Van Gogh – Noite sobre o reno
A Noite…
Rafael Rabelo
A noite acolhe, de braços abertos
Acolhe a todos, terriveis ou amigos
Todas as cores, perdoa os pecados
guarda as feras que o sol fere
dá abrigo a quem vê no dia uma dor
A noite abraça, aqueles que a amam
são todos comuns em seus ódios
falhas e fraquezas, são todos maus
irmãos de maldade e incompreensão
Foram rejeitados e se vingaram
A noite ama, e é só ternura fria
ela quase sussurra em meu ouvido
palavras amargas e falhas, fracas
Tão todo mundo, tão imperfeita
E por isso mesmo, perfeita
A noite esfria, não acalenta
Mas também não fere os olhos
nem denuncia as vistas os renegados
Que fogem, fogem, pois todos fogem
Aqueles que o calor do sol mata.
A noite embala, em música antiga
certos monstros que são mimos
filhos de deuses pagãos primitivos
canta canções de ninar sempre
Eternamente embalando-os no sono
A noite é mãe, carinhosa e gentil
mãe daqueles que não tem mãe
Daqueles que não tem amigo, ou mão
Faz compania a quem está sozinho
E seu vento roça a face, como beijo
A noite protege amantes escondidos
Encontros secretos e amantes furtivos
Abençoa o amor, mesmo que proíbido!
E no calor dos corpos juntos, os gemidos
Povoando a noite com burburinhos.
Mas é noite, não saí, não vive.
A noite te corrompe ao mau caminho
Te faz amar quem merece amor
Te faz sexo, te faz transar,
Posto que transar de dia é só pra variar!
A noite é linda, tão bela, infinda
Te oblitera e te define, desfocando-te
Somos todos a noite, somos todos escuro
Só nos saberão pelo sorriso branco
E pelas unhas, que esconderemos.
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Eu quero alguém pra proteger. >.<
Sou cavaleiro sem princesa… Onde já se viu isso!?
Mas tá dificil de achar princesas hoje em dia… Elas geralmente preferem os Ogros.



Uma variação muito gostosa eu diria!
Parte A – do poema:
Ah, a noite! Hora do poeta, hora da lua, hora do esplendor, hora da loucura! é quando tudo perde os véus da retidão e se entrega à luz astral e fluorescente com sua verdadeira forma. é a hora onde todo gato vira pardo e cada trabalhador vira pessoa. é a hora onde todo poeta vira Pessoa também! a hora do descanso e da vida! viva a noite! glória a Shar!
Parte B – dos ogros:
As princesas de hoje em dia preferem os dragões aos reis e cavaleiros. As princesas (que deveriam se chamar Elza) roubam-lhes a coroa, as jóias, o reino e os armamentos e então se mudam com o dragão viril e bruto pras montanhas, onde vai se jogada no chão e devorada. Enquanto isso, os que desejam a princesa inteira, e naõ apenas suas carnes ficam desolados e sozinhos. Sem reino, sem lança, sem jóia, sem princesa.
A realidade é dura, mas sempre tem uma que é diferente! Só falta achar! Quem sabe em outro estado?
Salut! o/
eu gostei muito do poema e gostária que vcs me mandacem mais poemas como esses.
teh mais ver.
Tinha que postar um comentário aqui…ainda não li todos os seus poemas, na verdade nem metade…mas esse por enquanto é o meu preferido…leio e releio e é sempre como se estivese lendo pela primeira vez…Obrigada pro me proporcionar esse prazer meu amigo….não sei dizer o motivo de ter gostado tanto desta poesia…só sei que gostei e passo a gostar mais a cada vez que leio…hehehe…então eu tenho que parar…rsrsrs…um beijo!!!!