Luar, Luar…

25 01 2008

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Poesia do Sonho a Lua

Rafael Rabelo

Luar, salva esse “eu”
interprete certo esse adoro-”te”
não foges de mim quando digo que “amo”
entenda que isso é verdade, “verdade”!

Luz da noite “só”
ilumina e mostra o meu “você”
nada mais de flagelar-”me”
enquanto digo que ninguém “entende”

Lusco-fusco de te “desejo”
intrépido cavaleiro “seu”
nada mais do que enfim “desejo”
e tudo quanto é sonho “realizado”

Lunático não sou esse eu, “mas”
incoerência do coração que “tenho”
nunca se restringiu em sentir “muito”
então de tudo tenho mesmo “medo”

Lida a terrivel sina “que”
invariavel tomou conta “então”
ninguém disse que “talvez”
e a Lua amei… e que amado eu “seja”

Lua, ama-me por algo “mais”
incapaz sou de te fazer só mais “uma”
nego que isto seja para mim “brincadeira”
e para mim tu sempre foi a mais “divina”

Latente sentimento, que anda “fazendo”?
intolerante sou por pensar em “findar”,
na felicidade, pensar: mude-”a”
eu deveria deixar como está a “alegria”

Louco sou eu para que não “termine”
incompreensivel disso “tudo”
nuvens encobrem a Lua de “novo,”
e digo: lá se foi ela “novamente”

Lucidez não “estrague”
intima saudade sem ter “com”
ninguém que não ligue, Lua e “a pureza”
e jamais termine o sentimento “presente”

Em cada fim de verso, outro verso
e penso: a letra primogenita
e digo: juntas representam meu amor
e sinto: Lua querida, salve-me da dor

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“Meu coração cheio de lágrimas
Não é nada
Além de um barco que afunda
está furado e fazendo água”

Trecho de “Barco-coração”, de minha autoria também, que após uma revisada e editada, será o proximo post…

O Post é dedicado a Lua, uma amiga inestimável e poetisa deslumbrante.

Parabéns, Lua!





Pra uma Deusa…

22 01 2008

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Ana Déesse

Rafael Rabelo

Teus olhos castanhos
De um mel escuro e adocicado
Teu rosto fino
com ar de graça fina elevado
Seu cabelo claro castanho dourado e aveludado
todo liso, solto
curva o vento, não é curvado

o corpo magro
nem alto, nem baixo, perfeito
de seios nem tão fartos
misteriosos e talvez sagrados
nem pequenos
de um formato belo demasiado.
E um umbigo escondido
e ventre liso
Outro secreto de novo mantido

com boas coxas
que por sí só mereceriam rosas
usando jeans geralmente
que de um aperto sufocante
deixa de ser casto e passa a ser
sensual, não extravagante

os pés leves
De anjo pisando em nuvens e algodão
suaves e magrinhos
pedindo um carinho, um coração
Acompanham os passarinhos
em um voo vespertino

E o caração dela
um mistério sem fim
Que não sei como bate, por quem bate
mas a meloodia me faz querer cantar
abraçar, beijar, implorar
um abraço, um beijo, um suspiro!
que de tão belos, valeriam o mundo.
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Sinto falta de um coração e fome de um amor…
Minha lucidez é que me enlouquecesse! É como se o mundo se virasse de repente pra me dar um susto e eu tivesse um vislumbre de quem eu sou. E não me importasse. Me sinto tão frio e tão sem graça…Há tempos que não escrevo qualquer coisa que preste e é essa minha fraqueza de espirito que me dá uma força que chega a ME vencer! De alguma forma encontrei uma pedra no caminho que me fez tropessar e estou tão confuso que SEI exatamente onde estou…





A Primeira Rosa

14 01 2008

Decidi dar-lhe uma rosa hoje. Não sei como me ocorreu a idéia, talvez tenha visto as rosas no canteiro da escola e tenha-as associado a ela e seu cabelo ruivo.
Soube que ela mereceria uma rosa no mesmo instante. Pensei em como faria para dar-lhe o presente, mas sabia que poderia entrega-lo antes dela entrar no Automovel Clube, onde tinha ensaio com a Banda Municipal.
Mas dinheiro não tinha para comprar um buquê, tinha talvez uns trocados, pensei um pouco mais e conclui que deveria entregar uma unica rosa, que seria mais poético e mais belo.
Uma rosa cheia de adornos não seria cara e seria discreta, ou mais discreta que um buquê enorme. O Resto foi puro impulso. No instante seguinte desci a rua a procura de uma floricultura, meio correndo, meio andando.
Tudo o que eu fazia era consequencia de outro fato, era como se eu fosse um robô e seguisse pelo único caminho que poderia, não havia nunca entregado-lhe nenhum presente e uma rosa parecia me ser o mais cheio de significado, logo procurava uma floricultura, então comprar a rosa, e depois entrega-la. O que diria eu não sabia. Não estava pensando muito sobre o que estava fazendo, tinha uma idéia e ia realiza-la.
Atravessei a Praça Rui Barbosa e avistei ali o Automovel Clube e convenientemente havia uma floricultura na outra esquina, não hesitei, entrei e comprei uma rosa que não me saiu muito caro.
E era um rosa bonita, vermelha como eu havia imaginado, os espinhos haviam sido tirados e tinha pequenas outras florzinhas brancas enroladas em seu caule. Tinha um plástico e um papel em tons avermelhados como adornos. Uma fita vermelha prendia tudo em conjunto.
Eram a essa altura umas uma e meia da tarde e ela chegaria para o ensaio as duas, tinha que esperar ali meia hora. Recolhi-me a uma cobertura pois havia começado a chuviscar e parecia que iria chover mesmo, em pouco tempo, pois o céu tinha um ar cinzento de tempestade e o sol já havia sido engolido pelas nuvens acinzentadas. Era como se tentasse nadar em meio a um mar de tons cinzas.
Esperei ali uma hora, quando deu duas e meia e ninguém da banda havia aparecido, fui até o Clube e perguntei meio angustiado ao guarda que fazia a segurança do lugar:
- Com licença, o senhor sabe me dizer porque ninguém apareceu hoje para o ensaio?
Ele fez uma cara triste, como que por compaixão, devia ter visto a rosa na minha mão.
- Sinto muito, hoje não tem ensaio. Ensaiam somente nas terças e nas quintas. E hoje é segunda-feira.
Nessa hora, a chuva que era fina, engrossou.
Foi como se Deus estivesse caçoando de mim. Olhei pro céu e blasfemei algo como um obrigado sarcástico.
Ia atravessando a rua, indo na direção da praça, quando a vi.
Estava ali como se sempre estivesse. Como, não sei, uma árvore ou um banco. Vestia um conjunto branco, como que de propósito, para fazer saltar a vista o cabelo ruivo, bem no meio da praça, onde havia uma cobertura para lhe proteger da chuva.
Pessoas passavam, iam e viam, mas lá estava ela, parada, alheia a chuva, ao verde, a correria das pessoas que se protegiam!
Só então me dei conta de que ainda estava com a Rosa na mão. Atravessei a rua meio correndo, alegre, com um sorriso enorme no rosto! Destino, pensei, Destino! E quando pus os pés na praça, um garoto bem vestido, com uniforme de escola e calça jeans, tênis de marca e bolsa cara, a comprimentou com um belo beijo na boca.
Ela parecia tão gentil, tão suave! Era tão belo o jeito que se erguia na ponta dos pés para beija-lo, até o jeito que ela o abraçava parecia suave. Tão suave que tornava ela mais delicada que algodão ou seda.
Tudo nela me apaixonava de novo que até esqueci que era outro que ela beijava, não eu. Então eles conversaram, deram as mãos e saíram em direção a uma rua bem movimentada e comercial.
De repente, me vi ali, na chuva, sem saber se avançava ou se recuava, com uma flor em uma das mãos e meu coração que se desfazia na chuva, na outra. Não tinha mais forças, estava encharcado e continuava a me molhar. Eu havia parado pra ver a cena logo na calçada da praça, onde não havia coberto.
Eu pensava milhões de coisas, mas de repente brotou um sorriso no meu rosto. Sabia o que faria. Entregaria a rosa amanhã. Era simples, eu a amava e não havia nada que eu pudesse fazer mais.

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Sim, isto é um fato real, aconteceu comigo, faz parte de mim, como um braço ou uma perna.





Sentimento X Pensamento

11 01 2008

4.
Não faço parte do mundo, eu sei. Ele vai e segue o caminho dele enquanto eu o observo, vejo os carros e onibus que passam pela janela do meu quarto aqui desse prédio. Vejo como ele gira e eu estou aqui, parado, vendo-o dançar e brincar no universo, que faço eu? Que sinto demais e penso demais? Meus pensamentos parecem ter vida própria e se desenrolam enquanto eu os rumino sem vontade e meus sentimentos são tão enormes que respingam em tudo a minha volta, como um jarra que verte liquído colorido desconhecido. Que faço eu que me sinto entre essas duas forças e não sei concilia-las? Enlouqueço! Ora a inteligencia me diz X e nesse mesmo instante meu sentimento me diz Y… As vezes sigo por intensidade e por isso o sentimento ganha, mas sofro pois tristeza é sentimento também e me guia, então sinto me mais inclinado a cabeça do que ao coração, mas os sentimentos são tão intensos! Tão grandes e descabeçados! E estou nesse cabo de guerra desde que reconheço como algo que parece gente, pois gente não sou, pois não estou no mundo e ele me despreza e nem me nota.

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De verso em verso vou me escrevendo.

E de Poesia vou me fazendo e me torno

Idéia imortal e existo no mundo,

que antes me recusava…





Sempre chove nestes dias…

7 01 2008

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A Anjo Torto

Rafael Rabelo

Lá se vai você de novo
com sua graça, sua desgraça
voando levemente com suas asas
Asas que tens de graça!

Vai caminhando no ar
levanta a rabo e a saia
corta uma nuvem bonita
que tinha na forma uma menina

Que se fora! Ah pobre menina
das nuvens que não mais há
no céu cinza de anjo ruiva
Criou um monstro (EU), matou-a

Que triste é a vida assim!
virando e desvirando, cortando
atravessando e misturando
a alma das pessoas que de felizes
ficam tristes, sorridentes
mas chorando dores e sozinhas

e lá vai aquela ruivinha
maldita! demonio! pevertida!
(quem dera pevertida!)
caminha suave no mundo podre
segue a ravina, voa a planice
curva a geografia a seu gosto
faz dela sua escrava, anjo torto!

e se livra de mim!
sai da minha cabeça
segue teu rumo celestinfernal
cata teus homens e me deixa
só solitário com meus amigos
que de tão distintos e íntimos
não sei onde terminam eles
e começam os meus eus.

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E Essa tristeza que não vai embora! Credo, saí pra lá! Quero é ser feliz, com meus amigos, já disse isso antes e repito, se não posso ser feliz por que alguém me faz feliz, então serei feliz por mim mesmo! Quero ser amado, verdade, mas o fato de eu amar (amo e muito) me permite ser feliz por mim e pela pessoas que eu amo. Sim! Eu consigo um amor PURO!





Só um cara normal

6 01 2008

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Eu, não Ilusão

Rafael Rabelo

Eu sou só um cara normal
não sou pra você nenhum ídolo
ou nenhum motivo pra suspiros
me contento em ser igual
aqueles seus amigos e te fazer
rir e amar e chorar e viver

Não tenho o cabelo que você adora
E nem usa as roupas, nem tenho
o corpo, tatuagens, a cara
tudo isso do jeito que vc preza
Mas faço por você de tudo
me mudo de casa e me apaixono

Não tenho muito dos seus sonhos
sou bem mais real e palpavel
te consolo, te protejo e te sigo
naum sou nenhum irresponsavel
sou um sonhador romantico
divertido, amigo, entendo você

Não sou nenhuma ilusão
não sou tão irreal ou fantasia
estou do seu lado, sou seu machado
seu escudo e seu amante, seu marido
seu filho, seu vizinho, seu amigo
Só me basta você me querer

E ao meu amor serei todo atento
te guardarei como cão fiel que sou
só preciso do teu carinho e atenção
e te protegerei, amarei, cuidarei
Deus sabe que jamais me esquecerá
meus beijos serão os melhores

meus abraços os mais aconchegantes
serão reais, e serão seus, só seus
serei teu servo e não te peço
comida, abrigo ou bens materiais
quero teu amor, teus braços
e seu sorriso, a mais fina jóia.

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Sabe, entre fazer e não fazer eu fico numa puta dúvida, mas sempre acabo fazendo, sabe por que? Sem dessa de “Prefiro me arrepender de algo que eu fiz”, não cola. Faço porque pelo menos eu vou poder me olhar diante do espelho e dizer “Tive coragem de fazer, tentei!”. De outro modo eu olhararia e veria apenas uma sombra do que eu sou.