Hoje é o ultimo dia do meu amor por Ela.
Hum, deixe-me reformular essa frase. Hoje FOI o último dia do meu amor por ela.
Hoje eu já começa a escrever de novo. Amanhã eu vou começar a tirar fotos de verdade.
Já sinto minha vida andar novamente…Juro que olhando pra traz não vejo nada além de um grande vazio…
Juro que não sei o que eu fiz nessa semana que passou…É tudo como se fosse um grande borrão, uma bela obra de arte molhada e perdida pra sempre.
Queria ter escrito nesse tempos.
Agora as palavras me alcançam novamnete e eu vejo quantas belas poesias bateram a minha porta e eu recusei, algumas tentaram até entrar pela janela e eu as expulsei.
Uma pena. Que dó daqueles belos versos que se criaram e eu deliberadamente omiti, censurei…
Mas tudo bem. Realmente seriam belas poesias. Teriam feito os anjos chorarem. Mas não quero mais aquela tristeza. Abandonei aquela dor. Ou melhor. A abracei e a acariciei…Mimei minha dor até ela ficar feliz. Alimentei e cuidei dela nessa semana. Ela cresceu. Quis independencia, reclamou que queria mais mais liberdade e então saiu de casa.
Você pode até encontrar minha dor por aí, em uma festa, em uma cidade distante. Na sua escola ou no seu trabalho.
Elas crescem tão rápido. (^^)
É isso que faço. Cuido dos meus sentimentos como se fossem pessoas. Como se fossem filhos de quem eu sou pai ou mãe, ou os dois.
O que doeu em mim, poéticamente falando, foi eu ter cuidado tão bem do meu amor, ter dado tanto carino e tanta afeição. Lhe sorrido lírios. Lhe mandado e-mails de amor e escrtio poesias dedicadas a ele.
Abracei e beijei. Longas horas olhando pra Ela deixam meu amor mais que feliz. Deixavam ele radiante.
E Ela simplesmente o assassino, sem misericórdia. Sem piedade nenhuma. Sem nem me perguntar nada. Uma eutanásia de um amor doente, mas que era feliz.
Triste.
Essa semana foi pra isso. Essa dor nasceu disso. Desse luto. Dessa falta, dessa saudade daquele amor sorridente e primaveril. Vou sentir saudades dele.
É claro que como como dizia Drummond, “de tudo fica sempre um pouco…”
Resta ainda algo dele, algo Dela, em mim, no meu sorriso, no meu abraço. Sim, de fato, há ainda a boa lembrança do amor e que é na verdade, o próprio amor.
E não me repudio por isso. aquele amor tão bonito, tão feliz. Tudo bem que Ela talvez não mereça. Vocês me criticarão por ainda amar alguém capaz de ser tão fria.
Mas lembrem-se. É só a lembrança de um amor.
Um porta retrato. Uma presilha. Uma carta.
Um final.
Uma história.
Vocês não podem me pedir pra dar por morta uma história assim, savvy?
huhuhuhu…
Vão ficar pensando: “Será que els voltarão?” “Será que ela vai querer voltar atras?” “Será que ele vai vai perdoa-la e eles ficarão juntos?”
E é justamente esse tipo de final que faz uma boa história. Um final, que não é um final, realmente.
Por que não existem finais.
Nenhuma história tem um final. Quero dizer, o que aconteceu com os anões de “A branca de Neve”? O que houve com a madrasta de “A Cinderela”?
Digo que um final é só o começo de uma outra história, é só um fim de capitulo. Uma virada de página.
Agora uma história de verdade não tem fim.
É.
Não poderia ter fim nem que eu quisesse.
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Já imaginou um sentimento como sendo uma pessoa? Puxa! Como eles serião pessoas maravilhosas? A tristeza uma mulher de cabelo negro e olhos tristonhos, cabeça baixa… O Amor, sempre jovial e travesso, as vezes tímido, as vezes descarado. Olhos castanhos de garoto sapeca…A paixão? Uma mulher de cabelos vermelhos e olhos ardentes…Ou a solidão, uma homem velho, sozinho, talvez chorando, talvez sorrindo…


Olá Rafael.
Bom, li todos os dias do seu assassinato e vim, no sétimo dia – Na missa de sétimo dia do enterro de seu amor – Lhe escrever!
Eu, como não lhe conheço profundamente, apenas tive esporádicos contatos, não sei exatamente que tipo de homem tu és, mas, pelo que li e ouvi, creio que você é um ser romântico e idealizador. – É fácil perceber sua idealização, pois sua escrita é bem parecida com o trovadorismo (trovador solitário!), aquelas cantigas de cavalaria, ou algo assim, se minha memória não me falha.
Enfim, eu tenho uma opinião um pouco, digamos, brutal quanto às dores da vida. Creio que ela (a vida) nos faz sofrer, e essa é sua função primaria. Não devemos esperar nada da vida, e devemos ter a consciência que, se nós mesmo não buscarmos a felicidade, ninguém o fará. E não devemos culpar ninguém por nossa infelicidade, pois fomos incompetentes o suficiente para deixar que a felicidade escapasse.
Sei que é algo duro para dizer para um coração que está demasiado calejado, como o seu, mas é o que eu penso e acho. Você pode até discordar, mas, ao menos, pense nisso que escrevi acima.
É, e realmente a poesia, quando estamos tristes ou irritados, se dá mais facilmente. Eu, particularmente, nunca fui muito bom para poesias, mas, quando eu sentia que meus sentimentos iam explodir num turbilhão insano que me levaria ao inferno, eu escrevia, botava tudo para fora em palavras. Quando isso não me bastava, eu desabafava com alguém… Realmente, parece que compartilhar o problema com alguém confiável dá uma sensação de alivio… Tira um peso das costas.
Não sei se os sentimentos, personificados, seriam pessoas maravilhosas. Imagine a inveja, como uma moça feia e mal amada… Não sei, apenas os sentimentos bons seriam pessoas belas, pois temos maravilhosas sensações com eles…
Aliás, esse tipo de personificação nunca me agradou. Era como os gregos o faziam. Veja a mitologia, eles praticamente personificam cada sentimento em um deus. Apesar de ser muito interssante, nunca me chamou tanta a atenção.
Prefiro muito mais ver os sentimentos como um mal a ser controlado do que como belos seres que vivem junto com os gnomos verdes, atrás do arco-íris da cachoeira de prata!
Até mais, Mr. Rafael!