Despedida…

27 02 2009

Bom pessoas, estou saindo da minha cidade daqui uma hora… Pra voltar sabe-se lá deus quando.

Mto mto, ansioso e me perdoem quem não respondi os comentários e os blogs que não visitei. Não tive tempo hábil pra fazer isso e sinceramente, não sei quando vou ter.

Infelizmente não deu pra terminar tudo que eu queria fazer no blog antes de me mudar, mas faz parte…

Achei que não fosse dar tempo mesmo, são mtas coisas.

Bom, pra quem é de Bauru-SP: Au revoir!

E pra quem é de Londrina-PR: Bonjuor! :D

Abraços! A todos!





A Arte de Sonhar (Segundo Fernardo Pessoa e Dummond)

14 02 2009

Primeiro: Eu sei que eu prometi post’s a cada dois dias, mas estava ocupado atualizando umas informações daqui mesmo, que vocês podem ver em “Galerias” e vai haver MUITAS outras atualizações assim que a minha primeira ressaca passar…

.

.

.

Até lá, contentem-se com isto aqui:

.

.

.

A Arte de Sonhar (Segundo Fernardo Pessoa e Dummond)

em “As Artes”

Rafael Rabelo

Sou sempre dois ou três nas minhas opiniões, me apoio, me discordo e me ignoro, sou português e brasileiro, sou homem de sonhar e de tentar realizar o sonho, posto que sonho é, por definição, inalcançável, mas não de certo modo, intentável.
Podemos contradizer-nos e alcançar um sonho, sonhando-o ainda. Deixemos de lado o mérito de “Como sonhar”, pensemos no porque sonhar.
-Então, por que sonhas? Digo eu a mim.
-Sonho porque sinto necessidade do sonho, sem ele me sinto vazio e frio. E tu? Porque sonhas?
-Ora, deixa de lado o sofismo, que somos ambos mesma linha do pensamento. (Há aqui uma pausa) Sonho porque quero algo que satisfaça meu orgulho. – Respondo-me.
-Ah tens então um orgulho escondido por detrás do sonho?
-Claro que tem, não sonhamos senão com intuito -ainda que desesperançado- de realizar o sonho, realizar algo grandioso é então, de fato, motivo de orgulho e o orgulho se procura, como sabemos ambos.

Resulta que todos sonhamos por realizar o sonho, e as vezes nem nos importa o que seja, o importante é realizar, mas há quem saiba sonhar e nisso se vence, não se “engana” se enganando, sonha coisas impossiveis o suficiente pra que o sentimento que vem do sonho seja algo absurdo e não se sinta impelido a realiza-lo.

O sonho. Ele, pra mim, é simplesmente desejar algo imaginário. Simples, não? Mas eis o grande mal e o grande poder da humanidade, tentar tornar o imaginário real.
Simplesmente se sonho uma maçã, não haverá no mundo maçã que possa ser igual e se um dia encontro uma queira, já não é mais sonho e tento agora obter outra coisa.

Verdade que o sonho perde seu sentido quando é realizavel, mas nunca o é, verdadeiramente.
Se sonho um amor, ir atrás desse amor só me fará ignora-lo, caso o encontre e se um dia encontro esse amor do jeito que queria, me parece fosco diante do que sonhei ou ainda perde o brilho quando percebo que o tenho agora, realizado.

Na maçã, se sonhei com ela, me satisfaço e esqueço-me enquanto digiro-a. Eis que pra evitar tal frustação, sonhamos coisas impossiveis, como eu disse, ou coisas bem pequenas, do cotidiano, que posso sonhar a vontade e não terei dor ao vê-la partir em sonho, desfocando-se.

Mas que fazer com o sonho, quando se realiza? Desfruta-lo, me dirão uns. Sonhar outros, me dirão outros ainda. Mas se é para desfrutar o sonho, por que simplesmente não desfrutar o sonhar, ao invés de matar o sonhar, trocá-lo por objetivar e gozar do sonho realizado?

E por que Essa-Divindade-Suprema-Que-Desconheço-O-Nome sonhar vários sonhos, se posso gozar infinitamente uns poucos, vendo-lhes a beleza e a poesia e vivendo-os melhor e não realizando-os, talvez, mas simplesmente sonhando.

E isto é digno de Fernando Pessoa, que diz em seu “Livro do Desassossego” que não devemos tentar realizar o sonho, já que isto é algo intimo e subjetivo o suficiente pra ser impossivel de ser realizado.

Porém, Drummond sonhou uma pedra, Sonhou uma Lua-Satélite, sonhou bundas, seios e sexo e toas essa coisas-comuns. Há como realiza-las, com certeza, mas fez disso objetivo? Por acaso planejou o sexo? Ou sonhou com ele depois de consumado?

Drummond foi um poeta sonhador quando sonhava algo tão fugaz que nem se percebia quando o sonho se realizava.

Sonha teus sonhos e faz dos teus objetivos coisas pra serem objetivadas.

Faz daquele exercício um objetivo, faz daquela mudança de jeito um objetivo, faz largar do vicio um objetivo! Mas não objetiva o amor! Nem a profissão (Naturalmente sonhada), nem a mulher, nem a casa ou país. Isto é a arte de sonhar.

Sonha tua esposa quando olhares pra ela ao luzir da lua, sonha teu emprego de Soberano do Mundo, que é impossivel. Teremos então mais Drummond’s e mais Pessoas no mundo, o que o tornará deveras mais agradável e mais comum a Arte de Sonhar.

.

.

.

Tá ae Daniel, mais uma “Arte”, rsrsrs

Tou deixando elas pra quando não tiver mais NADA pra publicar…

Bom, talvez eu esteja me mudando pra Londrina nessa segunda-feira, então talvez eu não publique nada nessa semana, nem na próxima… Talvez. Não sei ainda, depende de quando instalarem internet lá e tudo mais.

Recomendo aos Leitores Assiduos (tá, exagero, eu sei…), como o Daniel, o Les, a Yv, a Emblemática, a Poetriz, a Taís, a Canela (que eu sei que anda sem tempo, entendo completamente), a Lyani, a M.Luísa Adães e a Oriona (que anda meio sumida, mas eu tb ando então eu entendo) a ler as alterações que eu fizer nas minhas páginas, que prometem ser mto bons e a ler tb uns post’s mais antigos que não tenham lido ainda.

Prometo postar coisas quentes (ui) quando eu voltar!

Abraços!

Au revoir!

“Vou-me embora pra Londrina
Lá sou amigo da Fer
Lá tenho a faculdade que quero
na cidade que escolhelerei.”

- Trecho de um poema infame que não escrevi, parodiando Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira





O Sexo

11 02 2009

Rafael Rabelo

O sexo é divindade
é culto ao prazer
É entender tudo da vida
sem nada entender

Os dois corpos juntos
o suor, os gemidos
e os movimentos ritmicos
e as mãos procurando

procurando, procurando
lugares, seios, nadegas
alisando e arranhando
a mesma mão que masturba, rasga

e puxam-se os cabelos,
as bocas se beijam
os braços apertam em abraços
fortes, outros braços

e os olhos olham outros olhos
procuram luzes e as vezes se fecham
e os gemidos de novo
e o gozo…

Ah o gozo!
é a benção que tal culto nos dá
um estremecimento, um alivio
um esquecer da vida

É uma morte sem dor
morrer de prazer
ir para o céu e voltar
ver o segredo da vida
e esquecer.

.

.

.

Hehehe

Esse poema conta uma história…





Os sintomas do amor

9 02 2009

Rafael Rabelo

E o branco corou até virar amor
a mão tremia, as pernas tremiam
a mente tremia

O pulmão falhou por um instante
a garganta não tinha voz
só há força para um sorriso
que de tão torto ficou bonito

Os olhos se afogaram nas lágrimas
que não transbordaram
inundaram de desespero a alma
a boca seca com a língua inquieta

Tão dificil formar palavras!
E o coração no tão famoso descompasso
Batendo torto, louco, desritmado
Preenche de som o peito antes silencioso.

.

.

.

Tou planejando umas mudanças por aqui, então programei uns post’s com textos antigos…

Provavelmente quando lerem isso a mudanças já estará sendo implementada, sabem como é, uma pintura aqui, uma maçaneta nova ali, uma ou duas páginas acolá.

Tá precisando de uma reforma.





O Mal-Humorado

7 02 2009

Rafael Rabelo

De poema de escárnio vou te pintar
Fazer graça da tua cara torta
Cheia de buracos rudes, como tu
Mal-humorado, lhe chamo, palhaço
Tão vil e sonso, que fica engraçado.

Faz cara de bravo e rio de ti
Não és gente, não é, nem pode ser
É malvadeza pintada em rosto
expressionismo real e torto
Faz-me rir, palhaço, com sua cara de mal

Indelicado e grosso, até mesmo
ao bruto conhecido que passa a rua
Não cumprimenta, nem ascena
Passa reto, Diabo bravo, passa!
Que tua cara feia me desagrada!

Se te suporto é por educação e polidez
Essa sua cara cicatrizada me dá nauseas
Tenho pavor ao olha-la no escuro
parece Monstro saindo do abismo, vulto
Vá de reza Satanás! Sái Coisa Feia!

Quase grito noturno qua acorda o mundo
tamanho o meu espanto e meu susto
Ô cara feia, ô feiura de dar dó
antes fosse só feio! Mas é rude.
Sem graça, hipócrita, mandão, bonachão.

Só não bebe, só não fuma…
Antes bebesse um pouco! Antes fumasse!
Mas sorrisse, brincasse com o mundo
Só trabalha e embrutece, vira ogro, vira!
Fica fortinho, Diabo, pra bater quem te dá raiva

Além de tudo, é irritado, que só faz piorar
faz ficar hilário! ridículo, humilhado!
Faz cara feia fácil, amarra o rosto
Que já parece de velho papelão
Tem sempre ar bravo na expressão

Faz me rir, faz me rir, seu porco!
Você com suas regras e jogos toscos
É sozinho e não sabe, nega-se ser triste
E pra tudo usa a desculpa de ser coisa de viado
Saí pra lá coisa feia, que não é pai
É padrasto.

.

.

.

Escrito faz TEEEEEMPO…
Muita gente vai entender, outras vão entender coisas que não tem nada a ver com a realidade e outras nem vão entender.

Por isso eu adoro ser escritor.





A Flor estranha no Jardim

5 02 2009

Eu estou numa praça. Muito bela essa praça, incrustada no centro da cidade, bastião do verde e das árvores. Muito bem cuidada essa praça. Não se vê uma erva, um formigueiro. E lá vem o jardineiro. Trás um rastelo na mão e um pano sujo na outra. Moreno de pele, de uniforme e sem cabelo, deve ter sido forte, mas agora já vai velho. Está cuidando do seu jardim na praça.
Passa o rastelo aqui, passa o rastelo ali, poda um ou outro arbusto, aparentemente a esmo. Mas não a esmo: nos detalhes.
Eu admiro o seu trabalho. O ar aqui é mais puro. Até o barulho é menor e o som mais natural.
De repente ele estaca olhando o meio do jardim e vejo por ali uma florzinha em botão, ainda, pequenina. E fazendo uma careta ele coça a cabeça. A flor, coitada, estava totalmente fora de lugar. Era rosa, bem clarinho, acanhado e estava entre as flores amarelas e as roxas. E solitária ainda por cima, pois estava em meio ao gramado.
O jardineiro sorri, anda em direção à flor e toca o botão. Só há o botão rosado, e é impossivel dizer qual é a espécie, de onde eu estou. O jardineiro, com todo o cuidado, olha o caule, as folhas e o botão em si, com uma experiencia de anos. Estou feliz ao ver o cuidado do jardineiro. Mas antes de eu sequer terminar o pensamento ele arranca a flor e a joga num canto. Arregalo os olhos. Seguro um grito com um engasgo. Não há nada a se fazer agora, está morta. Foi arrancada da terra onde nasceu, perdeu as raízes que tinha, esmagada e jogada ao canto. Brutalmente simples, ela estava deslocada. Não foi plantada ali, nasceu ao acaso de uma semente perdida ou de um descuido do jardineiro.
O jardineiro. Eu o desprezo. o Jardim perdeu a graça e um tom escuro assume o ambiente. A natureza de luto. Quase escuto as arvores resmungando tristonhas e o choro das flores amigas e vizinhas. E o jardim continua inexoravel, firme, em suas formas e seu padrão. E o jardineiro recolhe suas armas e ferramentas e vai embora.
Eu penso na flor, que será que era? Uma tulipa? Uma rosa? Um lírio? Não sei e nunca saberei… Nunca alguém vai saber. Nunca vão admirar suas flores desabrochadas, nunca as abelhas pegarão do seu nectar e pólen. Eu jamais vou esquecerei aquela flor e aquele rosa tímido de seu botão. Ela simplesmente não pediu pra nascer ali, naquele jardim.
Simplesmente não pediu.





Orgulho

3 02 2009

Rafael Rabelo

É no orgulho que encontramos abrigo
Um refugio do desprezo gratuito
e substituto desse amor maldito
que faz esquecermos quem nos é amigo.

Nos livra do infortúnio e do perigo
E dá a força do ser que acha perfeito
ser do jeito que é, pois, então bendito
seja quem não tem em si um inimigo

Orgulho como origem do amor-próprio
Ama-te a ti mesmo mais que ao teu próximo
distante, que ele faz contigo o mesmo.

Não pecado, mas calor para o frio
de quem está solitário no seu íntimo
pra lutar por si e não caminhar a esmo.

.

.

.

Soneto do Orgulho!

rsrsrs
E aí, Daniel? Que achou? Valeu a espera?
rsrsrs

Sem imagens pq não carece… Sonetos são fodas.
Um dia vou escrever um só com rimas ricas. Passar uns anos escrevendo ele…





Amor ou Orgulho?

1 02 2009

Foi meu orgulho, não meu amor.

O que eu achava que era ciúmes era asco de ser feito de idiota. Tão puro e somente isso.

Eu fiquei aqui pensado e pensando (coisa que tenho feito muito), caçando motivos para essa dor de amor que a gente sente quando ama e não é amado, quando algo na “fórmula do amor” dá errado… Quando algumas pessoas se entregam da maneira mais linda, doam seus corações quase que de graça, cobrando sorrisos fugazes e um minuto de atenção e nem isso têm.

E sofrem. E sofrem muito.

Primeiro pensei e pensei no porque das pessoas não amarem quem lhes ama. Pensei ser muito incoerente alguém se dar por inteiro a outra pessoa e ser sumariamente ignorado… Pensei isso porque sofri isso. Entreguei-me a uma garota e fui deixado de lado como alguma coisa velha e sem utilidade… Algo entre tantos outros algos dentro de uma caixa.

Mas de repente entendi que se não fosse pelos outros “algos” no mundo, então seria minha vez. Ela não me odiava, só preferia a companhia de outros, então se não fossem pelos outros, seria eu.

Vá lá, era uma coisa óbvia. Aquela coisa de “nem que você fosse a ultima pessoa da Terra” é pura mentira, se fossemos só eu e ela, não haveria escapatória. Duas pessoas sozinhas no mundo ficariam juntas por falta de opção e aprenderiam a gostar disso, porque o ser humano é estranho e aprende a gostar do que não gostava antes, quando não tem outra alternativa.

Mas porque os outros e não a mim? Que tinham eles que eu não teria? Afinal eu praticamente sofro de múltiplas personalidades e podia ser tão bom quanto eles em qualquer coisa que fosse… E mais, seria dela. Eu seria exclusivamente dela. Já eles… Eles a trairiam se aparecesse alguém mais interessante que ela. Eles não eram dela, estavam ao lado dela, mas cantavam outras garotas, olhavam outros rabos de saia assim que ela virava o rosto, e além! Olhavam quando ela estava vendo!

Eis a resposta da minha pergunta: Eles não eram dela.

Fiz uma analogia muito simples: Para qual você daria mais valor? O diamante que será seu, sempre, não importa o que aconteça ou para o diamante que você sempre correrá o risco de perder… Aliás, esse diamante não é propriamente seu, não é de pessoa alguma. Qualquer uma poderá possuí-lo. E então? Qual seria mais valioso e que você teria mais apreço?

Ela não me amava porque eu lhe pertencia como um objeto… E ela sentia a segurança de que jamais me perderia e mesmo que perdesse, havia outros diamantes aos quais ela dava mais atenção.

O motivo dela não me amar, eu entendi. Não se deseja aquilo que se tem… São preferíveis as ilusões aos reais e tangíveis, pois estas, se conquistadas podem ser exibidas como troféus de uma vitória difícil.

Logo, percebi que eu mesmo fazia isso… Desejava-a por que não a possuía. Nem sabia como era tê-la pra mim, como saber se a amava mesmo? Nem a conheço! Não sei do que gosta, de quem gosta, como gosta, do que não gosta… Sei de poucas coisas sobre ela, não sei sua história ou origem. É a minha “Fulana” idealizada sobre a qual deposito toda a responsabilidade de me fazer feliz.

Acabou-se a fórmula do amor. De certa maneira amamos quem podemos perder, ao menos num primeiro instante… Claro, não é tão simples. Tem de haver todo um contexto. O amor só dá certo quando se junta a fome com a vontade de comer…

Sim, isso foi um trocadilho.

Quero dizer que a pessoa nos atrai e nos foge… Se a temos demais, ela nos enche e a fome passa.

Só depois, talvez por comodidade, é que ficamos com a pessoa sempre, moramos juntos e tudo mais, uma espécie de sublimação do amor… Mas imagem se Romeu e Julieta tivessem fugido juntos, alguém acha que eles REALMENTE seriam felizes?

Mas isso também não é uma formula… Há ainda aquelas incríveis exceções (e eis o motivo de eu nunca trabalhar na área de humanas, há exceções demais) que ninguém poderia prever ou imaginar…