Músicas.

28 09 2008

Estão aqui as músicas que ilustram o meu Blog… É só dar play e deixar rolar!

Os post’s começam abaixo.





O Monge

27 09 2008

Rafael Rabelo

Protesto sereno,
Silencio gritado
por ninguém escutado.
As cameras filmam
o tédio monótono
do protesto falho.

De repente, caos.
Correria e confusão
Mas o monge, quieto,
Quieto fica, sério
ele se concentra.
Dele eleva a sua alma.

E Não sente o alcool
Lhe escorrer no corpo
E de olhos fechados
Não vê voar o fósforo
Que aceso, o acerta.
E lhe inflama o corpo

E queima.
E arde.

Mas ele está imóvel
Há um ideal, não um corpo
Vontade, não medo
Coragem, não dor
Tão somente dor.
E Lhe Queima o espírito

Todos, indignados,
filmam e comentam.
Dele Tiram fotos
E o protesto cresce
Escutado e visto
Por muitos e muitos

O Silencio falou
mais alto que o grito.
Do monge não sabemos
O nome, origem,
Sonhos ou dizeres.
Mas sabemos mais…
Sabemos sua voz.

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“E o silencio falou mais alto que o grito.”





Ultima pra você.

23 09 2008

Little Red Hair

por Rafael Rabelo para Érica Ferreira Barros

Eu lembro, eu lembro
daquele dia de inverno
Lá estava você, linda:
sentada no banco de praça.
Noturna, você iluminava
com os cabelos ruivos
que eram fogo e me queimavam
a alma, o coração, o corpo

A primeira vez que te vi
eu lembro, eu lembro:
pequena e infinita
numa blusa cacharrel azul
iluminava a noite
mas ainda não me viu.

pela primeira vez: tremi
antes tão frio, me aqueci
e quando se virou e sorriu
reconheceu em mim o amigo
juro: morri e voltei.
Foi como ver um anjo
Apelido que depois lhe dei.
Eu lembro, eu lembro.

Lembro daquela noite
implanejada e vivant.
Perdi-me pelas ruas
enquanto nos guiava.
Não por incapacidade minha
mas por falta de atenção

Tinha eu me perdido mesmo antes
de sair daquela praça
agora tão por mim lembrada.
Me perdi naquele olhar castanho
e digo: nunca mais me encontrei

Leia-se em mim: cada verso é teu
É pra ti, presente meu.
E mesmo hoje nesses dias de sol
quando todos saem em baladas
eu escrevo poemas tentando me encontrar.

.

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Primeiro de tudo: Agradecimendo todo especial a Poetriz que me ajudou a construir esse poema.

Você não vai ler esse poema. Não vai ler esse por que não leu nenhum dos outros. Quero dizer, você já leu, por que lhe enviei… Mas aqui você não vai ler, não.

E então não vão mais haver poemas pra você aqui. Só pra quem merece. Só pra quem faz por merecer.

E você, mon anje, você não merece. Não merece nenhuma das minhas mal traçadas linhas… Mesmo que cada palavra escrita tenha sido pra ti, você não as merece. Você que reclama tanto de não ser valorizada… Você mesma não dá valor. Eu cansei das suas incoerencias. Como eu disse em outro poema:

“(…)

cata teus homens e me deixa
só solitário com meus amigos
que de tão distintos e íntimos
não sei onde terminam eles
e começam os meus eus.”





Poesia ao poste que Acendia

18 09 2008

Rafael Rabelo

Há um poste perto de minha casa
E que, infalível, acendia
toda vez que eu passava
sua luz apagada de repente iluminava
Só pra ver, talvez, minha passada

No começo não havia percebido
Brincava com pedrinhas na passagem
Não notava aquele amigo
Que na noite, iluminava meu caminho
Sem pedir licença, eu passava.

Que frio era com o pobre poste!
Ele que acendia na noite sozinho
comigo ao seu lado e eu nem percebia
Talvez até me chamasse pelo nome
E eu, cego-surdo-mudo, não ouvia!

Mas bem que certo notei-o numa noite
Vi-o acender e me assustei!
Eu tentava me equilibrar na sarjeta
cai desconcertado pelo susto noturno
E observei o poste que sorria aceso

Passei por ali muitas vezes mais
chegava aquela praça e me demorava
andava vagaroso, como que sem pressa
na noite, quando voltava de festa
mesmo cansado, o comprimentava

e ele, amigo, acendia, brilhava
Pra mim, talvez, pros meus pensamentos
Pras minhas dores, pra felicidade
talvez pra eu nota-lo e fazer-se ver
Qualquer jeito, acendia e me alegrava

Bom poste aquele! Bom amigo pétreo!
Feito de concreto com haste de metal
com a lampada amarela que reluzia
Como um sol, amigo, acolhedor, inusitado
com panfletos colados no dorso, vandalizado

Agora eu converso com ele, o comprimento
sorrio-lhe e dou abraços, conto a ele
minha vida, meus problemas, meus amores
Ele aceso sorri pra mim e me conforta
Como todo companheiro, como todo amigo verdadeiro.

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É, eu sou assim… As vezes vejo coisas que ninguém.

Tirando o exagero, as coisas nessa poesia são reais ^^





Sussuros

13 09 2008

Rafael Rabelo

Ouço sussurros em todo os lugares
Estou caminhando e ouço, paro
Me viro e nada há, nem houve
As vezes me pego olhando os lares
Ouvindo os sussurros e cochichos
Me embreaga o tom da voz pequena

De repente pego um sussuro no ar
Veio de alguma forma, inesperada
Me assusta esse verso sussurrado
de vento que me segue e conversa
Em sussurros malandros mal fadados

Sempre escuto eu algo que não existe
Naquele vento verde, uma voz?
Não, é minha cabeça, estou ficando
louco? Eu? De certo. Talvez.
Vejo sussuros no Mar, me fala ele?
Conversa mesmo comigo? Será possivel?

Estou caminhando na praia e de repente
me sussura a areia sobre meus pés
E de um pulo corro as arvores, ah!
Que sussuram também! E as nuvens!
Até naquele azul sussurra o céu!

Me roça um gato e me sussurra também
Chega bem perto do ouvido, a me fazer
cócegas, choros, risos, espirros
O cão talvez não sussurra, grita.
E os livros também não, proseam, ou versam
Mas não sussurram, não… Cantam

Tudo o que não pode falar, sussurra
E se sussurra o que não se pode falar
E não se cala o mundo nunca
E as pessoas, caladas, me sussurram
segredos, dores, amores, doenças…

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“O mundo é o que você vê dele.”





Saudade-Sentimento

10 09 2008

Rafael Rabelo

Saudade não se explica
nem se sente, realmente.
Saudade não tem favor
nem respeito, nem dor.
Saudade é um nada inteiro

A saudade é como amor
não se pode descrevê-la
nem há uma que iguale
a outra que se tenha
ou de outro que se saiba

Saudade é mais do que
falta, miss you ou perda
é perder-se procurando
algo nunca encontrado
talvez imaginado.

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Saudades de ti, Dani… :/

Feliz aniversário ma cheri! Muitos anos de vida, muitas felicidades!

Espero que um dia me expliques porque abandonou teu blog e sumiu destas bandas.





Poema da Desnecessidade

8 09 2008

Rafael Rabelo

não é preciso ler poemas
não é preciso escreve-los
não é preciso fazer exercícios
não é preciso ficar sozinho
desnecessário saber disso

não é preciso ter amigos
reais, virtuais, imaginários
não é preciso saber chorar
todos choram, exagerados
desnecessário ter arte na alma

não é preciso ler Drummond
não é preciso saber das coisas
não é preciso fazer ter paz
não é preciso saber lutar
Desnecessario estudar mais

não é preciso ser sábio
não é preciso levar boa vida
(só se precisa de dinheiro)
não é preciso meios, só fins
desnecessário tê-los

não é preciso casar ninguém
não é preciso se apaixonar
não é preciso encontrar nenhum
grande amor ou paixão
Desnecessário é amar.

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É preciso fazer alguma coisa.





Há um livro no chão

3 09 2008

Rafael Rabelo

Há um livro no chão.
Está velho, está sujo.
Tem páginas rasgadas.
Mas é um livro.

Há um livro no chão.
Está no meio da rua.
Está ali, porque?
Não sei. Mas está lá.

Há um livro na rua,
os carros passaram,
as pessoas chutaram,
mas ainda se pode lê-lo.

A capa está solta,
e umas folhas amassadas
ou manchadas de óleo,
mas ainda se pode ler!

Há não um, mas vários,
vários livros na rua.
Todos sujos, maltratados.
E as pessoas passam…

Há vários livros no chão.
Conhecimento do mundo.
Palavras milenares.
E as pessoas passam…

Algumas não sabem ler.
Outras, a maioria
Não se importam.
Outras, poucas, lêem.

Há livros na rua
E a rua é o Brasil
As pessoas, são pessoas
E os livros são os livros.

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Há mais do que livros na rua…





Ahh, Drummond, Drummond!

1 09 2008

Tem sido os dias de Drummond.

Postado pela doce e adoravel Yvanna!

Beijos a Todos!