Cigarro e Conhaque
Rafael Rabelo
Beijei-a, como uma última vez
Tomei ela em meus braços, desesperado
incrível como o sorriso dela lembrava
outro sorriso, amarelo, terrivel
E tinha gosto de conhaque e cigarro
O abraço dela lembrava outro abraço
não aqueles dela, aqueles de afago
Me apertavam, me sufocavam, enjoava
“Numa dessas, você ainda me perde.” eu falava
E a frase tinha gosto de conhaque e cigarro
Os olhos não podiam fechar, piscar.
Eu via as sombras, os vultos no escuro
das lembranças que insistiam em vir atormentar
justo eu, que amei tanto o obscuro
Agora ele tinha gosto de conhaque e cigarro
O cheiro era demasiado forte
Era claro, inscontestavel, simples
Não era o cheiro de amor, da paixão de antes
Não, tinha outro nome agora: traição
E tinha outro sabor, era Conhaque e cigarro
Era dor, era morte, era vida e era amor
era tudo e não era, queria ela e não queria.
A agua que eu bebia, a comida que eu comia
as coisas que eu lia, que escrevia, tudo
Agora tinha sempre algo de conhaque e cigarro
E então, as lágrimas dela, o choro
Tão terrivel que desarmou minha alma ferida
deliberei, protestei, pensei, me convenci
Que a dor que eu antes senti, era, de fato
Prova irrefutavel do meu amor por ela
E então, felicidade, alegria, ânimo
Fome, sono e sede! E sorrisos e amigos
E de novo as mãos dadas, os beijos escondidos
Tudo fez sentido de novo e nasceu da falta dele.
Cigarro e Conhaque? Não, Obrigado.
Não fumo e não bebo.
.
.
.
Há quem diga que amar é sofrer. Eu discordo. Amar é sempre a melhor coisa do mundo. Nós que somos burros e colocamos nossos medos na frente de nossa felicidade.



o que dizer, né?
andas mto inspirado, pro meu gosto…
rss
ahhh, o amor!
auaihiu
se bem que eu… ainda estou em busca da epifania perfeita
rss
falando em epifania, precisamos escreve-la
aí eu quero ve-la aqui tbm ;D
enfim…
adorei a poesia, super forte
daquelas q tem ar iponente…
gostei, gostei…
ta progredindo… xD
ainda vo ter um livro seu ;D
bjooo
and au revoir, Mer…
***;