Esta Saudade
Já não suporto mais eu esta tal falta
De sentir mal uma metade da alma
A outra metade ficou onde clama
O Coração que ama e dele se basta
Saudade então do coração que aquieta
Está onde quer estar, com o que ama
E da meia alma que distante chama.
Inquieta, o resto da alma me molesta
Mas procuram completar-se a metade
E o peito do coração que não há
Arfa e aperta, vazio em sua busca
Ou volta o coração ou o corpo cede
E as lembranças, em si buscam agora
Como ficar onde o coração fica
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Este é meu primeiro soneto. Sejamos sinceros, é dedicado a alguém… Sinto-me tentado a revelar quem é, mas não farei. Esta pessoa sabe que é para ela (mas outras também saberão) e isto basta.
Segue-me uma onde de saudades de todos os tipos. Ocorreu-me de sentir saudades de tudo, não sei dizer porque. Talvez tenha perdido uma parte de mim ou ainda encontrado algo que faltava, não sei dizer.
Acontece que tudo o que eu escrevo tem um pouquinho de “falta”, de saudoso, tanto de algo que tenho, quanto de que perdi, quanto ainda de que nunca tive ou terei. Diria que falta alguma coisa que me faz sentir-me assim.
“E é só você que tem/ A cura do meu vício/ De insistir nessa saudade/ Que eu sinto/ De tudo que eu ainda não vi.”
Índios – Legião Urbana



o/
Um soneto perfeito cara! Doloroso no coração mas perfeito aos ouvidos e aos olhos!
Quem será a dama misteriosa a qual foi dedicado tal soneto? Só o tempo e o Rafael Rabelo dirão XD
Salut! o/