrevê-la
nem há uma que iguale
a outra que se tenha
ou de outro que se saiba

Saudade é mais do que
falta, miss you ou perda
é perder-se procurando
algo nunca encontrado
talvez imaginado.

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Saudades de ti, Dani… :/

Feliz aniversário ma cheri! Muitos anos de vida, muitas felicidades!

Espero que um dia me expliques porque abandonou teu blog e sumiu destas bandas.





Meu Melhor Amigo.

27 08 2008

POEMA DAS SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

(Carlos Drummond de Andre em “Alguma Poesia”)

Ao desafio proposto pela Canela.

E deixo claro que é honra ter um poema de Drummond escolhido por mim em seu Blog, minha Doce Canela! E que o poema que escolho é o maior em sentidos, tanto pra mim quanto para Drummond, creio.

Beijos e teadoro (parafraseando a Canela, que parafraseou Manuel Bandeira)

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Drummond é meu Mestre, é meu Pai, meu Mentor, meu Melhor amigo de infância… Lia eu Drummond e nem sabia. Achava lindo e não entendia. Pois agora que entendo (ou julgo entender) já não é mais lindo. É algo sem palavras. É a alma das palavras em cada poema.





Lembrança

19 07 2008

Há dois tipos de pessoas no mundo. As que esquecem. E pessoas que esquecem.
Eu sou do tipo que se lembra. Que se lembra sempre.
Que luta pela lembrança, que todo dia acorda pensando: “Puxa, aconteceu isso e aquilo aquele dia.”
E nada na minha vida me dói mais do que esquecer…
Eu até guardo os canhotos das peças de teatro que assisti, dos filme que vi no cinema.
A lista dos artistas e das musicas quando fui a minha primeira orquestra, ouvir música clássica porque a menina que eu gosto, tocava lá.
E sabe porque eu sou esse tipo de pessoa? Meio romantico, né? Ser assim… Mas sabe porque sou assim?
Porque esquecer, em si, é terrivel. Eu posso imaginar os momentos felizes que tive indo embora e me sinto triste.
E se imagino esquecendo os tristes, também me sinto triste.
Eu acredito em segundas chances. Em terceiras. Em Quartas. Em quantas forem necessárias.
As vezes um tempo é necessário, mas esquecer jamais.
É ser fraco, deixar a sua dor superar você mesmo. Não critíco quem faz isso. Eu mesmo já fiz, fui uma dessas pessoas.
Que simplesmente esquece
Mas sabe o que fiz quando percebi o que estava acontecendo?
Me agarrei a cada fiozinho de coisa esquecida, mínima memória minha e lutei para resgatá-la.
Porque no fim, as memorias são as únicas coisas que nos restam.
Esquecem é deixar de ser e existir.

Eu estou parado e você também
E somos dois estranhos, parece
Temos nossa uma história vazia
Que tentamos inutilmente esquecer
As vezes podemos, ou não, talvez.

Você é como um pôr do sol meu
sempre indo embora e saindo
a cada fim de tarde ensolarada
me deixando e me partindo
As vezes quero por isso te esquecer

Mas não esqueço, não consigo
Sem você, minha vida não tem sentido
Fica um buraco nela, um vazio
como se os sonhos tivessem se partido
As vezes como os sonhos se partem

Por mais que eu lhe fale mal
Vire o rosto ou te fira o coração
saiba que não é maldade ou maldição
Só não sei o que fazer quando parte
As vezes você vai embora

E eu quero lembrar de você pra sempre
E eu vou lembrar, eu sei
Então fique, fique comigo, só porque
as vezes eu te agrado e não sei

Não somos perfeitos um pro outro
estamos sempre tentando nos esquecer
mas não podemos, podemos?
as vezes nós queremos…





Ao Poeta.

27 06 2008

O Poeta

Rafael Rabelo

Jamais se mata um poeta.
Dá-lhe a liberdade da alma
posto que o poeta sabe
o que é morrer e não ter corpo

Não se mata um poeta.
Somente imortaliza-o.
O poeta é incapaz de morrer,
eis um dom, eis a maldição.

Nunca morre um poeta,
ele simplesmente pára de escrever.
Terão outras faces a sua poesia,
haverá quem o siga e quem o odeie.

Jamais finda a vida de um poeta.
Eles são eternos, como seus poemas.
Estão na carne de quem os lê,
na alma, nos olhos, nos genes, no mundo.

Porém, morre o poeta vivo todo dia.
Morre a cada instante e renasce
a cada segundo de sua vida.
De toda a dor do mundo. Morre sempre.

O poeta é um não-ser humano.
É viver quando se morre
e morrer sempre, quando vivo.

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Poema Dedicado especialmente a Carlos Drummond de Andrade a quem muito admiro. Mas que sirva a todos que aspiram ser poetas. A todos aqueles que sentem-se morrer cada dia. Pra aqueles que receberam a visita do Anjo Torto, que nos disse: Vai ser gaúche na vida!

*Não é preciso uma data para se lembrar…*





Amanhã…

4 06 2008

Um certo amanhã

vai ser um dia frio
com um céu acinzentado
e um vento que vai cortar meu rosto
e mesmo o sol vai me queimar a pele
e mesmo o vento vai me congelar a alma
até as cores vão me ferir os olhos
e as sombras vão saltar
das paredes pra me torturar
e me fazer lembrar
e cada gesto e cada olhar
vai me trazer de volta
Aquele gesto, aquele olhar
e por mais que o dia seja lindo
vai ser triste, vai me ferir.

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He… Ela sempre quis mesmo um post aqui… Pra você, mon rose.

É, acho que ela não faz idéia. Droga, “não fazia”. Preciso por as coisas no pretérito. Eu sei disso, sei como fazer, já fiz dezenas de vezes. Pura e simplesmente questão de por no passado. Preterizar o que aconteceu e dizer que já passou. Forçar a me acostumar com a solidão de novo… Realmente, ela nunca me abandona, a solidão. Se disfarça, se mistifica em mulher, esses seres malvados que me ferem o coração. Se um dia eu me tornar um insensivel (e vão saber disso pela descontinuidade do blog), saibam que a culpa foi delas. Porque simplesmente perdi a conta de quantas vezes pedi uma mão e levei um tapa. Perdi a conta de quantas vezes rodei a cidade pra realizar desejos mesquinhos (e ainda com um sorriso no rosto), de quantas rosas e doces e poemas e histórias e depoimentos e sacrificios.

Mas amo. E como é bom amar. E tenho dó de quem não sabe.

Por mais que te fira, por mais que faça você chorar e gritar e enlouquecer, te faz feliz. Insanamente feliz.





Do Poema de amizade.

9 04 2008

Fernanda
Rafael Rabelo

Fernanda é poema, é poesia
virou Arte de tão amiga cortesia
De tão bonita, ficou versada
Podia ter sido ela pintada
Retrato um dia famoso no mundo
Marilia pintada noutro fundo

Mas não, caiu nas graças de fingidor
De pseudo-poeta imitador
Não sabe pintar, nem cantar ou prosear
Ficam os versos toscos perto do amar
imito em texto o impossivel
Essa amizade tão enorme pra caber
em tão poucas linhas findas.

Não nota-la é improvável
Não Ama-la é impossível
Os que a odeiam, ainda a amam
Mas não sabem, não perceberam
Olha-la nos olhos é perder-se
Em tão profundo abismo,
Que é achar-se, é saber-se quem se é.

Fernanda, que de um abraço tão forte
Pode quebrar-se o mundo em pedaços
Pode esmagar-me a alma embalando em sonho
Até a realidade torce e força o real
Tudo confunde-se diante daquele sorriso
Tão sincero, tão límpido e tão puro

E o mundo ali, ao lado dela, enfim
começa errado e torto, pelo fim
Não amo e amo, amo porque não amo
Não amo por amar demais, demais…
Tanto que amor não é. É pouco e não define.

Se a conheces, a amas, como amiga
irmã, prima, esposa, mãe, namorada, amante
inimiga, vítima, rival ou lhe é desconhecida
Ah, mas ainda assim, a conheces!
É aquela garota perfeita com que você sonha
Querendo ser ou possuir e amar.

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O que dizer? A Fer é o motivo do meu romantismo…

Minha melhor amiga!

Né, Fer?





Canela, doce Canela…

26 03 2008

Já provas-te o sabor de Canela?

Reparou no doce que arde na boca

e no coração?

Já pensas-te nas balas? Nas coberturas?

nos confeitos, perfumes, doces?

E nas amizades? Pensas-te?

E nos amores com sabor de Canela?

Sentis-te alguma vez uma amizade

que com tal sabor se mostrou

e  adocicou a vida e fez arde-la?

Como uma ânsia de fugir do mundo,

e levá-la (a amizade) junto?

Arder por não ter perto…

Arder por nada ser tão perfeito…

Resiste o gosto a boca! Enfranta o mund!

Arde por estar viva! Por ter gosto forte!

Arde por ser perfeita na sua imperfeição!

Ahh, Canela… Que representa o amor do mundo,

e sua dor contida e ardida

Faz lacrimejar os olhos,

Queima no coração e na garganta.

Eis o verdadeiro ardor da vida…

Até o mistério do universo

tem seu gosto, doce Canela.

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 Dedicado a Canela. Feliz aniversário, ma cheri. ^^

“Procura um amor por quem valha a pena viver.” – Canela