Bom, não espero que ninguém tenha contado… Se tiver alguém tiver, essa pessoa precisa de tratamento pois se trata (Hehe) de um caso claro de obcessão.
Eu mesmo só sei pois tenho um contador de post’s que me mostra: Você tem 99 post’s. Logo, este é o 100°.
Fiquei pensando em um monte de coisas pra pôr aqui, como não cheguei num consenso, vou pôr esse monte de coisa mesmo e quero que se dane o post enorme que vai ficar. Então vai ter de tudo. Poesia, Filosofia, Música, Um quadro bem bonito, revelações bombásticas… Enfim.
Primeiro, a poesia.
Trata-se de um “semi soneto”, mto engraçado que escrevi já faz um tempo…
Pra quem não sabe o que é soneto, adquira o conhecimento e evolua seu espirito cultural clicando aqui. É necessário saber o que é soneto para entender o poema.
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Soneto do Quase
Rafael Rabelo
Quase amei uma vez ou outra, porém não amo
Quase vencendo, muitas vezes cai
Quase sendo forte, fui sempre o fraco
Quase cheguei, mas sempre me perdi
Tentando e tentando, nunca consigo.
Talvez, tolo, tenha eu sido o escravo
De algo, quererendo algo, tentar ser algo.
Se eu vivesse simples, estaria vivo
Tão terrivel a dor de não fazer
por azar, por falta ou sobra, por pouco
pra deixar o que era falho, perfeito!
Querer é não poder. É quase querer.
Tão odienta a falta de capacidade
Que de quase… Quase que eu fiz um soneto!
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Este “soneto” é uma brincadeira entre a contrução e o sentido. Não vou explicar o poema, deixa a cargo dos comentaristas tentarem 
Mas vejam o link, entendam o que é um soneto e leiam de novo o poema. Isto também é conhecido como “falta do que fazer”, em alguns países.
A “inspiração” ou o insight veio da música de Chico Buarque, A Bela e a Fera, na voz mais-que-perfeita-pra-música de Tim Maia, em O Grande Circo Místico, disco lançado em 1983, numa parceria com Edu Lobo. Muito bom o CD. Recomendo. A música em si, segue abaixo:
Sim, eu sei que ela em SI, não tem mto a ver com o poema… Mas a inspiração veio do ultimo verso da penultima estrofe da música, que é quase igual ao ultimo verso do soneto.
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Ah! Aproveitando o post enorme e desnecessário, pra tornar este post útil pra alguma coisa: Me desculpem os donos de blog’s que eu costumo ler. Voltei a postar, mas não a comentar. Até leio o blog da Canela, da Yv, do Daniel e do Taer, porém, comentários… As vezes eles me faltam. As vezes o que falta é tempo. Enfim. Vocês tem que entender que estou tentando conciliar o lado artistico com o espiritual com o pragmático e prático.
Minha eterna busca por equilíbrio.
Mtas pessoas devem se perguntar: Pq um cara que faz exatas, trabalha com computação, fica escrevendo poemas e talz? Se perguntam sim, sei que até alguns amigos meus se perguntam isso. E eu tenho DUAS respostas.
A primeira é que hobbie, tenho MUITOS outros, mesmo. Faço bonsais, embora não tenha nenhum no momento… Gosto de desenhar tb. Fazer origamis. Adoro cuidar de animais de estimação. Teve uma vez que gastei uns 100R$ com porcarias pro meu hamster e eu tinha nem 15 anos ainda. Gastei do meu dinheiro, que tinha ganhado de aniversário. Meu, faço MTAS coisas pq eu gosto, adoro computação e matemática e talz e eu criaria um blog sobre isso, se eu soubesse que seria mais tosco que um blog sobre Literatura e Cultura.
A segunda é mais simples de entender, eu creio. Eu gosto de me sentir equilibrado. Centralizado. Sem ser lógico demais, racional demais, emotivo demais, sentimental demais. Assim trabalhando com Exatas e tendo algo tão Humano como hobbie, me sinto bem.
Ok. Eu já me cansei desse post. Vou colocar o quadro que eu prometi fazer a “grande relação bombastica” e vou embora, juro.

O Outono - Baco e Ariadne, de Eugenè Delacroix
O Quadro é foda pq hoje (ou foi ontem?) é o apice do outono, de acordo com o meu esotérico amigo Daniel (http://magopatologico.wordpress.com).
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E a revelação bombástica é que agora, definitivamente, não sou mais romantico. Não o romanticozinho, água com açucar, mal do século, canções de liberdade e louvores ao amor. Escreverei sobre o amor, sim, claro, mas amar e ser amado pra mim, deixou de ser prioridade.
Como diria Thoreau:
Rather than love, than money, than fame, give me truth.