Terapia – HindrazQZ

28 05 2009

Quem mora em São Paulo, Capital, sabe.

Cidade grande é um inferno, sendo claro. É tudo mto estressante. Correria sempre, perigo sempre. É tudo mto tenso e angustiante.

O Daniel então me disse que um amigo dele tem uma clinica que faz terapias holisticas, e pensei “nossa, deve ser mto bom fazer essas coisas”.

Acunputura, Shiatsu, Aromaterapia e mais.

Então pensei que deve ser um ótimo negócio ter uma clínica dessa em cidade grande como SP.

Deve ser um oasis em um deserto, se não for mais!

Anyway, resolvi fazer um post comercial aqui, divulgando a HindraQZ pq penso em quantas pessoas de São Paulo PRECISAM mesmo desse tipo de folga em suas vidas.

Então se vc mora em SP – Capital e quer relaxar os músculos e a mente, não existe nada  melhor do que acunputura e shiatsu.





The Truth

23 05 2009

“Olhar para dentro de si é olhar para o mundo como ele é. Olhar diretamente para o mundo é ver fumaça e espelhos.”

Essa é a frase do dia.

Vou explicar, pro post não ficar mto curto.

Primeiro, não tenho nenhum poema que eu queria pôr aqui =X
Segundo, essa é a frase do meu orkut, coloquei faz um tempo e gostei dela.

A grande questão é ver o mundo como ele verdadeiramente é.

“A verdade está lá fora” (X-Files) mas a compreensão dela está em nós. É mais uma crítica à TV e à mídia e vcs dirão: Nossa, que saco, esse é daqueles caras que ficam dizendo que as coisas que passam na TV são mentiras e bla bla bla.

Não.

Tem mentiras, claro, mas o ponto não é esse. É a subjetividade das informações, distorcer os fatos. Sejamos sinceros ver TV hoje em dia é como ver um show.

Mas mesmo se tirarmos a mídia do assunto, mesmo se tratarmos só das outras pessoas. Quantas pessoas não se vendem por aí? Cantando em alto e bom som o quão foda ela é e quais são suas milhões de qualidades.

O que eu quero dizer é que ver a verdade qlqr um pode ver, qlqr um pode achar. Ver as pessoas como elas verdadeiramente são não é dificil, conhecendo-as um pouco. A questão é entender a verdade.

Ter um compromisso para com a verdade é importante pra que sejamos capazes de NOS entendermos melhor.

Enfim… Falei um monte de besteiras, mas se pelo menos UMA pessoa entender de verdade o que eu disse aqui, já ficarei feliz. ^^





O escultor e a mulher de barro.

16 05 2009
Carole Feuerman - By The Sea Sculptures

Carole Feuerman - By The Sea Sculptures

Rafael Rabelo

Ninguém o amava. Era esse o pensamento dele e o motivo dessa estória.
Ele pensou que se de certa forma, construisse alguém, fizesse alguém, então esse alguém o amaria.
Era isso o que ele fazia, afinal de contas. Ele esculpia.

Então, certo de que ninguém o queria, resolver esculpir uma mulher, pensou na mais bela de todas e a usou de molde, e a foi fazendo: primeiro os olhos. Trabalhou bastante neles. Queria-os perfeitos. Mais perfeitos que o resto. Fez o nariz como queria que ele fosse nela, discreto. Depois fez a boca ao seu grado, suave e doce. Trabalhou o rosto inteiro durante duas semanas, foi dificil, mas fez até o detalhe dos cílios e das covinhas das bochechas.
Começou o corpo que fez, deveras, escultural. Sentiu-se depravado ao faze-lo, quase que não terminou por vergonha, pois, é obvio, o fez nu, mas trabalhou duro se convencendo de que não estava errado, por ora era uma escultura como dentre tantas outras que ele fizera… Não, não era. Era mais perfeita.
Com certeza mais perfeita.

Levou ao todo mais duas semanas para terminar o resto do corpo e deu atenção especialmente para as mãos, as quais imaginava o afagando e lhe dando carinho. Ela seria dele e somente dele. Para sempre.
Quando terminou e o barro secou por inteiro, comprou-lhe roupas. Mas o tom completamente marrom uniforme a deixava estranha naquele vestido dourado, com pequenos detalhes perolados, aqueles espalhados como gotinhas. Sim, a deixava bizarra.
Comprou tinta e juro que levou um mês até que tivesse a segurança de ter escolhido a tinta certa, no tom certo e que tivesse aprendido as melhores técnicas de pintura da modernidade. Só então pintou-a. Preferiu ela branquinha, não por racismo, mas que lhe encatava a descrição da branca-de-neve e a queria assim, branca como a neve que nunca vira. Os cabelos? Pensou em morenos, mas deixou-os castanhos, pois os tinha feito ondulados e sempre achara que cabelos ondulados deviam ser castanhos. Nenhum motivo em especial. A boca deixou vermelhinha, pois já era veludosa. Foi minucioso em sua pintura. Um trabalho digno de um gênio, diriam. Agora, vestida, era quase uma pessoa de verdade. Faltavam-lhe brincos. Comprou-os. Anéis? Logo em seguida. Enfim, qualquer pessoa que passasse sem prestar a atenção devida comprimentaria o manequim de barro. O escultor então dormia deitado em seu colo, contava-lhe as dificuldades de sua vida, segredava-lhe tudo. Foi então que ocorreu algo misterioso.

Um dia quando voltava do mercado, a mulher-de-barro não se encontrava no lugar costumeiro e o escultor se desesperou, revistou toda a sala, correu para a rua procurando o maldito ladrão que levara o único bem de sua vida e quando voltou havia uma mulher sentada em seu sofá. Seus cabelos esvoaçavam com o vento que entrava pela porta aberta. Tinha cabelos castanhos e uma boca sedosa que lhe sorriu. E ele desmaiou. Acordou deitado no sofá, cheio de perguntas, achando que fora um sonho ou que finalmente tinha ficado louco, mas querendo acreditar que não. E não era isso.
A viu ali, olhando pra ele. Ela piscou… Assim, como gente! E ele quase desmaiou de novo. Perguntou e perguntou, mas ela não sabia responder… Dissera que ouvia cada palavra que ele dizia quando vinha lhe segredar as coisas do mundo, mas era imóvel, disse-lhe que sentia saudades quando partia, que ficava feliz quando voltava, mas que não conseguia mover um “músculo” sequer. Antes era feita de barro, agora era mulher. Eis um dos grandes mistérios da vida. O escultor, claro, nunca esteve tão feliz! Nunca cantou tanto, nunca bradou tanto, ele seria feliz para a sempre com aquela mulher. A mulher de seus sonhos! Logo vieram as festas, vieram os bailes, enfim o casamento e ele era um artista famoso por dar vida as suas obras. Sem contar que a mulher de barro despertava a inveja de muitas outras mulheres, sua beleza era inegualável. Seu olhar rivalizava com o sorriso de Monaliza de DaVinci, de tão belo.
Logo, o escultor começou a ser assediado por fãs escandalosas, estudantes de artes, atrizes de cinema, todas queriam uma escultura, posar para que ele as imortaliza-se, todas queriam um pedaço dele, dariam tudo por ele. E sua mulher lhe sorria e dizia que estaria tudo bem.

Não demorou muito ele tinha mais amantes que Don Juan e vivia uma vida na esbórnia, bebendo e indo em festas com as mais belas mulheres. Vendia suas esculturas a preço de milhões. Depois, um dia, cansado, voltou para a própria casa, tirando ele mesmo os próprios sapatos e as roupas. Se jogou na própria cama e sentiu um prazer naquilo que ele esquecera, mas faltava-lhe algo. Algo que ele não conseguia identificar.
Procurou sua mulher para que esta lhe ajudasse a identificar o que era essa algo que faltava… Não a encontrou. Ficou um pouco exasperado, depois apreensivo e então preocupado.
Chamou a criada, mas a sua mulher já não vista em casa fazia uns dias.

Notou então que o chão estava sujo e amarronzado. Brigou com a empregada, e quase a demitiu, até que ela murmurou baixinho que era descuido dele deixar uma das estatuas na sala, e justo aquela que era tão parecida com a patroa e tão linda, e que era óbvio que ali ela quebraria… Era óbvio que quebraria.

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Para todos aqueles que não dão valor a quem dá sentido à sua vida.





Pra quem precisa

10 05 2009

Bom, porque hoje é sábado

Pensei em fazer algo regular, postar sempre aos sábados e tudo mais, mas é difícil. Sábado eu saio, as vezes.

Isso é raro, mas acontece.

Mas prometo que vou tentar ser regular, se não no sábado, na sexta ou no domingo. ^^

Tenho escrito pouco, na verdade… O que vcs lêem são de uns meses atrás, agora tenho que estudar mto pra provas de cálculo e geometria análitica, o que deixa minha questão com o equilibrio meio que em aberto.

E o pior? Meu quarto tá uma zona, minha vida tá toda bagunçada e eu me sinto estranhamente calmo. Claro, estressado, mas calmo.

Quando paro, fico sereno. Eu sou um cara mto estranho… ¬¬

Enfim, chega disso e vamos ao Poema. Esse é dos bons… Tentei por ritmo nele, mas acho que foi um FAIL.

Anyway, aí está.

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Pra quem Precisa

Rafael Rabelo

“Que as pessoas tenham
o que precisam ter”

Dor pra quem não sente
Amor pra quem não ama
Verdade pra quem mente
Solução pra quem reclama

Sexo pros impotentes
Felicidade pros infelizes
Sonho pros descrentes
Paz para os cansados Mártires

Que o céu caia pra quem
nunca o viu cair
Que a natureza verdeje pra quem
nunca a viu tinir

Os famintos tenham comida
e aos fartos que ela falte
que os miseráveis ganhem na loteria
e aos ricos dêem um pouco de prejuízo

Que morra bem quem viveu feliz
que viva quem acha que está morto
que consiga aqueles que não acham
que errem os que têm certeza sempre
que descansem os cortadores-de-cana
que cortem cana os grandes empresários
que corram os sedentários
que pensem os burros
que calem os maus políticos
que falem os bons gênios
que o povo da cidade veja a beleza de um campo
que os camponeses vejam a grandiosidade da cidade
que falhem os que se chamam de perfeitos
e que os que se acham imperfeitos tenham momentos
De pura e simples perfeição.

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Buscar algo é inútil. Quando queremos e vamos atrás de alguma coisa, vamos atrás de algo que nossa mente faz com que vejamos de um modo irreal.
Não é preciso “querer”, a vontade é uma farsa e é egoísmo sem sentido. Buscar felicidade é não tê-la. Para ser feliz devemos não ir atrás da felicidade, mas simplesmente tê-la. Se quero um objeto, quero uma coisa que só existe em minha mente, idealizado. Isso é parte da filosofia de Fernando Pessoa, no livro do Desassossego.
Porém há algo que podemos buscar e não nos enganar. Algo que jamais teremos e que justamente por nunca conseguirmos alcança-lo, podemos ficar despreocupados.
Uma busca eterna e repleta de significado.
A busca por equilíbrio.
O equilíbrio se repele… A única maneira de tê-lo é buscando-o pra nunca alcançar.
Que desequilibrados aqueles que conseguem alcança-lo!





Post n° 100

1 05 2009

Bom, não espero que ninguém tenha contado… Se tiver alguém tiver, essa pessoa precisa de tratamento pois se trata (Hehe) de um caso claro de obcessão.

Eu mesmo só sei pois tenho um contador de post’s que me mostra: Você tem 99 post’s. Logo, este é o 100°.

Fiquei pensando em um monte de coisas pra pôr aqui, como não cheguei num consenso, vou pôr esse monte de coisa mesmo e quero que se dane o post enorme que vai ficar. Então vai ter de tudo. Poesia, Filosofia, Música, Um quadro bem bonito, revelações bombásticas… Enfim.

Primeiro, a poesia.

Trata-se de um “semi soneto”, mto engraçado que escrevi já faz um tempo…

Pra quem não sabe o que é soneto, adquira o conhecimento e evolua seu espirito cultural clicando aqui. É necessário saber o que é soneto para entender o poema.

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Soneto do Quase

Rafael Rabelo

Quase amei uma vez ou outra, porém não amo
Quase vencendo, muitas vezes cai
Quase sendo forte, fui sempre o fraco
Quase cheguei, mas sempre me perdi

Tentando e tentando, nunca consigo.
Talvez, tolo, tenha eu sido o escravo
De algo, quererendo algo, tentar ser algo.
Se eu vivesse simples, estaria vivo

Tão terrivel a dor de não fazer
por azar, por falta ou sobra, por pouco
pra deixar o que era falho, perfeito!

Querer é não poder. É quase querer.
Tão odienta a falta de capacidade
Que de quase… Quase que eu fiz um soneto!

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Este “soneto” é uma brincadeira entre a contrução e o sentido. Não vou explicar o poema, deixa a cargo dos comentaristas tentarem :P
Mas vejam o link, entendam o que é um soneto e leiam de novo o poema. Isto também é conhecido como “falta do que fazer”, em alguns países.

A “inspiração” ou o insight veio da música de Chico Buarque, A Bela e a Fera, na voz mais-que-perfeita-pra-música de Tim Maia, em O Grande Circo Místico, disco lançado em 1983, numa parceria com Edu Lobo. Muito bom o CD. Recomendo. A música em si, segue abaixo:


Sim, eu sei que ela em SI, não tem mto a ver com o poema… Mas a inspiração veio do ultimo verso da penultima estrofe da música, que é quase igual ao ultimo verso do soneto.

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Ah! Aproveitando o post enorme e desnecessário, pra tornar este post útil pra alguma coisa: Me desculpem os donos de blog’s que eu costumo ler. Voltei a postar, mas não a comentar. Até leio o blog da Canela, da Yv, do Daniel e do Taer, porém, comentários… As vezes eles me faltam. As vezes o que falta é tempo. Enfim. Vocês tem que entender que estou tentando conciliar o lado artistico com o espiritual com o pragmático e prático.

Minha eterna busca por equilíbrio.

Mtas pessoas devem se perguntar: Pq um cara que faz exatas, trabalha com computação, fica escrevendo poemas e talz? Se perguntam sim, sei que até alguns amigos meus se perguntam isso. E eu tenho DUAS respostas.

A primeira é que hobbie, tenho MUITOS outros, mesmo. Faço bonsais, embora não tenha nenhum no momento… Gosto de desenhar tb. Fazer origamis. Adoro cuidar de animais de estimação. Teve uma vez que gastei uns 100R$ com porcarias pro meu hamster e eu tinha nem 15 anos ainda. Gastei do meu dinheiro, que tinha ganhado de aniversário. Meu, faço MTAS coisas pq eu gosto, adoro computação e matemática e talz e eu criaria um blog sobre isso, se eu soubesse que seria mais tosco que um blog sobre Literatura e Cultura.
A segunda é mais simples de entender, eu creio. Eu gosto de me sentir equilibrado. Centralizado. Sem ser lógico demais, racional demais, emotivo demais, sentimental demais. Assim trabalhando com Exatas e tendo algo tão Humano como hobbie, me sinto bem.

Ok. Eu já me cansei desse post. Vou colocar o quadro que eu prometi fazer a “grande relação bombastica” e vou embora, juro.

O Outono - Baco e Ariadne, de Eugenè Delacroix

O Outono - Baco e Ariadne, de Eugenè Delacroix

O Quadro é foda pq hoje (ou foi ontem?) é o apice do outono, de acordo com o meu esotérico amigo Daniel (http://magopatologico.wordpress.com).

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E a revelação bombástica é que agora, definitivamente, não sou mais romantico. Não o romanticozinho, água com açucar, mal do século, canções de liberdade e louvores ao amor. Escreverei sobre o amor, sim, claro, mas amar e ser amado pra mim, deixou de ser prioridade.

Como diria Thoreau:

Rather than love, than money, than fame, give me truth.